O limite do rali da bolsa brasileira, que chegou a sua sétima alta consecutiva ontem, deve ser um dos temas de debate entre os investidores nesta terça-feira. A Desperta destaca ainda as ações contra a chapa Bolsonaro-Mourão no TSE e dicas de carreira com estrelas como Michelle Obama e Beyoncé. Boa leitura.
Bolsa de Nova York: otimismo no mercado americano está animando o investidor na bolsa brasileira | Brendan McDermid/Reuters Brazil
1 - ATÉ ONDE VAI A BOLSA?
A pergunta do dia nesta terça-feira entre gestores e investidores é se o Ibovespa tem espaço para seguir avançando após uma espetacular leva de sete altas consecutivas. Ontem, o Ibovespa subiu 3,18%, uma alta de mais de 57% desde o menor patamar, em março. A terça-feira começou com os índices em alta na Ásia, mas com as principais bolsas europeias caindo quase 2% — num sinal, para gestores ouvidos pela agência Reuters, que pode ser hora de uma “correção”. O coronavírus, como se sabe, segue avançando, sobretudo em países como Brasil e Índia, e há possibilidades de ondas de contágio em países que estão reabrindo as economias. Mas a possibilidade de recuperação em “V” na economia tem dado o tom das bolsas. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 subiu 1,2% ontem e zerou as perdas do ano. Para apagar os prejuízos de 2020, o Ibovespa ainda precisaria subir 18,4%. Mas a maior parte dos analistas prevê não só que o índice se recupere como que termine o ano em alta, em mais de 100.000 pontos. Sobram incertezas, mas também sobra euforia.
2 - TSE EM FOCO
Nos últimos dias, a atenção do país esteve voltada para a tentativa do Ministério da Saúde de reduzir a transparência dos dados de mortes pela pandemia do novo coronavírus. Mas nesta terça-feira, 8, o foco estará voltado para outro órgão: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Luís Roberto Barroso, que assumiu o TSE no fim de maio, colocou em pauta duas ações de investigação das eleições de 2018. No limite, podem levar à cassação da chapa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do vice Hamilton Mourão (PRTB). As ações se referem a um ataque virtual, em setembro de 2018, que fez o grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, com 2,7 milhões de membros, se transformar no para “Mulheres COM Bolsonaro #17”. Ministros já apontaram que não há prova de autoria. Há ainda outras ações separadas tramitando, como disparos em massa via WhatsApp.
3 - SEM DÍVIDAS
O plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira, 9, o projeto de lei 675/20, que suspende a inclusão de consumidores inadimplentes em cadastros negativos de bancos de informação, como Serasa e SPC durante a pandemia da covid-19. A proposta, de autoria dos deputados Denis Bezerra (PSB-CE) e Vilson Luiz da Silva (PSB-MG), tem o objetivo de garantir o acesso ao crédito de consumidores atingidos pela pandemia. O projeto já havia sido aprovado na Câmara em abril, mas precisou voltar à Casa depois de alterações no Senado. A suspensão da inscrição dos inadimplentes duraria até o fim do estado de calamidade pública decretado no Brasil em março e previsto para acabar em dezembro deste ano.
4 - NOVA ZELÂNDIA DE VOLTA
Foram pouco mais de dois meses em lockdown e um sucesso atrás do outro no combate ao novo coronavírus. Agora, com zero casos ativos da covid-19 em seu território e dezoito dias sem o registro de novos infectados, as regras de distanciamento social deixaram de vigorar na Nova Zelândia a partir desta terça-feira, 9. Será permitido realizar eventos públicos que possam gerar aglomerações, bem como casamentos e outras cerimônias. As escolas e o transporte público também poderão funcionar normalmente. Inicialmente, a projeção para esse retorno seria somente em 22 de junho. As fronteiras seguem fechadas para estrangeiros e cidadãos vindos do exterior ficarão em quarentena. Até ontem, o país registrou 1.504 pessoas infectadas pela doença, das quais 1.482 já se recuperaram e 22 morreram.
O Brasil registrou 679 novas mortes por covid-19, chegando a 37.134 óbitos. Os casos passaram de 700.000. Veja os números.
O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, vai à Camara nesta terça-feira, 9, explicar as controvérsias com os dados da covid-19. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também pediu ontem ao governo explicações sobre o caso em até 48 horas.
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse a deputados que o Bolsa Família pode mudar de nome para Renda Brasil no pós-pandemia e ser ampliado a trabalhadores informais, tal qual o auxílio emergencial.
A França anunciou um pacote de 15 bilhões de euros para companhias aéreas. No Brasil, o tema da vez é a discussão entre as aéreas e os sindicatos.
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O co-fundador da gestora de private equity Carlyle, David Rubenstein, diz que as economias não vão voltar tão rapidamente como os investidores parecem crer. “O mercado está otimista, mas teremos muitas bolhas”, diz Rubenstein. Leia os principais trechos da entrevista.
Com a alta nas vendas online, o número de tentativas de fraude disparou - com as farmácias puxando a fila. A ClearSale, principal empresa antifraude no Brasil, está contratando 300 pessoas para dar conta da demanda.
Nomes como Michelle Obama, o casal Gates e Beyoncé fizeram discursos inspiradores para formandos americanos no fim de semana. Veja como os conselhos se aplicam a sua carreira.
Lives
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18h - Odilon Costa e Arthur Mota, da EXAME Research
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Bolsa
HOJE | Xangai / +0,62%
Tóquio / -0,38%
Londres / -1,28% (às 7h)
SEXTA | Ibovespa / +3,18%
S&P 500 / +1,20%
Dólar / 4,85 reais (-2,66%)
Cristiano Ronaldo não entra em campo há três meses, mas segue faturando. Segundo a consultoria Attain, o astro português do futebol é o atleta mais bem pago da quarentena e recebeu mais de 2 milhões de euros só por quatro posts para marcas no Instagram. Na EXAME, leia mais sobre as ações do craque nas redes sociais e os desafios dos times de futebol para ganhar na internet.
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