Governo admite fim da tabela de frete e torce por saída judicial

por Laís Alegretti e Gustavo Uribe

15285169975b1b518526191_1528516997_3x2_rt.jpg

Avaliação é que acordo com caminhoneiros foi afobado; Guardia diz que solução não é a melhor

A tentativa apressada de fazer uma tabela de frete mínimo para atender os caminhoneiros levou o presidente Michel Temer a reacender a crise com a categoria e a se indispor com a indústria e o agronegócio, pilares de sustentação de seu mandato.

Pressionado pelos dois lados, o Palácio do Planalto já admite a chance de a tabela ser extinta.

O melhor cenário para o governo Temer, depois de recuos e muita dificuldade para negociar, é que a tabela seja derrubada pelas mãos do Poder Judiciário.

Até esta sexta-feira (8), 15 ações judiciais contra a medida já haviam sido apresentadas em todo o país, segundo balanço da AGU (Advocacia-Geral da União).

A ATR (Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil) entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação para suspender os efeitos do tabelamento.

A entidade pede a concessão de uma liminar para suspender a vigência da medida provisória 832, editada por Temer, e da resolução 5.820, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que também vai acionar o STF para questionar a constitucionalidade da medida.

O diagnóstico, tanto na área política quanto na equipe econômica de Temer, é que as decisões foram tomadas de maneira afobada.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reconheceu nesta sexta que a mudança foi feita no calor da paralisação e que "talvez não seja a melhor solução para os caminhoneiros e para a sociedade como um todo".

O medo de uma nova paralisação da categoria --ainda que localizada em alguns pontos do país-- foi o motivo do mais recente recuo.

Quatro horas depois de o governo divulgar uma nova tabela, o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, recebeu, de última hora, representantes dos caminhoneiros e anunciou, na noite de quinta-feira (7), que o documento seria revogado.

A fala do ministro foi gravada e distribuída em grupos de WhatsApp de caminhoneiros autônomos para acalmá-los.

O anúncio do ministro pegou de surpresa até integrantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que tomaram conhecimento da decisão pelo vídeo extraoficial.

Na ANTT, a avaliação é que o órgão foi pressionado a divulgar logo uma tabela --cuja primeira versão continha erros reconhecidos pelos próprios caminhoneiros.

O recuo em relação à segunda tabela desagradou os empresários porque voltou a valer a primeira versão --que, segundo as empresas, estabelece preços que chegam a ser quase três vezes acima do praticado em alguns casos.

O advogado José Del Chiaro, especialista em defesa da concorrência e ex-secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, critica a postura do governo e diz que a agência reguladora de transporte terrestre deve agir de maneira independente.

"O que o ministro fez ontem foi uma verdadeira aberração. O governo está enfiando os pés pelas mãos e transferindo insegurança aos particulares", diz Del Chiaro, que atende empresas que contratam transportadores.

Fonte: Folha Online - 09/06/2018 e SOS Consumidor


movimento

Articulação ligada a Fernando Henrique Cardoso vê Marina Silva como alternativa

legislação

País terá eleição sem proteção de dados na internet

estratégia

Aliados de Alckmin gravam vídeos contra 'fogo amigo'


Coluna do Estadão

Coluna do Estadão

Ciro com DEM e PP mata Alckmin, dizem aliados do tucano

Eliane Cantanhêde

Eliane Cantanhêde

Quem ri por último...

João Domingos

João Domingos

A vez dos oportunistas

Imagem de player
Internet com cara de TV


Raquel Blog Plano B Life – Entrevista Com Uma Jovem Empreendedora


Blog Marketing Online - Marketing Digital/Monetização/Backlinks/SEO Fico feliz quando eu vejo o público feminino na área de marketing digital e como esta crescendo. E hoje vou apresentar para vocês essa jovem empreendedora, Raquel do Blog Plano B Life que passa dicas fantásticas. Acompanhe essa...
Click no título acima para continuar lendo o artigo.




Nenhum comentário:

Postar um comentário