por VALDO CRUZ e GUSTAVO URIBE
O presidente Michel Temer chega a Brasília nesta quinta-feira (20) com a ordem para sua equipe de não deixar que a prisão de Eduardo Cunha atrapalhe a rotina de trabalho dos ministérios e venha a passar a imagem de paralisia nas atividades do governo.
Segundo assessores, Temer avalia que o governo precisa dar demonstrações de força nos próximos dias, o que inclui aprovar no início da próxima semana o teto dos gastos públicos em segundo turno na Câmara dos Deputados, para sinalizar que "nada muda" e a "vida segue normalmente".
Nesta quinta-feira (20), Temer se reunirá com o núcleo político do Palácio do Planalto e deverá discutir os efeitos da prisão na pauta de votações do Congresso Nacional.
O receio é que, como o peemedebista tem influência sobretudo sobre o chamado "centrão", ele possa estimular traições na base aliada como uma forma de recado ao governo federal.
Na próxima terça-feira (25), o Palácio do Planalto pretende votar em segundo turno no Câmara dos Deputados a proposta do teto de gastos públicos, considerada fundamental pelo presidente para recuperar a economia nacional.
Para evitar traições, o presidente atuará pessoalmente a partir desta quinta-feira (20) junto aos deputados federais. No final de semana, ele pretende telefonar para parlamentares governistas e, na segunda-feira (24), véspera da votação, se reunirá no Palácio do Planalto com os líderes da base aliada.
O presidente já orientou sua equipe mais próxima a mobilizar a base aliada para garantir quorum elevado na Câmara na segunda-feira (24) e, com isso, assegurar a aprovação da proposta de emenda constitucional que cria o teto com um placar elevado.
A meta do governo é tentar obter mais votos do que na votação em primeiro turno, quando a medida foi aprovada com o apoio de 366 deputados.
Temer foi informado da prisão de Eduardo Cunha na volta de sua viagem ao Japão, de onde saiu na quarta-feira (19) antes de a Polícia Federal prender o ex-presidente da Câmara.
Assessores presidenciais reconhecem que a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados gera "apreensão" no Palácio do Planalto, mas dizem que isto não pode alterar o "ânimo" do governo num momento fundamental de aprovação de medidas que vão permitir a retomada do crescimento da economia.
Antes mesmo de ser preso, Eduardo Cunha já vinha mandando recados para o Palácio do Planalto, levantando suspeitas sobre o secretário-executivo do Programa de Parcerias do Investimento, Moreira Franco, um dos mais próximos assessores de Michel Temer.
Um auxiliar do presidente disse à Folha que o governo não pode ficar sofrendo por antecipação e que é preciso ter sangue frio neste momento. Segundo ele, ninguém sabe exatamente o que Eduardo Cunha pode falar numa eventual delação premiada e, inclusive, se ela pode ser realmente negociada pelo Ministério Público.
Fonte: Folha Online - 20/10/2016 e Endividado
Prime Cia. Imobiliária - Imobiliária em Porto Alegre / RS
http://www.primeciaimobiliaria.com.br/
O IBC-Br, considerado uma prévia informal do PIB, caiu 0,91% em agosto na comparação com o mês anterior. Foi o pior resultado mensal desde maio de 2015, quando o indicador caiu 1,02%.
No acumulado de 12 meses, a atividade econômica encolheu 5,48%. Os dados são do BC. Leia mais
O STJD arquivou o pedido do Fluminense para anular o clássico com o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. O tribunal considerou que o pedido não tem fundamentação para levar o caso ao plenário.
Com esse resultado, o Flamengo recupera os três pontos conquistados na vitória por 2 a 1, ficando com quatro a menos que o líder Palmeiras. Leia mais
A CBF definiu em sorteio os mandos de campo e as datas das semifinais da Copa do Brasil. Nos jogos de ida, em 26 de outubro, o mando vai ser de Internacional e Cruzeiro, que recebem Atlético-MG e Grêmio, respectivamente.
Os jogos de volta, com mando de Atlético-MG e Grêmio, vão ser no dia 2 de novembro.Leia mais
A seleção brasileira subiu no ranking da Fifa. Na nova classificação divulgada pela entidade, a equipe comandada por Tite aparece agora na terceira posição, atrás da líder Argentina e da Alemanha.
Na última relação, em setembro, o Brasil estava em quarto lugar. As vitórias sobre Bolívia e Venezuela pelas eliminatórias da Copa do Mundo ajudaram a seleção a subir alguns degraus no ranking. Leia mais
Nenhum comentário:
Postar um comentário