
Operadora é responsável por 33% do total de reclamações feitas pelos consumidores que se queixaram de chamadas que ofertam serviços
De janeiro de 2016 até junho de 2019 a Anatel registrou mais de 86 mil reclamações de ligações de telemarketing de empresas de telecomunicações
“Me ligavam de manhã, de noite, de fim de semana, feriado... Eu não tinha paz!”, conta ela, que disse já ter interrompido várias reuniões no trabalho para atender as chamadas que pensava serem importantes e, no fim, não passavam de ofertas de produtos que ela não tinha interesse.
“Eu acho um desrespeito com o consumidor. Esse aborrecimento é desnecessário. Não sei de onde eles conseguem nossos dados, mas acho que as empresas deveriam pedir autorização para incluir o número da gente na lista de ligações de telemarketing ”, reclama.
O problema da Clarice não é exceção. Aliás, é tão comum que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) montou uma lista das operadoras que mais incomodam o consumidor. A campeã foi a Claro , com 28,5 mil reclamações registradas de janeiro de 2016 até junho deste ano.
A operadora foi responsável por 33% do total de 86,4 mil queixas contabilizadas pela agência. Em segundo lugar está a Vivo, com 22,3 mil reclamações, pouco mais de 25% do total.
Para completar o “pódio” das empresas de telefonia mais inconvenientes vem a Oi, que recebeu 18 mil reclamações, o equivalente a 20%. Confira o ranking completo divulgado pela Anatel:
Além do incômodo com chamadas para venda de serviços, a fama das companhias de telecomunicações entre o consumidor continua não sendo das melhores no geral. Para se ter ideia, entre as empresas mais reclamadas nos últimos 12 meses até a data de publicação desta matéria, as operadoras aparecem em segundo (Claro), terceiro (Vivo) e quinto (Tim) lugar no ranking do Reclameaqui, com a Americanas em primeiro e Mercado Livre em quarto.
Para bloquear as ligações de telemarketing, o consumidor precisa se cadastrar no site e esperar até 30 dias
O problema de ligações indesejadas é global e órgãos reguladores de outros países, como Estados Unidos e Índia, também lidam com a dificuldade de diminuir os impactos negativos para o consumidor.
Segundo a Anatel , no Brasil, estudos de mercado preveem que cerca de dois terços dessas ligações são provenientes de outros setores econômicos que não os de telecomunicações - que respondem por cerca de 32% das chamadas indesejadas.
Pensando nisso, o órgão regulador brasileiro decidiu criar uma plataforma que permite que os consumidores se cadastrem e bloqueiem as chamadas feitas por essas empresas em até 30 dias. O Não Me Perturbe foi lançado na terça-feira (16) e até às 12h desta quarta-feira (17) já tinha mais de 960 mil linhas cadastradas para não receber as ligações.
“Ainda que o problema seja bastante complexo e estejamos em busca de solução definitiva, o cadastro é um primeiro passo para resguardar os direitos dos consumidores de não receber chamadas indesejadas para ofertas de serviços de telecomunicações. É uma ferramenta necessária, já que estávamos observando um crescimento acentuado desse tipo de prática”, afirma o presidente da Anatel, Leonardo de Morais.
“A Anatel, que iniciou as discussões sobre o tema ainda em 2018, agora irá monitorar de perto como a lista está sendo implementada e a efetividade da medida. Queremos garantir aos consumidores de telecomunicações o direito de não serem incomodados pelos seus fornecedores”, completa Morais.
Como funciona o Não Me Perturbe
Assim que soube da plataforma, Clarice se apressou para se cadastrar. “Tive um pouco de dificuldade, porque acho que o site estava sendo muito acessado. Mas o importante é que terei paz novamente e não mais medo de atender chamadas quando um número desconhecido ligar”, brinca.
A medida serve para barrar todas as chamadas relacionadas a ofertas de serviços e produtos de telecomunicações, o que inclui telefonia, TV por assinatura e banda larga.
O consumidor que não quiser mais receber as ligações de telemarketing deverá acessar o site e preencher o formulário de inscrição. É possível escolher entre as prestadoras Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, Telefônica/Vivo e TIM quais as que gostaria de bloquear, ou se gostaria de bloquear todas.
Fonte: economia.ig - 18/07/2019 e SOS Consumidor
A coincidência
Três semanas antes de Dias Toffoli travar as investigações baseadas em dados do Coaf e da Receita, o Fisco começou a pedir explicações a empresas que contrataram os serviços do escritório da mulher dele.
Os assinantes da Crusoé podem ler a reportagem completa aqui.
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