Crise faz número transplantes de órgãos cair em 2016, diz ministério

O crescimento no número de transplantes perdeu fôlego com a crise econômica e deve crescer em ritmo menor que o número de doadores. A projeção do Ministério da saúde para este ano é de que o transplante de órgãos sólidos caia de 7.772 para 7.550 em relação ao ano passado. Esta é a primeira queda desde 2005. Os dados foram apresentados hoje (17) no lançamento nacional de Doação de Órgãos na Casa Brasil, zona portuária do Rio de Janeiro. A campanha brasileira coincide com a da campanha mundial de doação de sangue.

A coordenadora do Sistema Nacional de Transplante, Rosana Rios Nothem, explicou que, apesar da diminuição desse tipo de transplantes, o crescimento segue sustentável. A projeção do Ministério da Saúde para este ano é 24.182 transplantes, 600 a mais que em 2015. Em 2014, foram 23.227.

“Em um contexto de crise é perfeitamente esperado, os estados estão passando por dificuldades, qualquer modalidade assistencial acaba sofrendo algum revés. E o transplante é uma modalidade assistencial cara, de difícil absorção tecnológica”, disse.

Cerca de 42.523 mil pessoas aguardavam na fila para transplante até 30 de junho deste ano. No ano passado havia 41.236 pessoas na lista de espera.

“Provavelmente os transplantes que demandam tecnologias mais avançadas estão tendo mais dificuldade de serem feitos. Leitos foram fechados em alguns estados e os hospitais de ponta acabaram mais demandados. A capacidade instalada talvez não tenha se conseguido manter por conta dessa situação mais crítica de desabastecimento dos hospitais”, disse. “Isso faz com que a gente tenha que aperfeiçoar as estratégias de cuidado do doador, pois quanto melhor for o órgão que entregarmos, mais tranquilo será para o sistema de saúde administrar esse transplante e o pós-operatório desse transplante”.

Diagnóstico

transplantes

Cerca de 42.523 mil pessoas aguardavam na fila para transplante até 30 de junho deste anoArquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Outro grande desafio do sistema é o de diagnóstico e certificação em tempo hábil da morte encefálica, quando o coração continua batendo, mas o cérebro deixa de funcionar. Atualmente, 30% das pessoas com mortes encefálicas acabam tendo seus órgãos doados. Boa parte dos casos em que não há doação, deve-se à recusa familiar. A projeção anual considerando o 1º semestre é de que das cerca de 9,86 mil notificações de morte encefálica, 2,87 mil são doadores efetivos. Na Paraíba e no Acre, esse percentual não passa de 5%, já em Santa Catarina é de quase 50%, maior percentual do país.

Suzana alertou da importância de se qualificar os profissionais da assistência para orientarem com sensibilidade a família do morto sobre a relevância da doação. “A população precisa sentir muita firmeza nas informações sobre doação e diagnóstico de morte. E a família precisa ser respeitada na sua dor e ter privacidade no hospital”, disse.

O ministério estima que devido à realidade violenta das grandes cidades e no trânsito e à pouca adesão ao tratamento de doenças como hipertensão e diabetes, o potencial de doadores possa chegar a 100 por milhão de habitantes. Entretanto, a meta do ministério é chegar a 50 notificações por milhão de habitante no ano que vem.

Atletas transplantados

A atleta gaúcha Liège Galtério, 43 anos, ganhou medalha de ouro nos 100 metros e prata nos 200 metros rasos pelo Brasil na Olimpíada para Transplantados no ano passado em Mar del Plata, na Argentina, e já está se preparando para concorrer na de Málaga, na Espanha. Primeira mulher brasileira a concorrer nesse tipo de Olimpíada, criada há 20 anos, Liege vive com um pulmão há cinco anos.

“Em 2003, fui diagnosticada com fibrose pulmonar e a única solução seria um transplante. Em 2011, já não conseguia mais caminhar, escovar os dentes. Esse órgão veio na hora exata e sou extremamente grata a essa família que a autorizou a doação”, disse. “As pessoas precisam se declarar doadoras em vida para que os familiares saibam na hora de autorizar a doação dos órgãos. São necessárias campanhas para conscientizar as pessoas sobre a importância de doar os órgãos”.

