O plenário do Senado aprovou hoje (23) o projeto de lei que reabre o prazo para a repatriação de recursos enviados por brasileiros ao exterior sem a devida declaração à Receita Federal. O texto foi aprovado na forma da emenda substitutiva do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e segue agora para a Câmara dos Deputados.
O projeto estabelece que os recursos poderão ser legalizados mediante o pagamento de 17,5% de Imposto de Renda e mais 17,5% de multa, desde que eles sejam de origem comprovadamente lícita. O novo prazo será de 120 dias, contados 30 dias após a publicação da lei.
O ponto mais polêmico do texto era o trecho que estabelecia a permissão para que parentes de políticos pudessem aderir ao programa. A proposta inicial de Romero Jucá previa a permissão, que foi justificada pelo senador pelo fato de que os donos do dinheiro terão que comprovar a origem e licitude dele.
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"Os parentes estão sendo liberados desde que provem que têm patrimônio de origem distinta dos políticos. Exatamente porque o que estava se fazendo, na verdade, era uma penalidade a pessoas que em tese não tinham nenhuma relação econômica com esses políticos. Para dar um exemplo: o irmão do Fernandinho Beira Mar em tese poderia declarar. Um sobrinho do Eduardo Suplicy, que é vereador de São Paulo, não poderia declarar porque é parente de um vereador”, explicou.
No entanto, uma emenda do senador Humberto Costa foi aprovada por aclamação no plenário para retirar a permissão de que parentes de políticos possam aderir ao programa de repatriação. O temor era de que recursos ilegais oriundos de esquemas de corrupção e enviados ao exterior pudessem ser legalizados. “Temos que ter cuidado. Sabemos que todo cidadão brasileiro não pode, por razões de parentesco, ser prejudicado. Ele é um cidadão como outro qualquer. No entanto, nesse momento, efetivamente, que estamos vivendo e nas condições em que não haja a possibilidade efetiva de comprovação de origem absolutamente lícita, no meu modo de ver, é um equívoco, um erro. Essa emenda está sendo chamada por aí afora de emenda Cláudia Cruz, a mulher do ex-Deputado Eduardo Cunha”, alegou o líder petista.
Divisão com estados e municípios
Outra questão que estava pendente no projeto original era a previsão de divisão do valor arrecadado com as multas com estados e municípios – esta foi uma das demandas apresentadas por governadores ao Palácio e ao Congresso em reunião nesta semana. Inicialmente, o senador Romero Jucá tinha estabelecido que a multa iria integralmente para o governo federal, que posteriormente repartiria os recursos com os executivos estaduais e municipais, segundo acordo firmado pelo presidente Michel Temer.
No entanto, após intensa pressão do plenário do Senado, o senador incluiu em seu substitutivo a previsão de que 46% dos recursos arrecadados com as multas serão destinados aos entes federados, de acordo com os critérios dos fundos de Participação dos Estados e Municípios.
No ano passado, o Congresso também aprovou um projeto que permitiu a regularização de ativos não declarados de brasileiros no exterior. O prazo para adesão à primeira etapa da repatriação se encerrou em 31 de outubro deste ano. O governo arrecadou cerca de R$ 46 bilhões em multas e imposto de renda dos recursos repatriados.
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O Tesouro Nacional e o Rio de Janeiro estudam a melhor forma de realizar uma antecipação de receitas dos royalties do petróleo e da venda da dívida ativa para ajudar o Estado, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão após se reunir com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Segundo ele, a operação não requer necessariamente o aval do Tesouro, apesar de essa aprovação facilitar muito o processo. Leia mais
A defesa do ex-presidente Lula levantou a suspeita de que a força-tarefa da Lava Jato colabora em caráter não formalizado com o governo dos Estados Unidos.
Cristiano Zanin, advogado do petista, baseou a acusação em um depoimento feito por Eduardo Leite, ex-executivo da Camargo Corrêa, que chegou a dizer que foi procurado pelo Departamento de Justiça americano. Ele voltou atrás depois da reação do juiz Sérgio Moro. Leia mais
O IPCA-15, que é considerado uma prévia da inflação, foi de 0,26% em novembro, o menor para o mês desde 2007. Em relação a outubro o indicador acelerou, já que a alta nos preços tinha sido de 0,19%. Os dados são do IBGE.
Itens como gastos com saúde e habitação puxaram de forma geral a alta nos preços em novembro. O litro do etanol subiu 7,29% no mês e, somando o aumento nos valores das multas de trânsito, que foi de 23,72%, o impacto no setor de transporte foi grande, de 0,46%. Leia mais
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