sábado, 7 de novembro de 2020

Cesta básica de Porto Alegre registra alta de 5,16% em outubro

 Conjunto de alimentos passou a custar R$ 581,39 - R$ 28,53 a mais do que em setembro



A cesta básica de Porto Alegre fechou o mês de outubro em alta de 5,16%, conforme divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta sexta-feira. O conjunto de alimentos passou a custar R$ 581,39 – R$ 28,53 a mais do que em setembro – e está na quarta posição entre as cestas básicas mais caras do Brasil. 

Na capital gaúcha, o produto que registrou alta em relação a setembro foi a batata (38,46%), seguido pelo óleo de soja (20,22%) e o tomate (16,11%). Os demais produtos que tiveram alta foram: o arroz (9,73%), a banana (7,04%), o café (5,58%),  o pão (2,44%), a carne (1,66%), açúcar (0,38%) e o  feijão (0,12%).  Já o leite (-2,37%), a manteiga (-0,85%) e a farinha de trigo (-0,67%) tiveram queda no último mês. 

De acordo com a pesquisa da Dieese, a batata teve o valor aumentado em nove das dez cidades do Centro-Sul. As altas oscilaram entre 7,78%, em Campo Grande, e 38,67%, em Goiânia. A retração foi registrada em Curitiba (-6,67%). A oferta reduzida devido ao fim da colheita de inverno, elevou os preços do tubérculo. 

O valor do óleo de soja apresentou aumento nas 17 capitais, com destaque para Brasília (47,82%), João Pessoa (21,45%), Campo Grande (20,75%) e Porto Alegre (20,22%). O alto volume de exportação, a baixa oferta interna devido à entressafra e a elevação do preço do grão no mercado internacional explicam o contínuo aumento de valor do óleo nas prateleiras dos mercados. 

Os dados da pesquisa indicaram que os preços das cestas básicas aumentaram em 15 capitais pesquisadas. Apenas em Salvador e Curitiba, o custo diminuiu. Com base no conjunto de alimentos mais caro que, em outubro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.005,91, o que corresponde a 4,79 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. 

Correio do Povo

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