Explosão em tanque de fábrica deixa 26 mortos em Bangladesh

Da Agência Ansa

A explosão de um tanque de aquecimento em uma fábrica de embalagens no distrito de Gazipur, região central de Bangladesh, na Ásia, hoje (10) deixou pelo menos 26 pessoas mortas. As informações são da Agência Ansa. 

O incidente ocorreu por volta das 6h (horário local) e provocou um incêndio de grandes proporções no edifício de cinco andares. Parte do prédio também desabou. O governo bengalês anunciou a abertura de uma investigação e a imediata indenização das famílias das vítimas em 2,2 mil euros (cerca de R$ 8,1 mil). 

A fábrica pertence à empresa Tampaco Foils, que faz embalagens para cigarros e produtos alimentícios. Entre os clientes da companhia estão multinacionais como British American Tobacco e Nestlé. Bangladesh é um importante elo da cadeia de produção de gigantes da economia mundial, principalmente do setor têxtil, que procuram o país asiático devido a seus baixos custos.

No entanto, muitas vezes isso significa salários miseráveis e péssimas condições de trabalho. Em abril de 2013, o desabamento de uma fábrica no distrito de Daca deixou mais de 1,1 mil mortos.

 

Agência Brasil

 

Claudiney dos Santos vence no lançamento de disco e conquista 4º ouro do Brasil

 

Da Agência Brasil

Claudiney Batista dos Santos conquistou a medalha de ouro no lançamento de disco da classe F56. Ele atingiu a marca de 45 metros e 33 centímetros. Esta é a quarta medalha de ouro do Brasil nos Jogos.

Alireza Galeh Nazzeri, do Irã, ficou com a prata e o cubano Leonardo Diaz, com a medalha de bronze.

Claudiney dos Santos conquista ouro no lançamento de disco

Claudiney dos Santos conquista ouro no lançamento de disco da classe F56Reuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados 

 

Agência Brasil

 

Matheus Souza ganha bronze inédito para o Brasil nos 400 m livre

 

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Matheus Souza ganha bronze inédito para o Brasil nos 400 m livre

A conquista é inédita para o Brasil, que nunca havia subido ao pódio nessa categoriaReuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados

O nadador brasileiro Matheus Souza ganhou hoje (10) uma medalha nos 400 metros livre, categoria S11, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A conquista é inédita para o Brasil, que nunca havia subido ao pódio nessa categoria. O ouro e a prata ficaram com os americanos Bradley Snyder e Tharon Drake, respectivamente.

Essa foi a segunda medalha do dia para a natação no Brasil. Mais cedo, Daniel Dias levou o bronze nos 50 metros borboleta S5.

As provas de natação no Rio 2016 vão até o dia 17 e há mais chances de medalhas para o Brasil. No total, são 151 provas valendo medalhas, com disputas masculinas, femininas e revezamento misto.

A natação faz parte dos Jogos Paralímpicos desde Roma 1960, primeira edição do evento.

As classes são divididas entre as provas estilo livre, borboleta e costas (identificadas pela letra S), estilo peito (letras SB) e estilo medley individual (SM). Quanto menor for o número associado, maior é o grau de deficiência do atleta: 1-10, atletas com deficiência física; 11-13, atletas com deficiência visual; e 14, atletas com deficiência intelectual.

 

Agência Brasil

 

 

 

Com emoção, Brasil vence Canadá na estreia da bocha

 

Marcelo Brandão - Enviado Especial da Agência Brasil

Foi uma “bola mágica” que decretou a primeira vitória do Brasil na classe BC4, contra o Canadá, no início da tarde de hoje, nos Jogos Paralímpicos. O time formado por Dirceu Pinto, Eliseu dos Santos e Marcelo dos Santos levou a arquibancada ao delírio após uma virada incrível, na última bola. O Brasil perdia por 3 a 2 e estava nas mãos de Marcelo a última bola da última parcial do jogo. Um lançamento perfeito afastou as bolas adversárias da bola branca, de referência, e virou o placar para o Brasil, 4 a 3.

