Para Renan Calheiros, a Lava Jato é um "avanço civilizatório", mas precisa ter a responsabilidade de "separar o joio do trigo"Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (20) que a Operação Lava Jato é um “avanço civilizatório”, mas que precisa separar o “joio do trigo” e acabar com o “exibicionismo”.
Ele deu como exemplo a denúncia oferecida semana passada pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), responsável pela operação, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na oportunidade, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que Lula era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato".
“A Lava Jato tem a responsabilidade de separar o joio do trigo e precisa acabar com esse exibicionismo, que vimos agora no episódio do presidente Lula e em outros episódios. Precisa fazer denúncias que sejam consistentes. Porque isso, em vez de dar prestígio ao Ministério Público retira prestígio do Ministério Público e obriga o Congresso Nacional a pensar numa legislação que proteja garantias, que facilite a investigação”, afirmou Renan, que é alvo das investigações da Lava Jato.
Renan Calheiros reiterou que a operação é muito importante para o país. “Nada vai deter a Lava Jato, mas a Lava Jato precisa acabar com esse processo de exposição das pessoas sem culpa formada. É preciso fazer denúncias consistentes e não fazer denúncia por mobilização política. Com isso, o país e as instituições perdem”, concluiu o presidente do Senado.
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Atletas paralímpicos recebem em São Paulo medalhas do mérito esportivo
Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
Atletas paralímpicos receberam medalhas do mérito esportivo do governador Geraldo AlckminRovena Rosa
Os 33 atletas paralímpicos paulistas que integram a delegação brasileira receberam hoje (20) medalhas do mérito esportivo do governo estadual em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Eles conquistaram 30 do conjunto de 72 medalhas do Brasil.
Ao total, os competidores do estado ganharam oito medalhas de ouro, 13 de prata e nove de bronze. No quadro geral, o país conquistou 14 medalhas de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. A modalidade em que os paulistas mais se destacaram foi o atletismo, que rendeu quatro ouros, seis pratas e quatro bronzes.
Silvania Costa de Oliveira, medalhista de ouro no atletismo, disputou este ano a sua primeira Paralimpíada. “Estou muito feliz, não consigo nem me expressar neste momento, foi um trabalho de quatro anos. Tive a oportunidade que o Time São Paulo me concedeu. Eu era 13ª no rankingmundial, eu corria sem sapatilhas, não tinha equipamentos, nem condições de permanecer no esporte”, lembrou.
A paratleta contou que sua família é de origem humilde e veio do interior de Mato Grosso tentar a sorte em São Paulo. Ela e o irmão mais velho, Ricardo Oliveira, dividiam a mesma sapatilha quando começaram a treinar. Ricardo Oliveira foi responsável pelo primeiro ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Natação
Daniel Dias pediu que os investimentos no esporte paralímpico se mantenham Rovena Rosa/Agência Brasil
Entre os atletas paulistas, a natação foi a segunda modalidade com maior número de medalhas, um total de 12. Foram quatro de ouro, cinco de prata e três de bronze. Daniel Dias conquistou quatro medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, tornando-se o nadador paralímpico mais vitorioso da história.
Daniel disse que este é o momento de celebração, mas também de preocupação. “Precisamos dar continuidade ao trabalho que se vem fazendo. Não vamos parar por aqui, a gente caminhou, e que grande caminhada fizemos atá aqui. Este não é momento de parar”, disse. O atleta pediu que os investimentos no esporte paralímpico se mantenham.
Construção de Angra 3 pode ser reiniciada em 2017, prevê Eletronuclear
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
O Conselho de Política Energética deve tomar uma decisão sobre a retomada das obras da usina nuclear Angra 3 até dezembro próximo e a expectativa é que a construção seja reiniciada em 2017. A tarefa foi delegada ao conselho pelo Ministério de Minas e Energia, disse hoje (20) o assessor de Desenvolvimento de Novas Usinas Nucleares da Eletronuclear, Marcelo Gomes da Silva, também vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN).
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua participando das conversas em busca da melhor solução, segundo Gomes da Silva. As obras de Angra 3 estão paradas desde setembro do ano passado. Alguns contratos estão suspensos e outros estão sendo rescindidos.
De acordo com o assessor, existe uma “vontade muito grande” de resolver o assunto em todas as esferas, que incluem o Ministério de Minas e Energia, os bancos envolvidos, entre os quais o BNDES e a própria Eletronuclear. Isso poderá ocorrer, “talvez, com a participação de algum agente privado no empreendimento”, arriscou o assessor, acrescentando: “Seria uma solução criativa, porque existe uma carência de recursos no Brasil para várias áreas. Estamos buscando essas definições”. Estão sendo analisados, por exemplo, os impedimentos legais para uma participação privada ou não.
