Em três dias de manifestações, país registrou quase 1,5 mil detidos

Cerca de 9,5 mil militares e policiais tomara ruas de nove regiões do país | Foto: Martin Bernetti / AFP / CP
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O Chile está "em guerra", afirmou nesse domingo à noite o presidente Sebastián Piñera, depois que o país foi abalado por três dias de manifestações violentas e saques que levaram a quase 1,5 mil detidos, na crise social mais grave em três décadas. "Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém e que está disposto a usar a violência e delinquência sem nenhum limite", declarou Piñera após uma reunião com o general do exército Javier Iturriaga, que comanda a força de segurança em Santiago no momento.
O presidente explicou que Santiago e outras nove regiões das 16 que formam o Chile se encontram em estado de emergência, com 10,5 mil militares e policiais nas ruas. Ele confirmou que nesta segunda-feira, primeiro dia útil depois de três jornadas de distúrbios, serão abertas 27 estações da linha 1 do metrô, uma das sete que integram a rede da capital.
Prejuízo milionário
O metrô foi fechado na sexta-feira, depois que 78 estações e trens sofreram ataques, em um prejuízo calculado em mais de 300 milhões de dólares pela empresa estatal que administra o serviço. A situação em Santiago provocou o cancelamento de centenas de voos no aeroporto, enquanto milhares de pessoas aguardavam nos terminais. Os estudantes convocaram novos protestos para esta segunda-feira e as autoridades preveem uma grande dificuldade nos transportes públicos.
O centro de Santiago virou um cenário de destruição: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e milhares de destroços nas ruas. O balanço da revolta social sem precedentes desde o retorno da democracia ao Chile, em 1990, registrava no domingo 70 atos de violência graves, incluindo 40 saques. Duas pessoas ficaram gravemente feridas após serem baleadas em um incidente com uma patrulha militar na madrugada de domingo. O Ministério Público informou que 1.462 pessoas foram detidas.
AFP e Correio do Povo
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