Para Anders Tegnell, o isolamento pode até ser a melhor medida, mas ele não se sustenta em dados científicos.| Foto: Reprodução/ Wikipedia
“Ciência, ciência, ciência”. O mantra dos dias atuais foi usado para justificar lockdowns sem comprovação científica e previsões matemáticas furadas. E muita gente andou confundindo a ciência legítima com o cientificismo, que é a negação da ciência.
Quando usada da forma correta, com imparcialidade e sem viés político, a ciência é uma ótima aliada para lidar com graves problemas da sociedade e fundamental para abordar temas espinhosos como a violência policial contra negros. Após a morte de George Floyd por um policial de Minneapolis, fomentando protestos em todo o planeta, é hora de usar a razão e a ciência.
O jornal americano Washington Post mapeou os incidentes envolvendo policiais desde 2015. O resultado provavelmente vai surpreender muita gente que furou a quarentena para protestar. Em 2019, foram alvejadas por tiros nove pessoas negras desarmadas e 19 armadas, totalizando 28 atingidos. Em 2015, foram 38 negros desarmados e 32 armados, num total de 70 pessoas. A mesma pesquisa indicou que, em 2018, negros responderam por 53% das tentativas de homicídio e por 60% dos roubos, mesmo compondo apenas 13% da população americana.
E tem mais. O mesmo levantamento apontou que, dos assassinatos registrados em 2013, na proporção do número de membros de cada etnia, 0,77% envolveu negros mortos por brancos. E 53,94% envolveram negros mortos por negros.
O que isso quer dizer? Que não existe violência policial e que injustiças não são cometidas? Absolutamente não. Mas indica que o caminho para evitar mortes de negros e realmente fazer valer o #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam) vai muito além de simplesmente apontar o dedo para a polícia.
Gazeta do Povo
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