Caminho viável
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Para as próximas usinas, Marcelo Gomes da Silva disse que a parceria com o setor privado seria o caminho mais viável. Lembrou que no ministério já foi dito que não se fará mais usinas como Angra 1, 2 e 3, com recursos somente públicos. “A disposição é usar o setor privado no que ele faz de melhor, que é o gerenciamento de obras, e fazer as coisas acontecerem”.
O modelo adotado de financiamento varia de país para país, observou. Na China, é tudo estatal, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde os empreendimentos são totalmente privados. “E você tem o meio do caminho. Tem a França, em que é uma empresa estatal que atua como empresa privada, por exemplo. Cada país encontrou o seu próprio caminho”.
Na avaliação de Gomes da Silva, o setor nuclear é fundamental para o desenvolvimento brasileiro. E ressalta o dinamismo que uma usina traz para a economia local, principalmente. No caso de Angra dos Reis, município da Costa Verde do estado do Rio de Janeiro, onde estão situadas as usinas nucleares Angra 1 e 2 e as obras de Angra 3, o empreendimento “gera renda, gera empregos, impostos, dinamiza a economia. Não é à toa que nosso maior defensor é a população que está em Angra. Ela percebe os benefícios da usina”.
O Brasil assinou o compromisso com a 21ª Conferência do Clima (COP21), da Organização das Nações Unidas, de redução das emissões de gases de efeito estufa e, de acordo com Gomes da Silva “já se vislumbra no horizonte o esgotamento de potenciais hidrelétricos no Brasil. Então, o país tem que crescer na geração térmica, de base, com energia confiável o tempo todo. Isso, sem gerar gases de efeito estufa, é a nuclear”.
Silva não exclui o uso de outros componentes da matriz energética, como as fontes renováveis eólica (dos ventos) e solar. Ele não tem dúvida que o programa nuclear do Brasil poderá ser retomado já a partir do próximo ano, tendo em vista que o prazo entre a identificação de um local para instalação de uma usina nuclear e até a sua efetiva operação leva cerca de dez anos: “Se estamos falando em usinas no horizonte de 2030, tem que começar essa a atividades imediatamente. Estou otimista”.
O assessor de Desenvolvimento de Novas Usinas da Eletronuclear participou da abertura da sétima edição do Seminário Internacional de Energia Nuclear (Sien), no Rio de Janeiro, onde afirmou que a estatal está passando por um momento crítico devido às denúncias de corrupção envolvendo executivos de empreiteiras e funcionários da empresa, subordinada à holding Eletrobras, e luta para superar as dificuldades e concluir Angra 3: “Há um consenso de todos os agentes de que, uma vez resolvida a questão de Angra 3, pode-se pensar na expansão do setor nuclear”.
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ONG denuncia PM de São Paulo à ONU por violência em protestos
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
A organização Conectas Direitos Humanos denunciou a Polícia Militar de São Paulo ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O pronunciamento com a denúncia foi feito ontem (19), em Genebra.
No pronunciamento, os representantes da ONG criticaram a atuação violenta da Polícia Militar nas manifestações que estão ocorrendo na cidade de São Paulo contra o presidente Michel Temer. No fim da leitura, a ONG pediu que o conselho se pronuncie “contra a restrição ilegítima do direito de protesto no Brasil”.
“No estado de São Paulo, onde os protestos de rua têm sido os mais numerosos, o governador Geraldo Alckmin reprimiu com truculência os manifestantes. Vários manifestantes foram feridos. Como resultado da repressão do dia 31 de agosto, uma estudante universitária perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingida por fragmentos de bomba de gás”, disse a ONG sobre a jovem Deborah Fabri, de 19 anos.
Direito de resposta
A organização também citou a prisão, que considerou ilegal, de 26 pessoas poucas horas antes do protesto ocorrido no dia 4 de setembro, em que houve o envolvimento de um agente infiltrado do Exército. “Essa prática remete às épocas mais obscuras da história de nossa região. A sociedade e a comunidade internacional devem reagir condenando o fato com veemência”, afirmou a entidade.
Segundo a Conectas, o governo brasileiro solicitou direito de resposta e afirmou que os incidentes estão sendo investigados pelas autoridades competentes, que o país defende o Estado Democrático de Direito e reconhece o direito de reunião pacífica e a liberdade de expressão.
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a reclamação da ONG ainda precisará ser avaliada pelo Conselho, que pode ou não aceitá-la. "O órgão, nesses casos, costuma solicitar explicações ao Estado brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores".
