Trump ameaça China; Acusações a Queiroz; O bilionário pacote europeu

O Brasil deve chegar hoje a 1 milhão de casos confirmados do novo coronavírus, em meio a uma leva de instabilidade política após a prisão de Fabrício Queiroz e a saída de Abraham Weintraub do MEC. A Desperta destaca ainda as novas desavenças de Trump com a China e o pacote de socorro econômico europeu, que podem impactar as bolsas. Boa leitura.
Macron, presidente francês, em reunião nesta sexta-feira: expectativa de pacote europeu fez bolsas abrirem em alta | Eliot Blondet/Pool via REUTERS
 
1 - INSTABILIDADE E A BOLSA
Após o turbilhão político brasileiro de ontem, a sexta-feira será dia de testar se os investidores estão blindados também ao noticiário político internacional. Ontem, o Ibovespa subiu 0,60%, chegando a 96.125 pontos, mesmo com a prisão de Fabrício Queiroz e a demissão de Abraham Weintraub. É sinal, segundo analistas ouvidos pela EXAME, que a instabilidade política está em segundo plano na bolsa — os juros baixos e a liquidez em alta no Brasil e no mundo têm prevalecido. Hoje, o foco é o presidente americano, Donald Trump, que renovou ontem as ameaças de cortar laços com a China, um dia após diplomatas dos dois países tratarem de negociações comerciais. Soma-se a instabilidade a alta em casos de covid-19 em estados americanos e os mais de 30 casos em Pequim nesta semana. As bolsas asiáticas fecharam em leve alta e as europeias sobem acima de 1%, na expectativa do pacote de socorro europeu debatido hoje. Leia mais.
2 - 1 MILHÃO DE CASOS
O Brasil pode chegar hoje a 1 milhão de casos de coronavírus, quase quatro meses depois do primeiro caso confirmado, no fim de fevereiro. No último balanço, divulgado às 20 horas de ontem pelo consórcio de imprensa e apurado junto a secretarias estaduais, eram exatos 983.359 casos confirmados e 47.869 mortes. Desde o começo do mês, o país tem uma média de registros de casos diários superior a 25.000. O Brasil é o segundo país no mundo com mais casos, atrás dos Estados Unidos, que tem 2,1 milhões de infectados. Quando os EUA chegaram a 1 milhão de casos, em abril, mais de 90% do país ainda estava em quarentena. O Ministério da Saúde afirma que o número de casos brasileiro caminha para uma estabilização (pouco mais de 174.000 por semana), mas a Organização Mundial da Saúde pediu cautela e disse que o número pode voltar a subir. Outra triste marca deve ser atingida neste fim de semana, quando o Brasil deve passar de 50.000 óbitos. Ontem, foram 1.204 novas mortes, o terceiro dia seguido com mais de 1.200 vítimas. Leia mais.
3 - 750 BI DA EUROPA
Atingida em cheio pela pandemia, a União Europeia discute nesta sexta-feira seu fundo emergencial de 750 bilhões de euros para a recuperação econômica. A ideia do fundo surgiu no fim de abril, e o pacote ganhou o apelido de "Nova Geração". Líderes dos 27 países do bloco estão reunidos nesta manhã em encontro virtual. Inicialmente, o plano é ter dois terços em auxílios do poder público, e o resto em financiamento. Mas há resistência de países como Áustria, Dinamarca, Holanda e Suécia, que defendem 100% em financiamento. A expectativa é de um acordo sobre o fundo até julho. Pontos com o orçamento 2021-2027 da UE e a extensão de sanções à Rússia também podem entrar no debate hoje. A projeção é de retração de 7,5% na economia da zona do euro em 2020. No primeiro trimestre, a queda foi de 3,6%. Leia mais.
4 - FERIADO ANTIRRACISTA
Grupos de direitos civis planejam realizar manifestações nesta sexta-feira em várias cidades americanas, como Washington, Nova York e Atlanta, para marcar a passagem do Juneteenth, um feriado não-oficial que celebra o fim da escravidão nos Estados Unidos. O país teve mais de dez dias de protestos seguidos desde a morte do jovem negro George Floyd em 25 de maio e o tema seguiu em debate, incluindo com marcas como a Pepsico repensando produtos considerados racistas. O Juneteenth (das palavras “June nineteenth”, ou 19 de junho) é uma referência ao dia em que um pelotão do Exército anunciou no Texas que a guerra civil havia acabado e que os escravos estavam livres (dois anos depois da abolição de Abraham Lincoln, devido a dificuldades de comunicação na época). O presidente Donald Trump pretendia retomar hoje sua campanha eleitoral com um comício em Tulsa, em Oklahoma, palco de um dos maiores ataques racistas da história, em 1921, mas cancelou o evento após críticas. Leia mais.
Após a saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, relembre cinco episódios do ex-ministro na pasta e veja alguns de seus potenciais substitutos até agora.

O Ministério Público afirma que Fabrício Queiroz, preso ontem, teria custeado despesas do senador Flávio Bolsonaro, como a escola de suas filhas, quando Flávio ainda era deputado estadual no RJ. Veja os motivos que levaram à prisão do ex-assessor.

O Twitter colocou na noite de ontem um selo em outra publicação do presidente americano Donald Trump, classificando o post como "mídia manipulada", porque o vídeo, da CNN, havia sido alterado.

Na mesma noite, o Facebook removeu um anúncio de campanha de Trump que incluía um símbolo nazista. Em reportagem desta edição da EXAMEentenda o debate sobre a regulação de conteúdo e desinformação nas redes.

Os outros grandes bancos chegaram a fazer testes com os pagamentos do WhatsApp antes do lançamento, mas desistiram. Nubank, Banco do Brasil e Sicredi são os atuais cartões aceitos. 
O Facebook vai investir 200 milhões de dólares para apoiar empreendedores negros, diz a diretora de operações da empresa, Sheryl Sandberg. As medidas voltadas à comunidade negra somam 1,1 bilhão. Veja todas as ações.

As reservas do Airbnb no Brasil acima de 28 dias subiram 34% em abril e 42% em março, diz Leonardo Tristão, presidente da empresa no Brasil, enquanto as pessoas buscam casas para o isolamento. Leia a entrevista.

Dos fundos imobiliários no Brasil, só quatro acumulam valorização em 2020. Veja os 20 melhores até agora.

A startup de marketing Arena, criada por brasileiros no Vale do Silício e que usa inteligência artificial na jornada de compra online, recebeu aporte de 11,6 milhões de reais nos Estados Unidos.

Um estudo sugere que desenvolver anticorpos contra a covid-19, formados depois que alguém tem a doença, pode não ser suficiente para a imunização. O estudo ainda aguarda mais análises.
 
Lives
12h - Cláudio Vilardo, CEO da Kimberly-Clark Brasil
Os desafios do setor de itens essenciais em tempos de pandemia
(Veja no Youtube)
Bolsa
HOJE | Xangai / +0,96%
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O perfil @festadafirma no Instagram, que faz piadas diárias com o cotidiano do mundo corporativo, fez uma brincadeira com as perguntas sobre o futuro em entrevistas de emprego. Em meio à pandemia, não se pode dizer que alguém acertou as previsões para 2020.
@festadafirma no Instagram: brincadeira com a série "The Office" e as tradicionais perguntas do RH | Instagram/Reprodução

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