Rio de Janeiro - Na competição de bocha, o Brasil vence o Canadá por 4 a 3, na Paralimpíada Rio 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Na competição de bocha, o Brasil vence o Canadá por 4 a 3, na Paralimpíada Rio 2016. A vitória veio na última bola, quando faltavam 7 segundos para terminar o jogoTomaz Silva/Agência Brasil

“Foi no último momento, já estava acabando o tempo, com sete segundos. Só tinha uma única jogada para fazer, a gente preparou muito essa jogada e acabou dando certo. Era para ser nossa essa vitória”, disse Marcelo. A torcida compareceu em ótimo número e muito barulho a favor do Brasil. Dirceu, atual campeão paralímpico junto com Eliseu, atribuiu à torcida a energia necessária para a virada na partida.

“Aquela bola do Marcelo no finalzinho, fazendo os dois pontos e virando o jogo, foi a energia que a torcida estava passando para fazer aquele ponto. Foi espetacular o que a torcida fez aqui hoje”, disse Dirceu. É a primeira vez que ele vê uma torcida tão grande e barulhenta a seu favor no esporte, e soube aproveitar. “Tivemos que entrar em quadra, sentir a energia da torcida e pegar essa energia toda, canalizar e jogar para cima do adversário. A gente percebeu que a torcida veio com tudo junto com a gente e deu aquela energia”.

Rio de Janeiro - Na competição de bocha, o Brasil vence o Canadá por 4 a 3, na Paralimpíada Rio 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A torcida compareceu em ótimo número e muito barulho a favor do BrasilTomaz Silva/Agência Brasil

Para deixar a vitória mais doce, ela aconteceu justamente no dia do aniversário de Marcelo e Dirceu, que fazem 44 e 36 anos. “Esta vitória é um presente para os dois e com uma bola mágica, perfeita do Marcelo no final. Estou com o Dirceu, meu irmão de tantos anos de competição, e o Marcelo, meu irmão de sangue. E foi só o primeiro passo, temos alguns degraus ainda pela frente”, disse Eliseu. Os três têm mais um desafio hoje (10), contra a Tailândia, às 18h50.

Vitórias também nas outras classes

O Brasil também saiu vencedor nas outras duas partidas realizadas no início da tarde. Na categoria BC1/BC2, Guilherme Moraes, José Carlos Chagas, Lucas de Araújo e Maciel Santos venceram o time de Hong Kong e saíram muito aplaudidos pela torcida. E na categoria BC3, Antônio Leme, Evani Soares Silva e Evelyn de Oliveira. Em cada ponto e em todas as vitórias, a torcida fez muito barulho e comemorou com os atletas que, dentro de quadra, agradeceram o apoio e saudaram o público.

O esporte adaptado

O objetivo da bocha é lançar as bolas coloridas o mais perto possível da bola branca. É permitido usar as mãos, os pés, instrumentos de auxílio e até ajudantes no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros. Cada time lança seis bolas por rodada e precisa aproximar sua bola da bola branca e também afastar a do time adversário.

 Tomaz Silva/Agência Brasil)

Brasil vence Bélgica por 4 x 2 na bocha categoria BC3 na Paralimpíada Rio 2016Tomaz Silva/Agência Brasil

Os atletas são classificados como CP1(deficiência mais severa) ou CP2 e divididos em quatro classes. Na BC1, atletas CP1 ou CP2 com paralisia cerebral que podem competir com auxílio de ajudantes. Na BC2, atletas CP2 com paralisia cerebral que não podem receber assistência. Na BC3,
aqueles com deficiências muito severas e que usam um instrumento auxiliar, podendo ser ajudados por outra pessoa. A BC4, por sua vez, conta com atletas com outras deficiências severas, mas que não recebem assistência.

