segunda-feira, 15 de junho de 2020

Justiça notifica Tixan Ypê; marca diz matar o novo coronavírus

Ministério da Justiça , através do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), notificou a Tixan Ypê por fazer “publicidade enganosa e abusiva” envolvendo seu lava roupas. Segundo o DPDC, a embalagem do produto traz informações sobre propriedades antimicrobianas que poderiam eliminar o  novo coronavírus (Sars-Cov-2). Para o DPDC, isso pode levar o consumidor ao engano.
A decisão ocorre após a Anvisa já ter determinado o “cancelamento do produto Lava Roupas Tixan Ypê devido a uma alegação não comprovada de ação desinfetante”. Segundo o órgão, a ação desinfetante precisa ser provada em laboratório. Isso porque produtos desinfetantes devem garantir padrões mínimos na eliminação de microrganismos.

Segundo a Anvisa, durante o processo de registro, o mesmo vale para alegações contra algum tipo específico de bactéria ou vírus. “Para que o produto possa alegar que mata um vírus é necessário comprovar esta ação por meio de testes específicos“, informou a Anvisa em nota
Tamém em nota, a DPDC disse que a representação foi encaminhada pela Unilever , dona de marcas como Omo e Brilhante. A Unilever também havia entrado com um processo judicial em São Paulo pedindo a fiscalização e punição da empresa Química Amparo, dona da Ypê.
A Química Amparo informou que "fará a troca de algumas embalagens específicas do Lava Roupas Tixan em pó à venda nos supermercados, referentes a poucos lotes produzidos nos últimos dias". A empresa esclareceu que realiza a troca dessas embalagens em respeito a decisões da Justiça e da Secretaria Nacional do Consumidor ( Senacon ) e não tem qualquer relação com a qualidade e finalidade do produto, sendo apenas motivada pelo ajuste na mensagem que consta nas mesmas.
"O mérito da ação ainda será julgado, mas em respeito a seus clientes, a empresa resolveu atender de imediato a decisão liminar, que conta com o prazo legal de cinco dias”, destacou a empresa. A Química Amparo vai recorrer da decisão.
Fonte: economia.ig - 12/06/2020 e SOS Consumidor

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