O judoca Bruno Cunha, 25 anos, que teve um rim transplantado há quatro anos, após descobrir que tinha um grave problema renal durante uma competição. Para ele, o doador realiza um verdadeiro milagre ao dar uma segunda vida ao próximo. “Ele é o verdadeiro herói desta história, pois salva pessoas que teriam a vida interrompida por uma doença e voltam a plenitude da saúde por um ato de amor”.

Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) tem um estudo que aponta que mais de 2,3 mil pessoas morreram à espera de um transplante de órgão no Brasil no ano passado.

Sistema funcionando

O governo federal gasta cerca de R$1 bilhão para manter o sistema de transplantes funcionando, sem considerar os gastos com pré e o pós-operatório, que envolvem medicações onerosas para os cofres públicos. No caso dos transplantes de órgãos, o imunossupressor, medicação para evitar que órgão transplantado seja rejeitado pelo corpo, é continuo e vital para o paciente.

“Não temos notícia de desabastecimento grave acontecendo, por conta das políticas federais, mas sabemos que pontualmente um ou outro estado às vezes se atrapalha na encomenda do quantitativo que precisa ou na discriminação de perfil de remédio e algumas coisas são contrapartidas estaduais”, explicou a representante do Ministério da Saúde. Suzana não soube precisar o quantitativo dos gastos com manutenção com medicamentos, mas garantiu que corresponde à metade de todo o custo nessa área. “E tende a aumentar, pois, felizmente as pessoas estão vivendo mais e precisam de mais remédios”.

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo em números absolutos. O transplante de rim é o mais comum, representando 91% dos transplantes feitos no país. A taxa de doadores no país é de aproximadamente 14 por milhão de habitantes, maior que em países como a China e o Japão, mas está aquém da média considerada ideal de 15 doadores por milhão de habitantes, como ocorre em nações como Canadá e na Austrália.

 

Agência Brasil

 

Brasil vence Irã por 1 a 0 e ganha quarto ouro seguido no futebol de cinco

 

Edgard Matsuki – Enviado Especial do Portal EBC

Rio de Janeiro Jogadores da seleção brasileira de futebol de cinco comemoram quarta medalha consecutiva de ouro após vencer Irã por 1 a 0 na final paralímpica (Edgard Matsuki/Portal EBC)

Rio de Janeiro – Jogadores da seleção brasileira de futebol de cinco comemoram quarta medalha consecutiva de ouro após vencer Irã por 1 a 0 na final paralímpica (Edgard Matsuki/Portal EBC)Edgard Matsuki/Portal EBC

Com o Centro Olímpico de Tênis (no Parque da Barra, Rio de Janeiro) lotado, a seleção brasileira de futebol de cinco confirmou o favoritismo na competição e venceu o Irã por 1 a 0. O gol da vitória foi marcado por Ricardinho, aos 12 minutos do primeiro tempo. Esta é a quarta vez seguida que o Brasil ganha o ouro na modalidade. Só que esses jogos tiveram um sabor especial para o autor do lance decisivo. "Foi diferente porque jogamos em casa, com a nossa torcida perto e eu tive uma lesão muito forte. Vai ficar marcado para mim. Quando eu tive o laudo que tinha rompido dois ligamentos, achei que não ia dar mais. Mas você vê como são as coisas... sair do fundo do poço para fazer o gol do título". 

No geral, a partida contra o Irã foi equilibrada, conforme indica o placar apertado. Mesmo com o domínio da posse de bola e com mais chances de gol, o Brasil parou na muralha iraniana Shojaeiyan. Em quase todas as jogadas, ele defendeu. Mas, dos 22 chutes do Brasil no jogo, uma entrou. Ricardinho lembra que teve instruções fundamentais do banco para fazer a diferença no campo. "O goeliro do Irã é muito alto e bom e o Fábio (técnico) orientou para a gente chutar bola rasteira. Quando foi lá, eu arrisquei foi lá. Só alegria", explicou.

