Dilma rebate general Heleno e afirma que inteligência do governo não é credível

Ex-presidente disse que, durante seu mandato, teve várias situações de manifesta ineficácia do GSI

Dilma rebate general Heleno e diz que

Dilma rebate general Heleno e diz que "inteligência do governo ainda não é credível” | Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

A ex-presidente Dilma Rousseff rebateu neste domingo a fala do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, que afirmou na quarta-feira que esse sistema “fora derretido pela senhora Rousseff, que não acreditava em inteligência”. Em um texto publicado em seu site oficial, a ex-chefe de Estado comentou que tal afirmação vinha sendo feita em todas entrevistas dadas à imprensa e, em vista disso, era inevitável tratar do assunto.

Dilma escreveu que, durante seu mandato, teve várias situações de manifesta ineficácia do GSI e do sistema de inteligência a ele articulado. “Houve falha, por exemplo, ao não detectar e impedir o grampo feito ilegalmente no meu gabinete, em março de 2016 – sem autorização do Supremo Tribunal Federal –, quando foi captado e divulgado meu diálogo com Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas dele ser nomeado para a Casa Civil”, comentou.

Ela explicou que a própria defesa da soberania do país exige que não se acredite na inteligência para que se possa tomar todas as medidas necessárias para torná-la efetiva e contemporânea. Negar tal fato, conforme a ex-presidente, só atrasa o processo. “Aliás, a falha mais recente ocorreu no governo Temer, o que evidencia que tudo continua igual no setor de inteligência”, respondeu, se referindo ao discurso do titular do GSI, que afirmou que o sistema havia recuperado pelo general Etchegoyen, titular da pasta durante o mandato de Temer.

“Durante a campanha, quando o atual presidente (Jair Bolsonaro), então candidato, foi alvo de atentado em Juiz de Fora, a ‘inteligência’ já supostamente reconstruída, desconhecia a ameaça e, portanto, não pode impedi-la”, criticou. “Tais exemplos mostram que a inteligência do governo ainda não é credível”, comentou.

O caso mais grave de ineficácia do GSI conforme Dilma, ocorreu em 2013, por ocasião da espionagem feita em seu gabinete, no avião presidencial e na Petrobras, pela National Security Agency (NSA), a agência de inteligência dos EUA.“Os setores da inteligência brasileira não só desconheciam que a interferência vinha ocorrendo há tempo – só souberam após o caso Snowden – como sequer sabiam os meios necessários para bloqueá-la", escreveu.

"Nem mesmo sabiam o que havia sido captado pela NSA nos referidos grampos. Uma ‘inteligência’ ligada à Presidência da República que não tem conhecimento, capacidade e tecnologia para enfrentar a moderna espionagem cibernética não é crível”, finalizou.


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