Leandro Narloch, na Crusoé, sugere um novo modelo para a universidade pública:
“Passei as últimas semanas conversando com professores, reitores, especialistas em administração pública, estudiosos e especialistas, sobre como destravar a universidade pública. A maioria deles sugeriu um modelo que já tem alguma base legal, já foi testado e aprovado. Mas que esbarra em travas burocráticas, ideologias e principalmente no corporativismo dos funcionários públicos.
É o modelo do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).
Em 2001, diretores do instituto tomaram uma decisão radical: extinguir o órgão que dirigiam e que existia desde 1952. No lugar dele, criaram uma Organização Social (OS) que passou a fechar contratos de gestão com o governo. Os funcionários continuaram como servidores públicos – foram cedidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia à nova instituição.
Desde então, o IMPA passou a contratar apenas pela CLT. Hoje menos de 10% dos funcionários administrativos são servidores; entre os pesquisadores, cerca de 50%. A folha de pagamento – que em geral morde mais de 80% do orçamento das universidades federais – não passa de 20% no IMPA. Cada vez menos a pesquisa científica ficará nas mãos de servidores.”
Leia a coluna completa aqui.
O Antagonista
SEMANA COMPLICADA
XVIII- 149/18 - 17.05.2019
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SEMANA COMPLICADA
Esta semana foi uma das mais complicadas para o nosso empobrecido Brasil neste 2019, ano que até então o povo brasileiro via como altamente positivo, principalmente quanto à nossa pobre economia que, como todos sabem, segue na UTI em estado crítico.
ÍNDICES PREOCUPANTES
No que diz respeito à economia, os números/índices que vieram à tona falam por si. Vide, por exemplo, o que revelou o IBC-Br (prévia do PIB) do primeiro trimestre de 2019, que registrou queda de 0,68%; da mesma forma o preço do dólar em relação ao real, que rompeu a marca dos 4 reais; e para completar, o quanto estão recuando os índices de confiança em todas as atividades (indústria, comércio e serviços).
Já no ambiente político, o que se viu foi uma forte vontade de destruir o Brasil. Isto ficou muito claro através da disposição da maioria dos deputados federais, que resolveram fazer um legítimo -strike- em vários projetos que o Executivo enviou para a Câmara, na expectativa de que viessem a ser aprovados.
PROBLEMAS EXTERNOS
Como se não bastasse os problemas internos, que são de arrepiar, a semana contou com problemas externos, notadamente na queda de braço das operações comerciais envolvendo a China e os EUA. Mesmo levando em conta a nossa baixa expressão no ranking do mercado internacional, o medo dos investidores ajudou na queda do índice da B3 - Bolsa de Valores.
Pois, mesmo diante de tantas preocupações, o que mais ganhou espaço na mídia e em praticamente todas as rodas foi o CONTINGENCIAMENTO das VERBAS -NÃO OBRIGATÓRIAS- da Educação. E, neste particular, o que realmente ficou evidente (apenas, obviamente, para quem tem discernimento) foi a FALTA DE ESCOLARIDADE da grande maioria do povo brasileiro e, notadamente, da mídia, que sequer conhecem tanto a TABUADA quanto a ARITMÉTICA. Pode?
INDIGNAÇÃO EQUIVOCADA
Ao longo de toda a semana muito poucos brasileiros entenderam o óbvio: o que obriga o governo a contingenciar os recursos do MEC é a FOLHA DE SALÁRIOS DOS MAUS EDUCADORES QUE ESTÃO NA ATIVA e, principalmente, dos INATIVOS (aposentados).
Ao invés dos revoltosos se indignarem contra aqueles que ficam OBRIGATORIAMENTE- com a maior parte das verbas da educação (CAUSA), por absoluta FALTA DE EDUCAÇÃO resolveram bater, sem parar, nas DESPESAS NÃO OBRIGATÓRIAS ( CONSEQUÊNCIA). Pode?
MARKET PLACE
AFIRMAÇÃO PRECISA - A propósito, o comentário feito pelo presidente Bolsonaro foi cirúrgico quando fez a seguinte afirmação:
"- Há somente dois caminhos para evitar contingenciamento de gastos: ou imprime dinheiro e gera inflação; ou comete-se crime de responsabilidade fiscal. Quem finge não entender essa lógica age como um abutre, aguardando ansiosamente pelo mal do Brasil para no fim se alimentar dele".
SISTEMA LOTE UM - FLORENSE - Em cerimônia presidida por seu presidente, Lourenço Darcy Castellan, a Florense inaugurou hoje, sexta-feira, dia 17, o mais avançado sistema de cortes de chapas do mundo, saindo dos tradicionais lotes grandes, com peças repetidas, para cortes individuais de alta precisão, com flexibilização total de medidas, como exige o mercado da alta decoração.
O SISTEME LOTE UM, como é chamado, utiliza equipamentos automatizados da alemã IMA, com gerenciamento de chapas em um armazém e movimentação por robô.
“É uma das máquinas mais importantes que a empresa já comprou em sua história. Ela será a inteligência da Florense, fazendo uma leitura de todos os nossos lotes de produção, de todas as cores, espessuras, materiais, processos e aproveitamentos diferentes. É a máquina que vai decidir a vida da Florense em questão de produção", define Gelson Castellan, vice-presidente da empresa.
FRASE DO DIA
Amanhã também é dia...
N.Bonaparte
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