Percentual é de 2,18% do total de emissões, o mais baixo desde setembro do ano passado
São Paulo - Os cheques devolvidos por falta de fundos em agosto alcançaram 2,18% do total de emissões. Esse percentual é o mais baixo desde setembro do ano passado, segundo pesquisa do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. No mês anterior, em julho, a taxa tinha sido de 2,26% e 2,11% em igual período do ano passado.
Comparado a agosto dos anos anteriores, este foi o que apresentou pior desempenho desde 1991, quando teve início esse levantamento. Foram compensados 50.602.130 cheques, dos quais 1.101.093 tiveram de ser devolvidos porque os correntistas não tinham feito a provisão necessária para garantir o pagamento.
No acumulado de janeiro a agosto, o índice atingiu 2,36%, a mais elevada da série histórica. O estado do Amapá aparece como a localidade em que ocorreu a maior proporção de devoluções (17,79%). Apenas em agosto, este estado registrou 16,16% ante 17,31%, em julho. Em agosto do ano passado, as devoluções no Amapá somaram 10,53% do total de cheques compensados.
Regiões
A menor taxa no acumulado do ano até agosto foi registrada em São Paulo (1,79%). Por região, o Nordeste lidera com 4,59%, enquanto o Sudeste teve 1,94% de devoluções.
Em agosto, a região Norte teve 4,19% de devoluções ante 4,16% em julho, e 3,99% em igual mês do ano passado. No Nordeste, a taxa ficou em 4,30%, também abaixo do mês anterior (4,56%), mas superior à variação em agosto de 2015 (4,16%).
No Sudeste, o índice foi de 1,79%, menor do que em julho (1,86%), mas superior ao resultado do mesmo mês no ano passado (1,68%). No Sul, foram devolvidos 1,84% do total compensado, volume inferior ao montante de julho último (1,91%) e ao índice de agosto de 2015 ( 1,94%).
Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, o resultado de agosto evidencia o comportamento de tentativa do consumidor de sair da situação de inadimplência, “reduzindo seu nível de consumo e renegociando dívidas”.
Fonte: O Dia Online - 21/09/2016 e Endividado
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A Polícia Federal prendeu hoje Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, durante a 34ª fase da operação Lava Jato. Ele é acusado de atuar junto ao comando de uma empresa contratada pela Petrobras para negociar repasse de propina para o pagamento de dívida de campanha de partidos aliados do governo.
Ao todo são cumpridos 49 mandados no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. Leia mais
O Tribunal de Contas da União ignorou o Supremo Tribunal Federal e voltou a bloquear bens de empreiteiras por superfaturamento de obras da Petrobras descobertos na operação Lava Jato. Queiroz Galvão e Iesa tiveram R$ 1 bilhão bloqueado por suspeita de superfaturamento em um contrato de R$ 3,6 bilhões para construção de parte da Refinaria de Abreu e Lima (PE).
As empresas ainda podem recorrer ao próprio TCU, que em agosto já havia bloqueado bens da Odebrecht e da OAS pelo mesmo motivo. As duas construtoras conseguiram liminares no STF que suspenderam os bloqueios. Leia mais
Em entrevista em Nova York, o presidente Michel Temer se disse surpreso com a opinião "personalíssima" do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, sobre o projeto de lei que abria brecha para anistia a políticos que são alvo da operação Lava Jato.
Temer disse que quando retornar ao Brasil irá examinar a questão e que não vê "razão para prosseguir ou prosperar nesta matéria". Leia mais
Apesar da nova frustração com as receitas em agosto, que ficaram abaixo do previsto, o governo Michel Temer não fará bloqueio de gastos no Orçamento deste ano para compensar a queda na arrecadação federal.
A saída encontrada será incluir uma previsão de arrecadação com o programa de repatriação de recursos ilegais mantidos por brasileiros no exterior. Ministério da Fazenda estima que essa receita deva ficar em pelo menos R$ 8 bilhões. Leia mais
O risco da falta de informação
Diretores responsáveis pelas barragens da Samarco omitiram de engenheiros contratados pela própria mineradora informações sobre os riscos das estruturas em Mariana (MG). Local foi palco da tragédia que deixou 19 mortos.
Esses profissionais prestaram serviços de consultoria e vistoria para a empresa, mas não receberam dados reais da mineradora que poderiam levá-los a classificar as barragens como inseguras nos relatórios. Leia mais
O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos começou a publicar uma série de reportagens sobre empresas registradas no paraíso fiscal das Bahamas entre 1990 e 2016. São 1,3 milhão de documentos sobre cerca de 175 mil offshores.
Diferentemente dos Panama Papers, o acervo do Bahamas Leaks não inclui e-mails ou contratos relacionados a essas companhias nem indica quem são os beneficiários finais. Leia mais
A família do ator Domingos Montagner, o Santo de Velho Chico, que morreu afogado no rio São Francisco na semana passada, deve receber três indenizações diferentes.
