FHC diz que é preciso cautela antes de comentar denúncias contra Lula

download (16)O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que é preciso cautela antes de comentar a denúncia feita pelos procuradores da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “É preciso ver o que o Judiciário diz. Uma coisa são as acusações e outra coisa é verificar o que é certo e o que é errado”, declarou FHC hoje (15) em evento no Rio de Janeiro. “Fico apenas como espectador, não tenho opinião sobre o assunto”.

FHC concedeu entrevista a jornalistas,  ao lado do senador Aécio Neves (PSDB), após almoço com o candidato do PSDB à prefeitura do Rio, Carlos Roberto Osório.

As denúncias foram feitas ontem pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato e dizem que Lula recebeu vantagens indevidas das empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, como a compra de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista, a reforma do imóvel, feita pela empreiteira OAS, além de contratos milionários para armazenamento de bens pessoais. Essas vantagens, somadas, totalizariam mais de R$ 3,7 milhões.

Lula declarou que as denúncias apresentadas pelos procuradores não apresentam provas nem fato novo e têm a motivação política de evitar que ele se candidate à Presidência nas eleições de 2018.

FHC disse que não cabe a ele contestar as declarações do petista e lamentou o momento difícil por que passa Lula, dizendo ainda que este é o momento para ele desabafar. “Eu lamento sinceramente que uma pessoa que tem a trajetória que teve o presidente Lula chegar a esse momento de tanta dificuldade, então prefiro não fazer comentário”.

Sobre a cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB), o ex-presidente comentou que se trata de um “fato menor”, sem grandes consequências históricas. “Sabíamos que isso aconteceria dados os desvarios que foram praticados em negociações dele, mas é um caso menor, uma página virada”.

Aécio

Aécio Neves, que é presidente do PSDB, também disse compreender o momento difícil por que passa Lula, mas acrescentou que o PT tem a prática recorrente transferir suas responsabilidades a outros. "Não a mea culpa, a grandeza de compreender que cometeram equívocos graves e ilegalidades que estão levando o PT e suas principais lideranças a essa situação", disse o senador.

 

Agência Brasil

 

Nadadora brasileira diz que 5º lugar foi prêmio após acidente que mudou sua vida

 

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Patrícia Pereira dos Santos ficou tetraplégica após levar um tiro, no dia 25 de janeiro de 2002, durante assalto à lotérica em que trabalhava. Era o segundo assalto em menos de uma semana e, dessa vez, com uma consequência que mudou a sua vida. Antes do acidente praticava esportes e jogava futebol, mas ao ter que se locomover em cadeira de rodas precisou fazer reabilitação e conheceu o basquete. Foi o bastante para mudar de modalidade. Diante de tantos convites, acabou aceitando os apelos. Hoje é nadadora e, pela primeira vez, participa de uma paralimpíada.

“Como é a primeira convocação, tudo para mim é maravilhoso, ainda mais sendo em casa. Então, não há como ter outro sentimento do que você achar que está sendo bom, porque você está focada e tudo está fluindo bem. Saber que nosso país tem muitos atletas e muito para evoluir. Eles estão mostrando os resultados da forma como ninguém poderia esperar”, disse.

O quinto lugar que alcançou na final dos 50 metros estilo peito na classe SB3 para nadadores com limitações físico motoras, na quarta-feira (14), foi como se tivesse ganhado um prêmio. “Obter o resultado de quinto melhor do mundo para mim está sendo maravilhoso. Uma bela estreia, posso considerar”, afirmou.

“Tudo que um ser humano pode esperar depois de um acidente. Você acreditar, não abaixar a cabeça e mostrar que somos brasileiros. Brasileiro não desiste nunca e eu sou uma dessas”.

Desafio
O começo na natação não foi fácil. Patrícia não sabia nadar e, por isso, encarou a modalidade como uma barreira a ultrapassar. “O que a natação é para mim hoje? Nada mais do que um desafio. Eu não sabia nadar, recebia convite, mas não aceitava porque não sabia nadar. Um dia falei que ia perder o medo e comecei a acreditar”, disse, acrescentando que o começo foi em 2009.

De acordo com a nadadora, o esporte foi fundamental para o tratamento e uma troca de valores com a família. “Eu tenho dois filhos e sempre fui o pilar da minha casa. Foi uma forma de mostrar que estava ali ativa. Quando a minha família abraçou a causa de me proporcionar o esporte com toda a liberdade, eu fui”.

Entre os filhos, de 23 e 19 anos, somente o menor se interessou em também praticar natação, mas teve que parar. Por causa das dificuldades financeiras, resolveu que o melhor era trabalhar e estudar. “De quatro meses para cá, ele não sabe o que é ver o pagamento dele. Um rapaz adolescente de 19 anos, o pagamento dele veio para mim, para eu vir para cá. Então, é uma forma de agradecer ao meu filho mais novo. Se já tenho orgulho dele, espero que eu seja um orgulho para ele também”, afirmou.