Quanto ao ferimento no olho da jovem, a secretaria informou que a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do fato. "Já sobre os 18 manifestantes detidos na região da Vergueiro no dia 4 de setembro, a Polícia Militar os apresentou ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e eles foram indiciados por associação criminosa, formação de quadrilha ou bando e corrupção de menores e encaminhados para audiência de custódia".
O Ministério das Relações Exteriores disse que não se pronunciará sobre o assunto.
Associação defende expansão da geração nuclear para 25% até 2050
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Para o técnico da Eletrobrás, a participação da energia nuclear é indispensável para manter a elevação da temperatura normal em menos de 2ºCUsina Nuclear Angra 2Arquivo eletrobras/divulgação
Para cumprir as metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na 21ª Conferência do Clima (COP21), de chegar a um aumento de 2°Celsius na atmosfera, a Associação Nuclear Mundial (WNA, do nome em inglês) defende a expansão da geração nuclear da atual participação de 11% na matriz energética global para 25% até 2050.
O relatório da WNA foi apresentado hoje (20) no 7º Seminário Internacional de Energia Nuclear (Sien), no Rio de Janeiro, pelo representante do Brasil no Conselho de Administração da entidade, Leonam dos Santos Guimarães, também diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear.
A WNA reúne 173 empresas da indústria nuclear, incluindo operadores de usinas, fornecedores e desenvolvedores de tecnologia, fabricantes de equipamentos e componentes, companhias de aplicações nucleares, empresas ligadas ao ciclo de enriquecimento de urânio, seguradoras, empresas de consultoria, entre outras. O Brasil, por meio da Eletronuclear, ocupa uma das 12 cadeiras do Conselho de Administração da WNA.
Harmonia
O relatório indica o cenário Harmonia para 2050, em que haverá harmonia entre a geração nuclear e as fontes renováveis, com uma participação residual dos combustíveis fósseis. Para alcançar essa meta, o desafio proposto é conseguir mil gigawatts (GW) instalados de energia nuclear, contra os cerca de 400 GW registrados atualmente.
Para atingir isso, Leonam Guimarães afirmou que há uma série de fatores a serem superados. “Acho que o principal motor do cenário Harmonia é a descarbonização da economia. E o papel da energia nuclear vem sendo subestimado pelos órgãos que tratam desse tema, com base em percepções de aceitação pública”.
Guimarães advertiu que a participação da energia nuclear é indispensável para manter a elevação da temperatura normal em menos de 2ºC. “O primeiro desafio é a aceitação pública e o entendimento de todos os segmentos preocupados com a mudança climática de que o setor nuclear é uma ferramenta indispensável para atingir essas metas”.
Financiamento
O segundo desafio é industrial, porque envolve um esforço de construção de infraestrutura em apenas 35 anos, informou o diretor da Eletronuclear. Isso significa um crescimento gradativo de novas usinas até chegar a um nível de 33 novas unidades por ano sendo conectadas às redes nacionais.
“Parece muito, mas já foi feito. Na década de 1980, já se chegou a esse número. O desafio industrial é grande, mas não é impossível, na medida em que já foi demonstrado que é viável fazer.”
Leonam Guimarães acrescentou que o desafio industrial engloba a questão de financiamento. “Precisa ter recursos para financiar isso. No longo prazo, a tendência é de crescimento. Nesse contexto, o financiamento vai surgir, porque essas usinas existem para gerar qualidade de vida, bem-estar para a sociedade e também produtos.”
Hoje, o mundo tem 439 usinas em operação. Em 2050, esse número passaria, “a grosso modo”, para mil usinas. Embora cada país tenha seus mecanismos próprios de financiamento dessas usinas, ele acredita que “não haveria possibilidade de esses recursos serem públicos."
Relatório
"Certamente você terá de ter participação privada importante. Dependendo de cada país, ela vai ser mais ou menos importante”, destacou. No caso brasileiro, diante da crise fiscal “pesada”, afirmou que não se pode imaginar que investimentos de grande monta como de usinas nucleares sejam feitos exclusivamente com recursos públicos.
“Se você quer passar a visão de que esse investimento é produtivo, é rentável, ele pode ser atrativo ao capital privado”, disse Guimarães. Segundo ele, a WNA vai emitir anualmente um relatório informativo para acompanhar a evolução do mundo em direção às metas estabelecidas no cenário Harmonia.
O mundo conta com duas outras entidades ligadas ao setor nuclear. A primeira é a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que reúne os países com energia nuclear. A outra é a Associação Mundial dos Operadores Nucleares (WANO, do nome em inglês), que engloba as empresas operadoras de usinas nucleares, da qual a Eletronuclear também faz parte.
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