Presidente mundial havia dito já que empresa não iria continuar investindo para perder dinheiro
GIANE GUERRA
Fábrica da GM em GravataíGeneral Motors / DivulgaçãoA direção da General Motors receberá o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí na semana que vem. A data ainda será definida, diz o presidente da entidade, Valcir Ascari. O motivo do encontro é o comunicado colado nas paredes da fábrica na última sexta-feira (18) e reproduzido aqui na coluna Acerto de Contas: , que alertava que o prejuízo registrado pela empresa nos últimos anos no Brasil “não pode se repetir” em 2019.
No texto, o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, diz que o prejuízo da GM Brasil de 2016 a 2018 não pode se repetir, usando caixa alta no texto para ênfase. Acrescenta que 2019 será um ano decisivo. O comunicado veio após dias de rumores na fábrica, provocados por uma entrevista dada pela presidente mundial da GM. Mary Barra falou, para o jornal The Detroit News, que está trabalhando para melhorar o negócio na América do Sul e que considera “outras opções”. Disse ainda que a empresa não iria continuar investindo para perder dinheiro.
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Ascari conta que o contato por telefone com a direção nesta segunda-feira (21) foi curto. O sindicalista ouviu apenas de que o aviso da direção da GM “não é um blefe” e que a questão também não é o volume de vendas, mas a lucratividade do negócio. Até mesmo porque a GM produz o Onix, que tem sido o carro mais vendido no país.
Os comentários sobre a coluna de sexta-feira diziam que o discurso da GM era para pressionar os sindicatos a cederem nas negociações com a empresa. Além disso, questionavam como a empresa tinha prejuízo com vendas altas.
GaúchaZH
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