Brasília - A Polícia Federal prendeu policiais legislativos suspeitos de atrapalhar a Operação Lava Jato (José Cruz/ Agência Brasil)José Cruz/Agência Brasil
O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, disse hoje (21) que a Polícia do Senado atuava desde 2015 para barrar as investigações de Operação Lava Jato contra senadores investigados. As informações estão na decisão em que o juiz autorizou a prisão temporária de integrantes da Polícia Legislativa.
De acordo com o magistrado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, chefe da Polícia do Senado, que também foi preso, determinou, "cedendo a pedido ou influência de outrem", ações de seus subordinados para "embaraçar conscientemente notória operação conduzida no âmbito do Supremo Tribunal Federal".
A PF apurou que a Polícia Legislativa fez varreduras em busca de grampos em endereços particulares de senadores para encontrar escutas ambientais e grampos telefônicos. Os parlamentares cujos endereços foram vasculhados são a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e os senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA). O ex-presidente e ex-senador José Sarney também teve sua casa varrida em busca de grampos.
Segundo o juiz, as prisões e buscas nas casas e nos gabinetes dos parlamentaras foram necessárias para "interromper a continuidade da atividade criminosa" dos acusados.
Saiba Mais
- MPF diz que varreduras da Polícia Legislativa são ilegais; senadores contestam
- PF prende agentes da Polícia Legislativa acusados de atrapalhar Lava Jato
"Os fatos são gravíssimos e há indícios de funcionamento da associação liderada pelo primeiro investigado [Pedro], havendo fundadas razões de autoria e participação nos supracitados delitos. São necessárias tais medidas constritivas a fim de que se possa colher elementos maiores da investigação, sustar outras condutas reiteradas delituosas da mesma natureza, bem como assegurar que longe do local de trabalho e sem a influência de tais investigados se possa ter a segurança dos trabalhos de maior apuração dos fatos pela Polícia Federal", disse o juiz.
Defesas
A senadora Gleisi Hoffmann admitiu ter solicitado à Polícia Legislativa uma varredura eletrônica em busca de escutas ambientais em suas residências em Brasília e Curitiba. O pedido foi feito depois de seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, ter sido preso em uma operação da PF.
A defesa do senador Edison Lobão também reconheceu que o senador solicitou as varreduras em seus endereços particulares, mas em busca de grampos ilegais, não autorizados pela Justiça, acrescentando que nada foi encontrado.
“Não há irregularidade nesse pedido, essa é uma atribuição da Polícia Legislativa”, disse o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro à Agência Brasil. Ele negou que o ex-presidente e ex-senador José Sarney, também seu cliente, tenha solicitado varreduras do tipo.
O senador Fernando Collor divulgou nota em que também nega ter se beneficiado “de qualquer ação da Polícia Legislativa do Senado Federal que seja estranha às suas funções institucionais”.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota na qual afirma que a "Polícia Legislativa exerce suas atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento administrativo do Senado Federal”. O texto acrescenta que “as atividades de varredura de escutas ambientais restringem-se a detecção de grampos ilegais, conforme previsto no regulamento interno".
Prime Cia. Imobiliária - Imobiliária em Porto Alegre / RS
http://www.primeciaimobiliaria.com.br/
Guaíba chega a 2,56 metros e já tem 5ª maior cheia histórica
Região das Ilhas é a que gera maior preocupação com subida da água
Sábado terá tempo seco com sol entre nuvens no RS
POLÍCIA
Homem é morto na frente das duas filhas no Litoral Norte
PF no Congresso
Moraes: polícia do Senado extrapolou em ações
Calheiros defende atuação da Polícia Legislativa
Dois policiais legislativos presos pela Polícia Federal são liberados
Moro aceita denúncia contra Delúbio Soares e mais cinco na Lava Jato
Trabalho de Renato complementa o de Roger, avalia Romildo
Cairoli propõe projeto para contenção de cheias
"Japonês da Federal" fica livre da tornozeleira eletrônica
GRÊMIO
Renato despista sobre escalação de reservas no Gre-Nal
Bruno Grassi fica afastado dos gramados por 20 dias
INTER
Roth vê empate no Gre-Nal como resultado positivo para o Inter
Roth faz treino fechado e mantém mistério sobre vaga de Alex
Recuperado da lesão, Messi volta à seleção argentina para o clássico contra Brasil
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Cunha recorre ao Supremo para deixar prisão
Caminhonete escala mureta de proteção na zona Norte de Porto Alegre
Nave europeia colide contra solo de Marte, em tentativa de pouso
TRAGÉDIA
Descarrilamento de trem no Camarões deixa 55 mortos
Capriles denuncia “golpe de Estado” na Venezuela
Bolívia pedirá ao Brasil ações contra violência na fronteira
Camisa de Vênus grava DVD em Porto Alegre neste sábado
Show reunirá hits que marcam os 35 anos de carreira do grupo
Claudia Leitte terá que devolver R$ 1,2 milhão ao Fundo Nacional da Cultura
Gravadora anuncia discos póstumos de Prince com músicas inéditas
Acadêmico sueco critica "arrogância" de Bob Dylan por silêncio após Nobel
TEATRO
Atores surdos encenam “Alice no País das Maravilhas” em Porto Alegre
Nenhum comentário:
Postar um comentário