 

Agência Brasil

 

 

Judoca brasileiro levou um ippon em apenas dois segundos do atleta do Uzbequistão: http://glo.bo/2cuuLLI

Judô do Brasil ganha mais medalha de prata com Wilians Araújo

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É a sua 18ª medalha em Paralimpíadas. Isso que é campeão! :)http://glo.bo/2czNgNn #GloboNews

Daniel Dias ganha mais uma medalha e fatura o bronze na final dos 50 metros borboleta

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Judoca Antônio Tenório conquista a prata na categoria até 100kg e se despede dos Jogos: http://glo.bo/2cfEHXn

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No judô, Brasil conquista medalha de prata na categoria feminina até 70 quilos com Alana Martins Maldonado

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Em Londres ele ficou com uma prata e dessa vez foi campeão! Veja:http://glo.bo/2ctb1cN #GloboNews

Claudiney Santos conquista o ouro e bate recorde paralímpico no lançamento de disco F-56

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Segundo a polícia, ataque foi feito por dois homens, que dispararam ao menos 10 tiros http://glo.bo/2c1W54I #GloboNews

Bandidos atiram contra prédio da Secretaria de Justiça e Cidadania de Santa Catarina na madrugada

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John Hinckley Jr foi preso em 1981 em um hospital psiquiátricohttp://glo.bo/2c6cyTE #GloboNews

Homem que tentou assassinar o presidente americano Ronald Reagan é libertado após 35 anos

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Partidos e senadores entraram com mandados de segurança para contestar a decisão do Senado no julgamento do impeachment.#GloboNews

Ministra do STF rejeita seis pedidos para impedir Dilma de ocupar cargos públicos

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Alana Martins conquista medalha de prata para o Brasil no judô

 

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

O Brasil conquistou hoje (10) mais uma medalha de prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Na categoria até 70 kg, a judoca brasileira Alana Martins Maldonado perdeu a luta final por dois waza-aris para a mexicana Lênia Fabiola Ruvalcaba Alvarez, que ficou com a medalha de ouro.

Rio de Janeiro - A brasileira Alana Martins Maldonado perde por ippon para a mexicana Lenia F. Ruvalcaba Alvarez e fica com a medalha de prata na Paralimpíada Rio 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A brasileira Alana Martins Maldonado chora após perder por ippon para a mexicana Lenia F. Ruvalcaba Alvarez e fica com a medalha de prata na Paralimpíada Rio 2016Tomaz Silva/Agência Brasil

“Ali nos primeiros segundos demorou a cair a ficha que ali tinha acabado o sonho da medalha de ouro, mas eu levantei e vi aquela torcida maravilhosa e já veio a felicidade porque eu já era medalhista de prata. A torcida é fantástica, não tem sensação melhor que todo mundo gritando Brasil, gritando meu nome”, disse Alana após a luta na Arena Carioca 3.

A judoca brasileira foi diagnosticada com a doença de Stargardt, que provoca perde de visão progressiva, quando tinha 14 anos. Desde os quatro anos praticava judô e em 2014 começou no judô paralímpico e já foi convocada para representar a seleção brasileira.

Rio de Janeiro - A brasileira Alana Martins Maldonado perde por ippon para a mexicana Lenia F. Ruvalcaba Alvarez e fica com a medalha de prata na Paralimpíada Rio 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A brasileira Alana Martins Maldonado perde por ippon para a mexicana Lenia F. Ruvalcaba Alvarez e fica com a medalha de prata na Paralimpíada Rio 2016Tomaz Silva/Agência Brasil

“É fantástico! Eu com 21 anos e apenas um ano e meio de seleção fazer uma final paralímpica. Claro que eu sonhei muito com o ouro, treinei muito para isso, renunciei muita na minha vida, me dediquei 100% aos treinos e estou muito feliz com a prata”, disse, contando que vai continuar treinando para o campeonato mundial, em 2018 e as paralimpíadas de Tóquio, em 2020.

Na primeira luta do dia, nas quartas de final, Alana venceu a britânica Natalie Greenhough por um ippon. Na semifinal, enfrentou a húngara Nikolett Szabo e conseguiu um waza-ari. Alana tem 21 anos e é de Tupã, cidade do interior de São Paulo.

As medalhas de bronze na categoria até 70 kg ficaram com Naomi Soazo, da Venezuela, e Gulruh Rahimova, do Uzbequistão.

