Pré-candidato discursou para empresários e prometeu cortar gastos e benefícios, caso seja eleito
Pré-candidato do Novo palestrou no VAle do Sinos | Foto: Stephany Sander / Especial CP
O pré-candidato à presidência da República João Dionísio Amoêdo, do Partido Novo, esteve em Novo Hamburgo na tarde desta terça-feira falando para cerca de cem empresários em uma iniciativa da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI). Contando sobre a iniciativa de fundar um partido diferenciado, onde todos os candidatos são "ficha limpa" e precisam passar por testes, que incluem provas objetivas sobre a constituição, para se candidatarem, Amoêdo falou sobre as mudanças que pretende fazer caso seja eleito.
"A omissão dos brasileiros fez a política chegar onde está. Precisamos cobrar de nossos governantes. Por isso, meu mandato será contando com a participação popular. Não se muda um país sozinho, mas a mudança é possível", afirmou, destacando ser necessária uma mudança financeira na própria estrutura atual da política.
"Vamos cortar assessores e benefícios. O Congresso brasileiro gasta R$ 29 milhões por dia. É um dado que eu mesmo não acreditei quando tomei conhecimento de tão absurdo", disse, ao salientar ser a favor também, do fim do foro privilegiado. "São mais de 45 mil pessoas com foro privilegiado hoje no país. Todos devem ser tratados como iguais perante a lei. É simples". Simplicidade aliás é uma das palavras que norteiam sua campanha, seguida de: liberdade e segurança. "Liberdade com responsabilidade. É o cidadão quem tem que decidir sobre o direito ou não de andar armado", destacou ao comentar os temas.
"Sem toma lá, dá cá"
Questionado sobre como mudar um sistema político que convive com denúncias e corrupção, o pré-candidato afirmou que não fará negociações. "Deixar as pautas de governo claras, sem acordos ou "toma lá, da cá" e com uma bancada expressiva no Congresso, nos garantirá mudar esse processo já viciado", garantiu, alegando que enxugar os gastos públicos também é essencial. "Reduzirei ministérios, teremos no máximo dez, reduzindo gastos e otimizando o trabalho".
Correio do Povo
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