sexta-feira, 24 de julho de 2020

Ônibus registram lotação máxima com passageiros sentados em Porto Alegre

Novas regras provocam aglomerações nas paradas da Capital

Decreto municipal proíbe que passageiros sejam transportados em pé nos ônibus

O serviço de ônibus do transporte coletivo de Porto Alegre teve que mudar por causa da pandemia. Alterações vão desde a adequação da demanda a protocolos sanitários. Pela determinação em vigor, os ônibus têm que trafegar com limite máximo de passageiros e sem ninguém em pé. Situação que tem feito os ônibus a lotar facilmente e proporcionado longas esperas pelos usuários em alguns pontos da Capital.
Um dos bairros afetados é o Santana, onde passageiros acabam se aglomerando em uma parada em frente ao estacionamento do Palácio da Polícia enquanto aguardam um ônibus com destino ao Centro. O problema nesta área é que as pessoas acabam dependendo de linhas oriundas de outras regiões da cidade, como as zonas Sul e Leste. Não muito diferente ocorre na Avenida da Azenha, no bairro de mesmo nome, onde ônibus chegam lotados dos bairros em direção ao centro. Problemas que têm acontecido no começo dos dias de semana e afetam também outras áreas da cidade.
A promotora de vendas Kelly Pereira, 23 anos, costuma se deslocar do Centro para os bairros utilizando ônibus. “Já peguei várias linhas e muitas vezes lotadas. Todos sentados, mas lotados. É horrível”, garante. O operador de loja, Douglas Braga, 25 anos, também reclamou de ter que se deslocar mais até a parada de ônibus por causa da oferta reduzida de linhas durante a pandemia. “Pego 6h no trabalho. Antes pegava o Pinheiro, agora tenho que andar mais quadras para pegar o Ipê”, se queixou.
Na manhã desta sexta-feira, o Correio do Povo observou esta situação, mas não flagrou nenhuma linha com excesso de passageiros. A orientação da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) é que a tripulação faça o controle, na medida do possível, do acesso aos coletivos, atendendo ao decreto municipal. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi procurada e não respondeu aos vários contatos feitos pela reportagem.
Correio do Povo

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