O judô na Paralimpíada é disputado por atletas com deficiência visual, da classificação B1, a mais severa, à B3, a mais moderada. Todos competem juntos, em suas respectivas categorias de peso.

É a única arte marcial a fazer parte dos Jogos Paralímpicos, disputada desde Seul 1988, mas as mulheres só foram incluídas em Atenas 2004, 16 anos após os homens. No Rio 2016, judocas com deficiência visual lutam pelo pódio em sete categorias de peso masculinas e seis femininas.

 

Agência Brasil

 

 

Após se recuperar de cirurgia, Verônica Hipólito é prata nos 100m

 

Nathália Mendes - Enviada Especial do Portal EBC

É difícil parar Verônica Hipólito. Um tumor no cérebro, diagnosticado em 2008, um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2013, que comprometeu os movimentos do lado direito do corpo e a retirada de quase todo o intestino grosso por conta de uma síndrome rara em 2015 não conseguiram detê-la. Só mesmo a britânica Sophie Hahn para superar a obstinada brasileira: na final dos 100m T38, Verônica marcou 12s88 e conquistou a prata que até mesmo ela duvidou se viria.

Verônica Hipólito conquista prata nas Paralimpíadas

Verônica Hipólito conquista prata nos 100m T38Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

“Quem diria que a menina que nem saía da cama depois que teve um AVC, que passou por uma cirurgia muito delicada e que sequer voltaria ao esporte terminaria com uma medalha de prata nos Jogos Paralímpicos. Ninguém. Nem ela. Mas, mais uma vez eu mostrei que dá sim. Comecei no atletismo para poder voltar a andar e olha onde eu cheguei. E ainda quero chegar em um lugar que nem imagino”, crava ela, dona da primeira medalha paralímpica do país na classe para quem teve paralisia cerebral.

A parte mais turbulenta da história de Verônica, de 20 anos, começou há cerca de um ano. Às vésperas do Parapan de Toronto, ela descobriu que tinha Polipose Adenomatosa Familiar e estava com centenas de pólipos no intestino grosso. Ela decidiu adiar a retirada do órgão para depois das provas no Canadá. Mesmo sem condições clínicas ideais, ela levou três ouros (nos 100m, 200m e 400m T38) e uma prata (no salto em distância T20/37/38).

A cirurgia era apenas o começo de um calvário que durou nove meses. Sem conseguir absorver nutrientes, Verônica sofreu com dores, anemia e perda de peso – chegou a pesar 41kg distribuídos em 1m58. “Agora estou pesando 49kg e sigo firme e forte rumo aos 50kg”, brinca. Além disso, o tumor no cérebro cresceu. Ela tinha duas opções: operava ou aumentava a dosagem dos remédios.

Em entrevista ao site Brasil 2016, ela lembrou da situação delicada: “O ponto era: se eu ficasse com o remédio, estava comprometendo minha vida. Se ficasse com a cirurgia, poderia comprometer minha vida e os Jogos. De um jeito ou de outro, era da minha vida que a gente estava falando. Estava com dor, perdendo peso, vomitava quase todos os dias. Cheguei a pensar que seria melhor operar e não ir aos Jogos, mas meus pais, meu irmão, meu namorado e meus amigos entraram em cena. Foi um dos momentos mais críticos”.

O processo de recuperação impediu que Verônica disputasse o Mundial de Doha, no ano passado. A volta aos treinos só aconteceu no primeiro trimestre deste ano, e Verônica, mais uma vez, precisou contornar um imprevisto: uma ruptura no músculo da coxa, que a tirou das competições por mais um tempo. O retorno definitivo só se deu no Open Internacional de Atletismo, em maio. Quatro meses depois, veio a afirmação, em forma de medalha prateada.

“Se eu tiver que operar de novo, se precisar passar por tudo isso de novo, eu sei que posso fazer, porque sei que vou ter condições de voltar ainda mais forte. Antes da cirurgia, eu corria na casa dos 13 segundos. Depois que operei, fiz 12. Então, se eu fizer mais uma cirurgia, e eu espero que não tenha que fazer, acho que corro 11”, diverte-se, esbanjando a simpatia que lhe é característica.