A primeira e imediata será de um seguro que a Globo mantém para o elenco, estimado entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões. A segunda indenização deverá ser paga provavelmente pela Prefeitura de Canindé (SE). E a terceira será um "pacote" de benefícios para a família Montagner dado pela Globo. Leia mais
Jogando fora de casa, o Palmeiras se classificou para as quartas de final da Copa do Brasil com derrota por 1 a 0 para o Botafogo-PB. No primeiro duelo, o clube paulista venceu por 3 a 0. Já o Corinthians venceu o Fluminense por 1 a 0 e também continua na Copa do Brasil.
Os demais classificados para as quartas de final do torneio na noite de quarta-feira foram Santos, com vitória sobre o Vasco, Cruzeiro, Atlético-PR e Atlético-MG. Leia mais
David Coverdale esclareceu que boatos de aposentadoria não passaram de um mal-entendido em uma entrevista. O vocalista do Whitesnake, que apresenta seus sucessos hoje em São Paulo, afirma que nunca vai se aposentar da música.
Coverdale, que faz 65 anos hoje, disse que o importante agora é não fazer mais turnês muito longas "em respeito à idade". Leia mais
BNDES + Keynes + PT + Eike = Capitalismo de Laços e Cadeia
Lá vai ele: o pai afetivo da “nova matriz macroeconômica”, a Mãe Dinah do crescimento do PIB, aquele que ajudava a escolher quem ficaria rico (quem ficaria pobre era desnecessário escolher: o povo brasileiro), braço direito de Lula e Dilma, aquele que fez o Cristo Redentor decolar e, em seguida, espatifar-se, rumando para o cárcere!
Guido Mantega sempre representou, desde a vitória do PT na corrida ao Planalto em 2002, um elo entre o Estado brasileiro (seus cofres, no caso) e empresários que não curtem muito o sistema de concorrência. Livre mercado no dos outros é refresco. Melhor conversar de perto com o responsável por tornar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social o carro-chefe do modelo de desenvolvimento nacional, eleito pelo governo populista dos “companheiros” como ferramenta para superar a crise financeira de 2008 – a qual foi gerada, justamente, por intervenção estatal indevida do FED no sistema de preços do mercado (juros, no caso).
O Ex-ministro da Fazenda, durante um longo período, transformou o banco de fomento em uma perversa máquina de distribuição de renda às avessas, especialmente após 2009, quando a União passou a ser autorizada, por lei, a conceder empréstimos ao BNDES, até o modesto limite de R$378 bilhões. Ou seja, o dinheiro que irrigou as empresas de Eike Batista e demais “campeões nacionais” (como BRF, Oi e JBS) era oriundo do Tesouro Nacional – ou, pior ainda, era advindo da emissão de títulos da dívida, medida que aumenta as taxas de juros praticadas e dificulta a vida dos demais empreendedores do país, gera inflação e deteriora a situação fiscal do governo federal.
Mas é claro que quem quer rir, tem que fazer rir. Empréstimos subsidiados (concedidos a juros de 2,5% ao ano, sob uma inflação de 10%) com recursos extraídos de todos os demais pagadores de impostos não são para qualquer um. E agora vêm à tona os bastidores destes acordos espúrios, quando o “senhor X”, por exemplo, declara em depoimento à PF que Mantega pediu repasse de cinco milhões de reais ao PT em 2012. Nada mais “justo”, levando-se em conta a contrapartida obtida. Segundo nota da Polícia Federal, “utilizando-se de expedientes já revelados no bojo da Operação Lava Jato, fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal, empresas se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto”. E estes eram expedientes corriqueiros.
Mantega sempre se manteve alinhado com a teoria econômica keynesiana, que defende uma maior intervenção estatal na economia, especialmente em tempos de recessão. Ora, para que justificativa melhor do que essa para endividar o Estado no intuito de agradar os camaradas que costumeiramente fazem doações às campanhas eleitorais do partido? Políticos corruptos e empresários corruptores agradecem, Lord Keynes. A cartilha desenvolvimentista serviu como uma luva nos planos do PT de colocar o mercado financeiro a seus pés, e assim eternizar-se no poder. Só que não estava no script a operação Lava-jato, esta pedra no sapato do esquema que pretendia debulhar todas as estatais brasileiras, sendo a Petrobrás apenas a mais visível delas neste momento.
Guido Mantega terá bastante tempo para ler Hayke (o antagonista de Keynes) na prisão, e, quem sabe, mudar sua visão sobre a condução dos mercados – na verdade, ele vai aprender que os agentes econômicos devem operar livremente, em benefício dos próprios consumidores e cidadãos. Pinçar privilegiados é coisa do passado (e de corrupto).
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