1 - A BATALHA DOS IMPOSTOSFaz mais de um ano que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem adiando o envio da reforma tributária ao Congresso Nacional. Mas desta terça-feira, 21, o ministro diz que não passa. O texto que o governo pretende apresentar nesta tarde deve focar apenas na
unificação dos tributos federais PIS e Cofins, sem mencionar o imposto sobre pagamentos que vem sendo defendido por Guedes para compensar uma eventual desoneração da folha de pagamentos das empresas. Essa parte da proposta, que causa polêmica por lembrar a extinta CPMF, seria enviada num segundo momento aos parlamentares e ajudaria a financiar também a criação de um novo benefício assistencial em estudo pela equipe econômica, que envolve um sistema de “aposentadoria” para trabalhadores de baixa renda, e um substituto mais amplo do Bolsa Família.
2 - A BATALHA DA EDUCAÇÃONo mesmo dia em que o governo deve enviar a reforma tributária ao Congresso, deputados devem se debruçar hoje sobre outra pauta de extrema importância para o país. A
Câmara deve votar hoje a regulamentação do Fundeb, o principal mecanismo de financiamento da educação básica, com 160 bilhões de reais, que vale apenas até o fim do ano. O tempo é curto, e sobram pontos de atrito. Após cinco anos de discussão em comissões especiais no Congresso, o texto final da proposta ficou pronto há duas semanas. O problema: o governo decidiu ele mesmo enviar uma proposta, na semana passada, o que embaralhou o debate. A Câmara quer aumento de participação da União de 10% para 20%, com aumento de 12,5% já no ano que vem, e sem retirada de recursos para um programa de renda básica. Será um teste de fogo para a relação entre Planalto e Congresso.
3 - BALANÇOS NA PIORA temporada de divulgação dos balanços corporativos brasileiros referentes ao segundo trimestre de 2020 está começando. Por causa da pandemia do novo coronavírus, que congelou a economia mundial a partir de março e ainda está longe do fim, as
empresas de capital aberto devem anunciar os piores resultados desde a crise financeira global de 2008. A primeira companhia a publicar seus números, após o fechamento do pregão desta terça-feira, 21, é a Neoenergia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, com 13,5 milhões de clientes em cinco estados incluindo São Paulo e a Bahia. Deve dar uma boa ideia do que o investidor vai ver nas próximas semanas. Com queda no consumo e aumento da inadimpência, a companhia deve apresentar queda de 42% no lucro. Mas o prior deve estar por vir nas companhias de aviação, e até nas varejistas, nas semanas seguintes.
4 - A VOTA DO SNAPCHAT?Após uma expansão do número de usuários de 20% no início de 2020, a Snap, dona do aplicativo de vídeos curtos Snapchat divulga ao mercado os resultados do segundo trimestre nesta terça-feira à noite. Até agora, a empresa vinha num bom momento:
de março para cá, o valor das ações da companhia subiu 75%. O dado que realmente vai prender a atenção dos analistas é o da expansão na base de usuários da plataforma, hoje em 229 milhões. Há a expectativa de o app ter conquistado mais jovens de 13 a 24 anos, a chamada Geração Z. É um público pouco disposto a consumir publicidade nos canais tradicionais, como tevê, sites e redes sociais como Facebook e Twitter, lugares de gente velha para eles. A estratégia do Snapchat pode dar muito certo com o provável banimento de seu concorrente, o aplicativo chinês TikTok, dos Estados Unidos.
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