Para a nadadora, quem não tem recurso financeiro, chegar em uma paralimpíada, em casa, é privilégio para poucos. Contou que na sua rotina de treinamentos chega a pegar de 12 a 15 ônibus por dia, porque todas as atividades que precisa fazer, como treinamentos, alimentação, academia e fisioterapia, são em locais diferentes. Além disso, tem a falta de manutenção dos ônibus adaptados para receber cadeirantes. “Lá na nossa cidade [Vitória] há bastante carro adaptado, porém a manutenção e a forma como utilizam são erradas, o que faz ter bastante carro danificado. É triste, mas é a nossa realidade”.

Bem humorada, ela brinca com as dificuldades do dia a dia. “Eu venho de uma realidade em que você vende o almoço, o café da manhã e a janta para comer daqui a três dias. Então, chuta alguém que está muito feliz, da melhor forma possível. Sou eu. Em casa, só com a cara e a coragem e cheguei à Paralimpíada. Significa que não é para desistir. Problemas financeiros fazem com que não acompanhe o ritmo em que os demais estão, em termos de preparação. Eu vim ter um funcional em menos de dois meses. É uma realidade que eu não conhecia”.

Ajuda

Patrícia contou ainda com apoio de algumas pessoas que contribuíram financeiramente para que pudesse se preparar e viajar para o Rio. Sorridente, inventou uma palavra para a forma como conseguiu os recursos. “Alguém conhece o pedômetro [sistema para pedir dinheiro]? Chapeuzinho, passei o chapéu. Faziam rifas. Não posso reclamar da clínica que me acolheu para fazer o tratamento, ao ponto de pagar passagem, bancar a hospedagem”.

Segundo ela, esse movimento a fez chegar à cidade não apenas com a energia positiva, mas que pudesse acreditar em si mesma. “Vim para cá com a responsabilidade de simplesmente me divertir, de chegar a mostrar o potencial e a capacidade que nós brasileiros temos de encarar, independentemente de qual seja a dificuldade. E isso nós conseguimos fazer de sobra”, afirmou.

“Independente do que seja a circunstância de uma dificuldade da vida, é voce levantar a cabeça e acreditar que pode ser diferente. Você fazer diferente. Não porque as pessoas querem que seja, mas sim você. Foi o que fiz”, concluiu.

 

Agência Brasil

 

Sérgio Oliva ganha primeira medalha no hipismo para o Brasil em paralimpíadas

 

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O brasileiro Sergio Oliva ganha medalha de bronze na prova de hipismo, campeonato individual misto grau Ia no Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro, na Paralimpíada Rio 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Sérgio Oliva participa de outra disputa por medalhas nesta sexta-feira, na final do estilo livre individual misto do grau ITomaz Silva/Agência Brasil

O atleta brasiliense Sérgio Oliva conquistou hoje (14) a medalha de bronze no hipismo, na categoria individual misto do grau I, nas Paralimpíadas Rio 2016. Montando Coco Chanel, o brasileiro ficou atrás de duas britânicas na decisão final ao obter a nota 73.826. Essa é a primeira medalha brasileira no hipismo em Jogos Paralímpicos.

Oliva ficou atrás de Sophie Christiansen, que montando Athene Lindebjerg foi avaliada com 78.217, e de Anne Dunham, que conquistou a medalha de prata, ao receber 74.348 montando Lit Lucas Normark.

Sérgio Oliva participa de outra disputa por medalhas nesta sexta-feira (16), na final do estilo livre individual misto do grau I, às 14h10.

 

Agência Brasil

 

 

Morte no São Francisco

TV Globo/Divulgação

O ator Domingos Montagner, protagonista da novela Velho Chico, morreu hoje aos 54 anos. Ele se afogou depois de mergulhar no rio São Francisco, perto da cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe.
Segundo a TV Globo, ele gravou cenas da novela pela manhã e em seguida entrou no rio. A atriz Camila Pitanga estava com Montagner e alertou a produção quando notou que o colega havia desaparecido. As equipes de resgate encontraram o corpo do ator preso nas pedras, a 30 metros de profundidade.
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Ex-presidente rebate denúncia

Reprodução/TVT

Lula fez uma coletiva de imprensa para rebater a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra ele. O ex-presidente foi chamado de "comandante máximo do esquema de corrupção da Petrobras".
Na coletiva, Lula disse que ele e o PT são atacados por causa do sucesso do governo do partido. O ex-presidente ainda desafiou e disse que "vai a pé" para a prisão se provarem que ele é corrupto. Leia mais

