Preso há três anos, Eduardo Cunha se diz ‘boi de piranha’ da Lava-Jato

EXCLUSIVO: Ex-presidente da Câmara escreveu uma carta em que relata angústias de 1.095 dias na prisão

Por Robson Bonin

Cunha: angústias de três anos de prisão relatadas em carta (Guilherme Artigas/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha completou nesta semana três anos na prisão. Em uma carta às filhas, ele listou as angústias vividas nesses 1.095 dias no cárcere.

Depois de ver fracassar uma tentativa de delação e de colher uma série de fracassos nos tribunais, Cunha diz que foi escolhido pela Lava-Jato e pelo Justiça para ser o “boi de piranha” do escândalo de corrupção na Petrobras.

“O garantismo não pode ser sujeito a ponto que escolham quem está morto para ser enterrado e quem está vivo para ser salvo. A lei tem de ser para todos. Não Podemos esquecer que quando o boi de piranha é comido, é porque a boiada já passou”, escreve Cunha.

Para o emedebista, as decisões da Justiça sobre o seu caso são sempre influenciadas por seu passado político. “Até quando vão continuar lembrando que o meu nome consta na capa dos processos?”, questiona.


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