De acordo com o técnico Fábio Vasconcelos, a vibração que veio das arquibancadas colaborou bastante para o desfecho do campeonato."O público ajudou muito. O campeonato foi muito difícil, perdemos dois jogadores antes dos jogos. Mas a torcida ajudou muito. Decidimos o título nos detalhes".

Rio de Janeiro Seleção Brasileira de futebol de cinco conquistou tetracampeonato paralímpico ao vencer o Irã por 1 a 0 Ueslei Marcelino/Reuters/Direitos Reservados

Rio de Janeiro – Seleção Brasileira de futebol de cinco conquistou tetracampeonato paralímpico ao vencer o Irã por 1 a 0 Ueslei Marcelino/Reuters/Direitos Reservados Ueslei Marcelino/Reuters/Direitos Reservados

Campanha

A partida contra o Irã  foi a quinta da seleção brasileira nas Paralimpíadas. Até a final, o Brasil venceu três jogos e empatou um. Na estreia, a seleção enfrentou Marrocos. Teoricamente, esse seria o adversário mais fraco do Grupo A. Porém, o Brasil chegou a estar perdendo o jogo. Só no segundo tempo o Brasil virou. Com gols de Ricardinho, Nonato e Jefinho, ganhou por 3 a 1.

A segunda partida foi contra a Turquia. Adversário duro, os turcos catimbaram durante todo o jogo. A barreira turca foi quebrada aos 13 minutos do primeiro tempo, com Ricardinho. Cássio marcou o segundo gol, de pênalti. Para além dos gols, um lance que chamou atenção foi a agressão do turco Bayraktar em Cássio. O juiz demorou para ver o soco que ele deu no brasileiro e só foi “alertado” por vaias da torcida após o lance. O turco levou o vermelho.

Já classificada, a seleção entrou para em campo contra o Irã no 3º jogo da primeira fase. O técnico Fábio Vasconcelos aproveitou para poupar Ricardinho e os zagueiros Cássio e Damião. A partida marcou a estreia do angolano Maurício Dumbo em Paralimpíadas. Vindo de um país em guerra, ele adotou o Brasil como casa há 15 anos. Dentro da quadra, o jogo ficou no 0 a 0 e o Brasil passou em primeiro.

A semifinal foi tensa contra a China. As seleções reeditaram jogos duros de 2008 e 2012. O time asiático chegou a estar na frente no placar. Mas aí Jefinho foi decisivo. Com Ricardinho fora de campo por causa de um choque de cabeça, Jefinho marcou dois golaços e colocou o Brasil na final. No primeiro deles, ele lembrou Maradona na Copa de 1986 contra a Inglaterra. O jogo terminou 2 a 1 e o Brasil foi para a final. Restava só mais um jogo, a decisão.

Futuro

A história mostra que o Brasil é hegemônico no esporte. Mas os jogadores esperam um aumento de incentivo à modalidade no país. De acordo com declarações dadas em uma entrevista na véspera da final, os campeões esperam que a visibilidade que o esporte paralímpico adquiriu no Rio garanta investimentos para as futuras gerações, já mirando as próximas paralimpíadas, a começar por Tóquio 2020.

Para Ricardinho, o retrospecto deve ser levado em conta. "Temos um dado a nosso favor. Há dez anos não perdemos um campeonato oficial. Esperamos que olhem para a gente. Não só governo como também iniciativa provada.

Para o zagueiro Cássio, a expectativa é que o resultado se traduza em reconhecimento. “Eu espero, a partir o dia 19, que os Jogos Paralímpicos do Rio tenham sido o primeiro grande passo em relação a apoio, a investimento no esporte. Sinceramente, eu espero que isto não pare por aqui. Que haja uma continuação e um projeto mirando 2020, mas com uma base sólida, com investimentos, pois só assim a gente vai conseguir novas metas”, disse o zagueiro.

