Empresa que administra o aeroporto finalizou a retirada dos restos de materiais da obra da Infraero
Ampliação do terminal de passageiros do Salgado Filho só deve ficar pronta em 2019 | Foto: Guilherme Testa
Os trabalhos na área de ampliação do terminal de passageiros 1 do Porto Alegre Airport (Aeroporto Internacional Salgado Filho) seguem em ritmo acelerado. A previsão é concluir a expansão do terminal de passageiros até outubro de 2019, dentro do contrato de concessão. A pista, que hoje possui 2.280 metros de comprimento, ganhará mais 920 metros, até 2021. Nesta etapa, serão investidos cerca de R$ 1,5 bilhão que contempla a contratação do consórcio, a compra de equipamentos e o desenvolvimento do projeto.
A demolição da antiga estrutura inacabada feita pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) foi finalizada na última semana. Nesta segunda-feira os trabalhadores seguiam fazendo a retirada de restos de material de construção e de ferros da obra que eram colocados em caminhões. Após a limpeza da área, o consórcio responsável pelas obras HTB, Tedesco e Barbosa Mello dará início às obras de ampliação do terminal de passageiros 1.
A destruição da área começou no dia 22 de março deste ano. Mais de R$ 34 milhões, o que corresponde a quase 20% dos serviços executados, foi gasto pela Infraero na construção do espaço que começou em setembro de 2013. A ampliação do terminal foi suspensa em maio de 2016, em virtude do anúncio da concessão do aeroporto à iniciativa privada. A decisão de derrubar a antiga obra ocorreu porque o local ficou muito tempo exposto e sem manutenção.
A Fraport, que também administra o aeroporto de Fortaleza (Ceará), cogitou a possibilidade de usar a estrutura feita pela Infraero, mas o custo de correção seria maior do que fazer uma nova edificação. No entanto, a Fraport Brasil - Porto Alegre não adiantou os detalhes do projeto que será realizado no local. As empresas Fraport Brasil - Porto Alegre e a Fraport Brasil - Fortaleza foram estabelecidas no Brasil quando a Fraport AG conquistou através de licitação internacional do governo federal, a concessão dos aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre pelos próximos 30 e 25 anos, respectivamente. O Aeroporto Internacional Salgado Filho foi arrematado por R$ 382 milhões, dos quais R$ 290,5 milhões foram pagos no ato da concessão ao governo federal.
Correio do Povo
Lucro do Banrisul vem abaixo do previsto e ações abrem em queda
Banco divulgou o balanço trimestral nesta segunda-feira
GIANE GUERRA
Banrisul divulgou o resultado do primeiro trimestreRicardo Chaves / Agencia RBS
O Banrisul teve lucro de R$ 244 milhões no primeiro trimestre. Cresceu em relação ao ano passado, mas veio abaixo do previsto pelo mercado, que projetava R$ 260 milhões, segundo Rafael Weber, da Austro Capital. Com isso, as ações do Banrisul abriram em queda. O recuo foi de 2,7% no início do pregão, às 10h desta segunda-feira (14).
Gestor de renda variável, Weber analisa que a alíquota de provisão de Imposto de Renda veio acima do previsto. Normalmente, é 28% e alcançou 35%.
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— Com isso, lançou R$ 147 milhões de IR e não R$ 126 milhões. Provavelmente, houve uma receita na estrutura do banco e não conseguiu reduzir com compensações tributárias. Há ainda o aumento na Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido para bancos, que vai vigorar até 2019. Saberemos na teleconferência que o Banrisul marcou para esta terça-feira (15) — analisa o especialista.
Apesar de ser abaixo do esperado pelo mercado, o Banrisul registrou um aumento de 89,9% no lucro na comparação com o mesmo período do ano passado. Lembrando que o banco atingiu lucro recorde em 2017, de R$ 1,05 bilhão e alta de 60%.
Como ponto positivo, o destaque é a carteira de crédito, que subiu mais que o esperado. Veio em R$ 31,78 milhões, quando esperava-se R$ 31,659 milhões. O guidance de crédito também veio com 5% a 9% de crescimento, que é a intenção de crescimento da carteira.
— Analistas que acompanham o setor de bancos falam em até 7% de avanço. A média dos bancos tem sido menor. Bradesco, por exemplo, fala em 3% de crescimento da carteira - afirma Rafael Weber.
Weber também destaca o nível do chamado PDD, que é a Provisão para Devedores Duvidosos. Ficou próxima de R$ 305 milhões. Nos piores momentos da crise, superou R$ 400 milhões. A PDD é uma provisão de valores contra a inadimplência entre clientes para proteger a empresa das perdas financeiras.
Gaúcha ZH
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