Saia do sufoco, abandone os cartões

por Marcia Dessen

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O saudável hábito de pagar tudo em dinheiro, à moda antiga, pode salvar finanças Elcio está exultante. Há tempos vinha lutando consigo mesmo para entender por que não conseguia fechar o mês com saldo positivo. Sabia que precisa controlar os gastos que estavam fora de controle, mas não sabia como.

Depois de muitas tentativas, encontrou a fórmula, simples, que o coloca no comando da situação. O primeiro passo foi descobrir para onde estava indo o dinheiro e detectar onde estavam os excessos que o levava, sistemática e inevitavelmente, a utilizar o limite do cheque especial e parcelar a fatura do cartão de crédito.

Começou a ter clareza dos gastos quando criou uma planilha para mapear as despesas pessoais, da casa e dos filhos. Antes, confiante de que havia recursos para custear todos os desejos e necessidades da família, não havia planejamento prévio nem controle após os gastos.

Não demorou para as evidências aparecerem. Os gastos com alimentação fora de casa, por exemplo, chamaram a atenção de Elcio. O montante despendido com as prazerosas e dispendiosas refeições em restaurantes, pizzarias, padarias e lanchonetes iam muito além do que ele imaginava. 

Esse é um item fácil de corrigir. Decidiram por priorizar a saudável e mais econômica alimentação em casa e limitaram bastante as refeições fora de casa.

A refeição no trabalho, por exemplo, foi substituída pela marmita, boa e barata. Cerca de três meses após iniciar o controle das despesas, Elcio ainda não estava contente, tinha mais consciência de quanto e como gastavam o dinheiro, mas continuava financiando a fatura do cartão e, vez ou outra, avançava no limite do cheque especial.

Apesar da disciplina e do controle dos gastos, imperfeito, é verdade, não tinha conseguido se livrar das dívidas e começou a desconfiar da origem do problema: o uso descontrolado dos cartões de crédito.

Ele e os demais membros da família usavam os cartões como se dinheiro fosse. Entretanto, os cartões são um meio de pagamento muito perigoso, que estimula o consumo.

Elcio começou a entender que o limite dos gastos não era o limite do cartão, muito superior ao seu limite pessoal. E decidiu cortar o mal pela raiz.

O sossego só veio quando Elcio decidiu trancar os cartões de crédito em uma gaveta e pagar tudo em dinheiro. Sem a artimanha do falso dinheiro de plástico, ele, esposa e filhos pagavam tudo em dinheiro.

Como a quantidade da moeda de cada mês é finita, foram obrigados a planejar, priorizar, fazer escolhas. E aprenderam a parar quando o dinheiro acabava.

Pelo terceiro mês consecutivo, as contas da família fecham no azul, razão mais do que suficiente para justificar a alegria de todos. Incrível como uma simples mudança de hábitos salvou a família das dívidas, trouxe maior consciência em relação ao consumo exagerado e ainda propagou a educação financeira na família.

Elcio está duplamente contente: no comando das despesas, se libertou das dívidas do caríssimo crédito rotativo e vê a esposa e os filhos mais comprometidos com hábitos mais saudáveis que certamente trarão muitos benefícios.

A alimentação em casa trouxe resultados tão positivos que todos estão animados e comprometidos em manter o hábito; os benefícios foram muito além do financeiro. O relacionamento familiar melhorou.

A antiga e isolada preocupação de Elcio com as finanças afetava seu espírito, seu ânimo, a maneira de se relacionar com esposa e filhos.

Como agora todos compartilham da mesma percepção em relação ao dinheiro e dos benefícios colhidos com a mudança de hábitos, os atritos familiares foram eliminados.

Em conjunto, decidiram eliminar as comprinhas supérfluas e juntar dinheiro para realizarem a viagem dos sonhos, possível agora que se uniram em torno de um propósito maior.

Fonte: Folha Online - 21/10/2019 e SOS Consumidor


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