 

Agência Brasil

 

 

Conselho de Segurança da ONU se reúne após ataque dos EUA ao Exército Sírio

 

Da Agência Sputnik

A Rússia convocou neste sábado (17) uma sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar dos ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Exército sírio, que, segundo Moscou, vão enfraquecer o histórico acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no início desta semana.

Os EUA disseram que, inadvertidamente, bombardearam as forças do governo sírio quando pensavam estar alvejando posições do Estado Islâmico, mas disseram que haviam alertado a Rússia a respeito da operação, em uma declaração do Comando Central dos EUA.

Saiba Mais

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por sua vez, disse que os EUA e a coalizão não forneceram qualquer aviso-prévio a Moscou antes do ataque a Deir Ez-Zor. O bombardeio, feito por dois caças F-16 e dois aviões de ataque A-10, deixaram 80 soldados sírios mortos.

O Ministério das Relações Exteriores sírio fez eco a Moscou na convocação de uma reunião emergencial para que o Conselho de Segurança possa condenar oficialmente os ataques aéreos da coalizão contra as posições do Exército sírio.

A Síria tem sustentado há tempos que os ataques aéreos liderados pelos norte-americanos no espaço aéreo do país são ilegais porque o governo Assad nunca convidou Washington a intervir.

Os ataques acontecem cinco dias após o início do cessar-fogo mediado pela Rússia e pelos EUA. Em comunicado, Moscou disse que os Estados Unidos eram responsáveis pelo colapso iminente do acordo.

A missão da Nova Zelândia, que está na presidência do Conselho de Segurança da ONU durante o mês de setembro, anunciou que a reunião convocada pela Rússia começou às 19h30 no horário de Nova York (20h30 no horário de Brasília). As consultas serão feitos a portas fechadas.

 

Agência Brasil

 

Comando Central dos EUA diz que ataque que matou 80 soldados sírios foi acidente

 

Da Agência Sputnik

O Comando Central dos Estados Unidos divulgou comunicado admitindo ter atingido posições do Exército sírio perto de Deir ez-Zor, mas afirmou que não tinha a intenção de alvejar os militares sírios, em violação do acordo de cessar-fogo. O alvo da coalizão seriam os terroristas do Daesh (Estado Islâmico).

As autoridades militares dos Estados Unidos reconheceram a responsabilidade pelo bombardeio contraposições do Exército sírio neste sábado (17) – ataque que matou 80 soldados e abriu caminho para uma grande ofensiva do Daesh contra as forças do governo Bashar al-Assad. Elas, no entanto, alegaram que o alvo pretendido eram os jihadistas.

O ataque foi realizado por dois caças F-16 e dois aviões de ataque A-10, que entraram no espaço aéreo sírio através da fronteira com o Iraque, sem a autorização do governo do presidente Assad.

O Ministério da Defesa russo imediatamente criticou os Estados Unidos pelo ataque letal. Segundo o órgão, o Daesh aproveitou a situação para se engajar em uma grande ofensiva contra as posições bombardeadas do regime de Assad.

“Se este ataque aéreo foi realizado devido a um erro nas coordenadas do alvo, trata-se de uma consequência direta da relutância da parte dos Estados Unidos em coordenar suas ações contra grupos terroristas com a Rússia”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov.

O ataque ocorreu em meio a um cessar-fogo na Síria acordado há uma semana entre o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry. O acordo entrou em vigor na última segunda-feira (12).

O ataque de hoje ameaça minar o regime de cessar-fogo, com o governo sírio questionando se o acordo não fornecerá aos terroristas do Daesh a oportunidade de se reagruparem, bem como se os rebeldes vão seguir o acordo. Segundo o governo russo, o ataque destaca a importância do acordo de cessar-fogo e a necessidade de os Estados Unidos e a Rússia coordenarem seus esforços de inteligência.

No comunicado, o comando central norte-americano informa que “as forças da coalizão acreditavam que estavam atacando uma posição de combate do Daesh que vinha sendo rastreanda por uma quantidade significativa de tempo antes do ataque. O ataque aéreo da coalizão foi interrompido imediatamente quando as forças da coalizão foram informadas por oficiais russos de que era possível que o pessoal e os veículos alvejados integravam o Exército sírio”.