 

Presos na Lava Jato

Chello Fotógrafo - 27.jun.2016/Futura Press/Estadão Conteúdo

A Justiça Federal do Paraná condenou o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e mais quatro pessoas à prisão.
Os réus foram responsabilizados pelo empréstimo de R$ 12 milhões feito por meio do Banco Schahin, em 2004, para pagar dívidas de campanha do PT. Em troca, o Grupo Schahin teria sido favorecido com um contrato de R$ 1,8 bilhão com a Petrobras.Leia mais

 

 

Com dois gols de Jefinho, Brasil vence de virada semifinal do futebol de 5

 

Marcelo Brandão - Enviado especial da Agência Brasil*

Seleção brasileira de futebol de 5 comemora vitória sobre a China na semifinal

Seleção brasileira de futebol de 5 comemora vitória sobre a China na semifinal Marcio Rodrigues/MPIX/CPB/Direitos Reservados 

Jefinho foi o nome do jogo na semifinal do futebol de 5 entre Brasil e China nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Autor dos dois gols da virada da seleção brasileira por 2 a 1, o camisa 7 foi muito celebrado pela torcida cada vez que entrava ou saída de campo – as substituições são ilimitadas no esporte – e ao final do jogo. Com passes e dribles precisos, Jefinho tomou conta do lado direito do campo. Ao final, a torcida cantou “Jefinho é melhor que Neymar”. Com a vitória, o Brasil vai à final em busca do bicampeonato olímpico, depois da conquista do ouro em Londres 2012.

“Sou um jogador muito tranquilo dentro de quadra. Pensei que a gente tinha que buscar o resultado, ter essa tranquilidade, calma. Porque a gente saiu atrás do placar mas ainda estava no começo do jogo, ainda tinha muita coisa pra acontecer. Nosso técnico pediu para ganharmos todas as divididas, ir pra cima e no final, graças a Deus, deu tudo certo”, disse o craque.

O treinador do Brasil, Fábio Vasconcelos, exaltou a força do time. Ele lembrou do poder de superação da equipe após perder Ricardinho por boa parte da partida. O camisa 10 brasileiro sofreu um choque que abriu um corte em seu supercílio. “Já conheço a China, fizemos uma final em 2008 contra eles. Foi como eu esperava, um jogo difícil. A gente mostrou a força do nosso grupo, perdemos o Ricardo e levamos um gol, mas o grupo superou. Jefinho estava perfeito e a nossa defesa também.”

O jogo

O Brasil foi superior o jogo inteiro, criou mais oportunidades e teve mais posse de bola. Mas quem marcou primeiro foi a China. Após uma falta, Yafeng Wang trabalhou a bola e chutou no canto do goleiro Luan.

O gol adversário, no entanto, não abalou o Brasil, que continuou trabalhando a bola com calma. Nervoso mesmo estava o torcedor nas arquibancadas. Durante todo o jogo se ouvia nos alto-falantes da arena “Silence. Silêncio, por favor”. Os pedidos de silêncio eram necessários porque, no futebol de 5, o ruído do torcedor atrapalha os atletas, que precisam ouvir o guizo da bola, que os orienta a achá-la.

O domínio do Brasil na partida se traduziu em gol aos 19 minutos. Jefinho passou por três adversários e chutou, dessa vez com endereço certo. Muita festa nas arquibancadas.

No segundo tempo, o Brasil entrou determinado a virar a partida. Aos quatro minutos da segunda etapa, Jefinho anotou o gol da virada. Foi um petardo, no ângulo do goleiro Xu Hauchu. Jefinho correu pela arena, comemorando, até achar seus companheiros no banco de reservas.

Depois do sgeundo gol o jogo esfriou, mas as melhores chances continuavam sendo do Brasil. Nos últimos minutos do segundo tempo, a seleção brasileira começou a criar mais chances. Nonato, de frente para o gol, chutou no canto do goleiro, que desviou para escanteio. No lance seguinte, chutou no outro canto, o esquerdo de Xu Hauchu, e a bola saiu por pouco.

Nos últimos segundos, a torcida mal se continha em silêncio, esperando o final dos 25 minutos regulamentares. Mal o cronômetro marcou o final, a torcida explodiu em comemoração. Foi a informação que os jogadores precisavam para comemorar a vaga para a final. O Brasil espera o resultado de Argentina e Irã, que se enfrentam às 20h, para conhecer o adversário da grande final. “A gente está na grande final, não tem favorito do outro lado. Quem vier, a gente a gente vai brigar muito para ficar com o ouro”, disse o camisa 10, Ricardinho.

 

Agência Brasil

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