Ministro-chefe da Casa Civil acredita que governo conseguirá com sobras os 308 votos necessários para a passagem da matéria
Por Christian Bueller

Ministro destacou que contingenciamento na Educação mostra a prudência adotada pelo governo federal | Foto: Alina Souza
Em entrevista coletiva em Porto Alegre, nesta sexta-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, garantiu que a reforma da Previdência será aprovada nas duas instâncias, na Câmara dos Deputados e no Senado. O homem-forte do governo Bolsonaro esteve no almoço de abertura do 16º Seminário da Qualidade SindiRádio, no Hotel Deville Prime. Antes da palestra em que abordou o panorama político do Brasil, Onyx falou com jornalistas. "Asseguro que será aprovada em primeiro e segundo turno ainda no primeiro semestre e com uma potência fiscal superior a R$ 1 trilhão", resumiu.
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O ministro, que prefere chamar a reforma de "Nova Previdência", salientou que o projeto separa assistência de previdência de maneira inédita no Brasil. "Será para todos, inclusive pensionistas e militares que darão a sua própria contribuição. Além disso, criamos um sistema de capitalização em conta individual, como fez o Chile. O Brasil tem só 15,5% do seu Produto Interno Bruto de poupança interna. Em seis ou sete anos, o Brasil chega a 20% e poderemos, sustentavelmente, crescer 3% ao ano", analisou Onyx, que chamou o Congresso de "verde e amarelo e que sabe a responsabilidade que tem". "Vamos ter de sobra os 308 votos. A Reforma da Previdência é um portal, que levará o Brasil para um caminho de prosperidade, tranquilidade e oportunidades. Não há um plano B", alertou.
Questionado sobre se deixaria o cargo caso a reforma não passasse, o ministro se mostrou desconfortável. “Que é isso, amigo, vai me demitir? A única pessoa que pode definir o meu futuro é Jair Messias Bolsonaro. Sempre disse a ele que sou, primeiro, um instrumento de Deus e, segundo companheiro da construção de um novo Brasil”, frisou.
Contingenciamento é prudência
Onyx Lorenzoni ressaltou que a gestão atual “está sendo fiscalmente responsável pela primeira vez na história do país”. “Nosso governo corta despesas, reduz ministérios, está construindo para ter uma única Central de Compras – hoje, tem 22, mas já teve 40 -, digitaliza serviços, temos 300 à disposição dos brasileiros. Com a unificação das plataformas, chegaremos a 2 mil no ano que vem. Então, é um governo que cuida, que economiza”, salientou o ministro.
Sobre o corte nos recursos da área da Educação, o ministro falou em “questão semântica”, diferenciando o termo “corte” da expressão “contingenciamento”, negando se tratar de eufemismo. “Poderia passar ao mercado uma informação que não é adequada. Nunca falamos em cortes. Contingenciamento é guardar, é poupar. Na tua casa, se tu fizeres uma viagem de dez dias, ou gasta tudo nos primeiros dias ou contingencia os teus recursos para gastar no sétimo, no nono ou no décimo. O governo, com seriedade e equilíbrio, se planejou. Não é eufemismo, é prudência”, explicou.
Correio do Povo
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