De acordo com a declaração, os Estados Unidos informaram anteriormente as contrapartes russas sobre o ataque iminente. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, porém, negou que os Estados Unidos tivessem alertado Moscou sobre a operação perto de Deir ez-Zor.

 

Agência Brasil

 

 

São Paulo é caracterizada como uma cidade de intensa urbanidade, mas algumas iniciativas tentam mudar essa imagem: http://glo.bo/2cIO54i

Iniciativa de moradores recupera praças abandonadas de São Paulo

G1.GLOBO.COM

 

Só no ano passado, pelo menos R$ 115 bilhões em impostos deixaram de ser arrecadados por causa de produtos que entraram no pais pelo caminho da ilegalidade: http://glo.bo/2cGk4p4

Brasil deixou de arrecadar R$ 115 bilhões em impostos de produtos contrabandeados em 2015

G1.GLOBO.COM

 

Não houve vítimas fatais, segundo a imprensa local: http://glo.bo/2d39wm0

Vinte e cinco pessoas ficam levemente feridas em explosão em Nova York

G1.GLOBO.COM

 

Com 76 anos de vida a OSB cancelou 11 apresentações desde junho e mais 12, previstas até o fim do ano, foram suspensas: http://glo.bo/2cYdbxc

Em crise, Orquestra Sinfônica Brasileira faz cortes e suspende concertos

G1.GLOBO.COM

 

Prainha tinha corda com boias sinalizadoras e salva-vidas. Dois postos de salva vidas recém construídos estão vazios: http://glo.bo/2cGdPzX

Praia de Sergipe onde ator morreu estava sem placas de sinalização e sem salva-vidas

G1.GLOBO.COM

 

No Futebol de 5, a seleção brasileira ganhou medalha de ouro vencendo o Irã por um a zero. Lauro Chaman conquistou a prata na prova de ciclismo de estrada. E o time feminino de vôlei sentado levou o bronze:http://glo.bo/2chfOh3

Sábado de medalhas para o Brasil na Paralimpíada

G1.GLOBO.COM

 

Ataque da coalizão internacional teria atingido tropas sírias em Deir al-Zor:http://glo.bo/2cGb839

Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência a pedido da Rússia

G1.GLOBO.COM

 

Com bronze no revezamento 4x100, Daniel Dias é o maior medalhista paralímpico

 

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Daniel Dias conquita o ouro nos 100m livre S5 das Paralimpíadas Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Daniel Dias tornou-se o maior medalhista da natação paralímpica da história da competiçãoTânia Rêgo/Agência Brasil

A equipe brasileira masculina de natação paralímpica ganhou a medalha de bronze no revezamento 4x100 medley masculino, última competição da natação na Paralimpíadas 2016. Participaram da equipe os atletas Daniel Dias, Ruan de Souza, André Brasil e Phelipe Rodrigues. Os brasileiros fizeram o tempo de 4:17.51. A medalha de ouro ficou com a equipe da China, que fez o tempo de 4:06.44 e a medalha de prata ficou com os ucranianos, que fizeram um tempo de 4:07.89.

Com a conquista da medalha de bronze pela equipe brasileira, o nadador Daniel Dias tornou-se o maior medalhista da natação paralímpica da história da competição. A marca de Daniel Dias foi atingida neste sábado com a conquista das medalhas de ouro nos 100 metros rasos S-5 e de bronze no revezamento 4x100 medley masculino. Dias já conquistou 24 medalhas em paralimpíadas. Ele superou o australiano Matthew Cowdrey, que era o recordista com 23 medalhas.

Daniel Dias tem agora 14 medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze. O australiano, que agora ocupa a segunda colocação na natação paralímpica, tem 13 medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze. Na Rio 2016, o brasileiro subiu ao pódio nove vezes.

