segunda-feira, 27 de julho de 2020

Vacina da Moderna avança; resultados do Carrefour; o futuro das low cost

A semana começa com expectativa acerca das vacinas contra o coronavírus, após resultados otimistas na semana passada. No mundo, tensões entre China e EUA devem seguir sendo tema, enquanto investidores também estarão atentos ao novo pacote de 1 trilhão de dólares do governo americano contra a crise. A Desperta destaca ainda resultados de Carrefour e Ryanair. Boa leitura.
Moderna: nova fase de testes da empresa de biotecnologia americana (Brian Snyder/File Photo/Reuters)
 
1 - ÚLTIMA FASE DA MODERNA

A farmacêutica americana Moderna inicia nesta segunda-feira, 27, a terceira e última fase de testes de sua vacina contra o novo coronavírus, que deve durar até outubro deste ano. A vacina usa tecnologia com RNA mensageiro e foi a primeira a realizar testes em humanos desde o início da pandemia. O teste será em 30.000 pessoas em 87 localidades nos Estados Unidos. É neste estágio que estão as vacinas mais avançadas, como a chinesa Sinovac, testada em parceria com o instituto Butantan, e a da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. Na semana passada, resultados positivos na chamada fase 2, anterior, também foram divulgados pela chinesa CanSino e pela parceria da Pfizer com a startup alemã BioNTech (de tecnologia similar à Moderna).


2 - BRIGA PELO CARRINHO

Em meio à expectativa por novos números do setor de supermercados, o Carrefour divulga nesta segunda-feira os resultados do segundo trimestre, após o fechamento do mercado. O Carrefour deve atingir vendas de 15,66 bilhões de reais, com lucro de 367 milhões de reais. No primeiro trimestre, Carrefour e GPA, as duas maiores supermercadistas, apresentaram resultados aquém do esperado, com margens apertadas que já vinham desde o fim do ano. As ações acumulam queda em 2020 e ainda não voltaram ao patamar pré-coronavírus. Os supermercados foram beneficiados por seguirem abertos na pandemia e, em meio à crise, por venderem itens essenciais. Já as vendas online subiram, mas enfrentam alta na concorrência de varejistas e startups.


3 - MAIS US$ 1 TRI

O Partido Republicano nos Estados Unidos deve apresentar o novo pacote de estímulo fiscal para combater os efeitos econômicos do coronavírus ao Congresso, que deve ficar em 1 trilhão de dólares. A expectativa é que a medida seja votada no início desta semana. No fim de julho, vence o prazo para que os mais de 30 milhões de americanos que perderam empregos continuem a receber a ajuda mensal de 600 dólares, aprovada em março pelo Congresso. Na ocasião, foi liberado um pacote de 3 trilhões de dólares. O novo pacote prevê transferência única de 1.200 dólares, com valores adicionais por filho. A taxa de desemprego nos EUA, que estava abaixo de 4% antes da pandemia e chegou a 15% no início da crise, se recuperou e foi para 11% em junho. Mas alta de casos de coronavírus no país atrapalham a retomada.


4 - HORA DA VERDADE

Maior companhia aérea low cost do mundo, a irlandesa Ryanair divulga resultados do segundo trimestre e pode dar pistas sobre o futuro das aéreas. A expectativa é de perdas ao redor de 200 milhões de euros — um resultado desastroso para a empresa, uma das mais rentáveis do setor. Em abril, no auge da pandemia na Europa, os 2.500 voos diários viraram pouco menos de 20. Ainda assim, como a Ryanair tinha muito caixa antes da pandemia, conseguiu se manter no azul e terminou o ano fiscal em maio com lucro de 1 bilhão de euros, alta de 20%. Mas alertou os investidores que os meses à frente seriam de "dificuldade". A americana Delta também anunciou neste mês o maior prejuízo desde 2008. A crise foi acentuada pela Latam, que entrou em recuperação judicial neste ano e na qual a Delta tem 20% das ações.
 
O Brasil teve 556 mortes e mais de 23.000 novos casos de coronavírus no boletim deste domingo. O total chega a 2,4 milhões de casos e 87.052 mortes. A média móvel foi de 1.074 mortes por dia nos últimos sete dias.

O consulado americano de Chengdu, na China, foi oficialmente fechado nesta madrugada após ordem dada pelos chineses na semana passada. Antes, os EUA haviam pedido que a China fechasse seu consulado em Houston.

O ouro teve a maior alta de todos os tempos e superou ganhos de 2011 nesta segunda-feira em meio à escalada das tensões entre China e EUA.
 
Com a quarentena, a venda de piscinas desparou e a rede de franquias iGUI cresceu 123% em junho.

A influenciadora Gabriela Pugliesi voltou às redes na semana passada afirmando que "virou trader" e que está operando na bolsa de valores. Veja as declarações.

Para David Velez, fundador do Nubank, o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, vai aumentar a competição no mercado.

Fábio Alperowitch, fundador da FAMA Investimentos e pioneiro em investimentos sustentáveis no Brasil, diz que vê com "amor e ódio" a leva de fundos interessados em ESG. Mas, para ele, quem não se adequar “será atropelado”. Leia a entrevista

Cursos

Uma parceria entre a edtech Descomplica e a plataforma de educação da Exame, a Exame Academy, traz programas de MBA em gestão e finanças certificados pelo MEC. Faça no seu tempo, sem sair de casa. Conheça
Bolsa
HOJE | Xangai / +0,26%
Tóquio / -0,16%
Londres / -0,17% (às 7h)
Petróleo Brent / 43,09 dólares (-0,58%)

SEXTA | Ibovespa / +0,09%
S&P 500 / -0,62%
Dólar / 5,21 reais (-0,14%)
Uma "não-cerveja" está despontando como salvadora da pátria para as cervejarias americanas: é a hard seltzer, bebida alcóolica gaseificada e à base de suco. Segundo Dave Burwick, presidente da Boston Beer, maior cervejaria artesanal dos EUA e fabricante da Samuel Adams, é a maior revolução do mercado desde o lançamento das cervejas Light, nos anos 70. Leia aqui
Hard seltzer: lançada com pompa durante o Super Bowl  (Divulgação)

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