Por que o Brasil está descartando soluções tecnológicas no combate à Covid-19?




Desde o início de março, o governo de São Paulo usa tecnologia para monitorar as aglomerações em 104 de suas 645 cidades. Em uma parceria com telefônicas, o estado consegue cruzar dados das antenas de celular e ter uma ideia de quantos usuários estão em uma determinada área. É, obviamente, um número aproximado, já que dessa forma é impossível computar pessoas que não usam aparelhos móveis ou que não ativam os recursos de geolocalização. Os dados abastecem diariamente o que o governo chama de Sistema de Monitoramento Inteligente, uma base que identifica o índice de isolamento nestes municípios.

A solução tecnológica foi celebrada pelo governo paulistano como um importante aliado para combater o avanço da pandemia da Covid-19 e regrar a reabertura dos serviços não essenciais. Ficou na teoria. Nesta semana, por decreto, o estado passou a flexibilizar a quarentena. Anteriormente, o governador João Doria (PSDB), havia dito que permitiria a reabertura somente se o índice de isolamento diário permanecesse acima de 55% (quanto mais alto, mais eficiente estão sendo as medidas). Pouquíssimas cidades chegaram lá e a média estadual ficou na casa dos 50%.


 
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Gazeta do Povo

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