 

Agência Brasil

 

Atleta iraniano morre após acidente em prova de ciclismo de estrada

 

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

O atleta iraniano Bahman Golbarnezhad, 48 anos, morreu após acidente durante a prova de ciclismo de estrada C4-5 dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016

O atleta iraniano Bahman Golbarnezhad, 48 anos, morreu após acidente durante a prova de ciclismo de estrada C4-5 dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016Comitê Paralímpico Iraniano

O atleta iraniano Bahman Golbarnezhad morreu hoje (17) após um grave acidente durante a prova de ciclismo de estrada C4-5 dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016, disputada esta manhã no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A morte do atleta foi confirmada pelo Comitê Paralímpico do Irã. Bahman Golbarnezhad receberá uma homenagem na Vila dos Atletas. 

O iraniano caiu com sua bicicleta em um dos trechos do percurso. Ele chegou a receber atendimento de emergência no local do acidente e foi levado para um hospital.

Em nota, o Comitê Paralímpico Internacional informou que Golbarnezhad, de 48 anos, caiu por volta das 10h40 na Estrada de Grumari, em um trecho montanhoso da corrida. O atleta recebeu tratamento no local e, durante a remoção para o hospital, sofreu uma parada cardíaca. Segundo o comunicado, ele foi levado para o Hospital Unimed da Barra da Tijuca, onde ele morreu logo após sua chegada.

“Essa é uma notícia muito triste. Os pensamentos e as condolências de todo o movimento paralímpico estão com a família, os amigos e os colegas da delegação iraniana de Bahman assim como com o Comitê Paralímpico do Irã. A família paralímpica está unida em luto por essa terrível tragédia que coloca uma sombra sobre os ótimos Jogos Paralímpicos aqui no Rio”, disse, em nota, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven.

O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também afirmou que é uma notícia muito triste para o esporte e para o movimento paralímpico. “Nossos corações e preces estão com a família e colegas de Bahman e com todo o povo do Irã”, disse.

A bandeira iraniana está hasteada a meio mastro na Vila Paralímpica. A bandeira paralímpica também ficará a meio mastro na Vila e no Riocentro amanhã (18), quando o Irã disputará a medalha de ouro com a Bósnia e Herzegovina no vôlei sentado masculino. Durante a cerimônia de encerramento, será feito um minuto de silêncio.

As investigações sobre o acidente já foram iniciadas. Esta havia sido a segunda competição de Golbarnezhad nos Jogos Paralímpicos do Rio. Na quarta-feira (14), ele participou da classificação para prova de ciclismo de estrada C4-5. Ele também participou da Paralimpíada de Londres, em 2012.

 

Agência Brasil

 

 

Petrúcio Ferreira sai do último lugar para a prata nos 400m T47

 

Nathália Mendes - Enviada Especial do Portal EBC

Quando viu, pela televisão, o que tinha acabado de fazer na final dos 400m T47 (para amputados), nem Petrúcio Ferreira acreditou. Depois de ser o último atleta a fazer a curva que antecede a linha de chegada, Petrúcio imprimiu, nos últimos metros, uma arrancada fantástica e absolutamente inesperada para ficar com a prata – a terceira medalha em três provas que competiu. “Se eu tivesse ali mais ou menos uns dois metros até a linha de chegada, quem sabe eu não teria beliscado o ouro”, calcula o campeão e recordista mundial nos 100m e dono de uma medalha de prata no revezamento 4x100m T42-T47, ao lado de Yohansson Nascimento, Alan Fonteles e Renato Nunes.

O ouro realmente não veio por uma questão de centésimos – oito, para ser mais exato. O cubano Ernesto Blanco venceu com o tempo de 48.79, enquanto Petrúcio marcou 48.87. O austríaco Gunther Matzinger, que já tinha encaminhado o segundo lugar, acabou sendo pego de surpresa pelo ritmo alucinante do brasileiro terminou em terceiro, com 48s95. “Foi em um piscar de olhos. Muitos pensavam que eu não estava chegando, mas, durante a corrida, eu vinha pensando que eu chegaria neles. E quanto mais eu pensava, mais eu me aproximava deles”.

