Aconteceu. Você se distraiu e o PSOL virou o novo PT

 

Uma novela russa escrita há quase 150 explica o sucesso do PSOL nas eleições municipais e o fascínio que as ideias esquerdistas ainda despertam.| Foto: DANIEL RAMALHO/AFP

Por Paulo Polzonoff

Sei que você entrou aqui todo ansioso para ler o que tenho a dizer sobre o PSOL ter virado PT. E agradeço o interesse em minha opinião. Mas, antes de dar continuidade a este texto, sugiro que você largue os cientistas políticos (hahahaha) e leia agora mesmo “O Sonho de um Homem Ridículo”, de Dostoievski. Pode ir que eu espero.

Nesta novelinha escrita há 143 anos (!), Dostô explica por que mais de um milhão de pessoas votaram no candidato populista de esquerda que, para explicar sua postura de eterno confronto, é capaz de cunhar pérolas como “radicalismo é ter gente revirando o lixo para comer”. Guilherme Boulos e seu PSOL, partido contraditório até no nome, expressam a queda do homem e sua malfadada crença de que é possível se igualar a Deus e criar o Paraíso na Terra.

Não deu certo uma vez. Não deu certo duas, dez, vinte vezes. Não dará certo agora. Nem nunca. Porque a ideia de que é possível controlar a ação humana é antinatural. Mas Boulos, o Lula com contornos científicos, insiste no erro. E consigo arrasta uma legião formada sobretudo por uma elite intelectualizada que abdicou da fé na realidade e hoje prefere abertamente a fé na ciência social.

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Gazeta do Povo

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