“Não somos deficientes brincando de correr, de nadar, de pular e de jogar bola. Aqui é alto rendimento. A sua história fica para trás aqui. A minha cirurgia, o meu AVC, a paralisia cerebral da Sophie (Hahn), as situações de pobreza que a Jenifer (Martins dos Santos, que compete na mesma classe e chegou em oitavo na final) superou, tudo fica para trás porque a gente quer ganhar”.

Para Verônica, a vitória, que ficou por pouco mais de dois décimos, não veio por seus próprios erros. “Eu sei que eu poderia ter ido melhor. Poderia ter melhorado talvez a saída. Minha saída é uma das melhores do movimento (paralímpico) e por causa disso, eu treino os primeiros 30 metros com homens. Mas hoje não foi aquela coisa. Fiquei um pouco nervosa, não soube a hora de continuar tracionando e cheguei até a olhar para o lado, o que é muito errado na corrida. Mas no fim, lembrei que aquele era o meu momento. Eu tinha que aproveitar cada minuto”.

A “magrela”, como é chamada pelos amigos, ainda compete no salto em distância, com final no próximo domingo (11), e nos 400m, cuja decisão será na quarta-feira (14).

 

Agência Brasil

 

 

Aos 45 anos, Antonio Tenorio conquista prata para o Brasil no judô até 100 kg

 

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Aos 45 anos, o judoca brasileiro Antonio Tenorio conquistou hoje (10) sua sexta medalha em Jogos Paralímpicos, ele levou a prata na categoria até 100 kg. Perdeu para o judoca Gwanggeun Choi, da Coreia do Sul, por ippon, que é o golpe perfeito no judô. O bronze ficou com o cubano Yordani Fernandez Sastre e com Shirin Sharipov, do Uzbequistão.

Antonio Tenorio conquista medalha de prata na Paralimpíada

Antonio Tenorio já acumulava quatro ouros e um bronze em ParalimpíadaReuters/Carlos Garcia/Direitos Reservados

Tenorio já acumulava quatro ouros e um bronze em Paralimpíada. “Vim para buscar um pódio não importava a cor da medalha. Quando ganhei [do atleta] do Ezbequistão já me senti realizado porque vim aqui praticamente desacreditado e estou levando um resultado muito grande para casa”, disse, contando que perdeu patrocínios no início do ano e estava apenas com o apoio da Caixa.

Antes da disputa final, nas lutas deste sábado, Tenorio conseguiu passar pelo alemão Oliver Upmann, nas oitavas de final, pelo britânico Christopher Skelley, nas quartas, e por Shirin Sharipov, do Uzbequistão, na semifinal.

O judoca brasileiro agradeceu o apoio da torcida que compareceu à Arena Carioca 3. “O ginásio estava lotado, isso é muito importante, estar mostrando o judo paralímpico para todas essas pessoas. Mas o apoio, tem que ter muito mais, o legado tem que ser deixado, da Bolsa Atlteta, da Bolsa Pódio e outros incentivos para os atletas”, disse.

Tenorio contou ainda que até hoje luta no judô convencional, com pessoas sem deficiência visual, e que isso o ajuda na preparação para as disputas paralímpicas. Ele informou que lutará o campeonato mundial em 2018, mas não sabe se estará na Paralimpíada de Tóquio, em 2020. “Mas a minha medalha de prata me credencia até Tóquio”, brincou.

O judô na Paralimpíada é disputado por atletas com deficiência visual, da classificação B1, a mais severa, à B3, a mais moderada. Todos competem juntos, em suas respectivas categorias de peso.

É a única arte marcial a fazer parte dos Jogos Paralímpicos, disputada desde Seul 1988, mas as mulheres só foram incluídas em Atenas 2004, 16 anos após os homens. No Rio 2016, judocas com deficiência visual lutam pelo pódio em sete categorias de peso masculinas e seis femininas.

 

Agência Brasil

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