Rio de Janeiro - Petrucio Santos leva prata nos 400m T47 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Especialista em provas curtas, Petrúcio correu os 400m pela segunda vez em sua meteórica carreiraFernando Frazão/Agência Brasil

Especialista em provas curtas, Petrúcio correu os 400m pela segunda vez em sua meteórica carreira. Antes da prata nas Paralimpíadas, só tinha percorrido a distância no evento-teste do atletismo, justamente para chegar ao índice que garantiu sua classificação para os Jogos. “Não é minha prova. Ainda não gosto de correr os 400m e prefiro correr os 100m e os 200m. Como não teve os 200m, tive que migrar para os 400m. Eu estava inscrito nela e tinha que dar o meu melhor. Ontem [16] eu me classifiquei e o pensamento era de que eu iria me superar e fazer melhor do que eu já tinha feito”, diz.

A desvantagem para os adversários mais calejados na distância foi encurtada com frieza, precisão e calculismo impressionantes para quem está há apenas dois anos no atletismo. “Uma das minhas estratégias foi me poupar nos primeiros 200m da prova para soltar toda a energia que eu economizei nos metros finais e tentar buscar medalha. Foi um pouco difícil de colocar em prática, porque com o grito da torcida em um Engenhão lotado, você quer ir de qualquer jeito para chegar em primeiro. Eu tive que manter a calma e correr tudo aquilo que eu treinei, para que fluísse durante a prova”, explica. “Se eu tivesse arrancado um pouquinho antes, talvez tivesse faltado fôlego para os últimos metros e nem com a prata eu teria ficado”.

Nova geração

Expoente da nova geração do atletismo paralímpico do Brasil, Petrúcio, de apenas 19 anos, diz que, apesar de se despedir do Rio de Janeiro com três medalhas, ainda está longe de atingir o seu ápice. “Qualquer treinador costuma me dizer que eu ainda estou na base. Sou iniciante. Ainda preciso melhorar alguns fundamentos, como corrigir a passada, uma elevação de joelho, a movimentação do braço. Creio que daqui a quatro anos eu consiga melhorar mais ainda a minha performance”.

O menino de São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba, perdeu parte do braço esquerdo em um acidente com uma máquina de moer capim, quando tinha dois anos de idade. Ele tentava imitar o pai, que usava o equipamento antes de começar a alimentar as vacas da fazenda em que viviam. A velocidade de Petrúcio o levou trocar as quadras de futsal pelas pistas de atletismo, chegando a resultados maiúsculos em muito pouco tempo: “Correr me deixa feliz. Apesar de ser alto rendimento, eu entro na pista para brincar. Quem nunca brincou de apostar corrida? Eu entro na pista com essa leveza e preparado para dar o meu melhor”.

 

Agência Brasil

 

Lauro Cesar Chaman conquista a prata no ciclismo de estrada C4-5

 

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Brasil ficou a prata no ciclismo de estrada classe C4-5, com o atleta Lauro Cesar Chaman

Brasil ficou a prata no ciclismo de estrada classe C4-5, com o atleta Lauro Cesar ChamanMarco Antonio Teixeira/MPIX/CPB/Direitos Reservados 

O brasileiro Lauro Cesar Chaman conquistou hoje (17) a prata no ciclismo de estrada classe C4-5. Com o tempo de 2h13min46s, Chaman ficou atrás apenas do holandês Daniel Abraham, que completou a prova em 2h13m08s. Na última quarta-feira (14), Chaman ficou com bronze na prova de contrarrelógio, na classe C5 do ciclismo.

Na disputa de hoje, a medalha de bronze ficou com o Italiano Andrea Tarlao. O outro brasileiro na prova, o catarinense Selito Gohr, ficou na 14ª colocação com o tempo de 2h24m25s.

Com a prata de Lauro Cesar Chaman, o Brasil tem agora 62 medalhas na Paralimpíada Rio 2016 e está na oitava colocação no quadro geral. São 12 de ouro, 24 de prata e 24 de bronze.

 

Agência Brasil

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