O Ministério das Relações Exteriores confirmou ter recebido um pedido do governo da França para reforçar a segurança em representações do país no Brasil, que inclui embaixada, consulados, escolas francesas e alianças francesas. De acordo com a assessoria do ministério, o pedido foi encaminhado às secretarias de segurança pública de estados que têm uma ou mais representações francesas.
Além do Distrito Federal, o Itamaraty encaminhou o pedido para os estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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Segundo o Itamaraty, o governo francês não deu justificativas para o pedido. O país, no entanto, vem passando por episódios de ataques contra civis em locais com um grande número de pessoas. Em 14 de julho, um caminhão avançou contra dezenas de pessoasdurante as comemorações da Queda da Bastilha, na cidade de Nice. Dias depois, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado.
Em novembro de 2015, Paris viveu uma noite de terror, com uma série de ataques em sete pontos da cidade, que mataram 128 pessoas e deixaram cerca de 300 feridos. Um desses ataques ocorreu na casa de shows Bataclan, outro nas imediações do Estádio da França, onde as seleções francesa e alemã disputavam um amistoso.
Jogos Olímpicos
A poucas semanas do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o assunto terrorismo ganha espaço nos noticiários. Na semana passada, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a França é uma das delegações classificadas como de alto risco. Isso significa, por exemplo, que o alojamento dos atletas será instalado em locais de menor circulação e de maior controle. “Obviamente, há segurança reforçada, redobrada e compatível com o nível de risco que a gente atribui”, disse Jungmann.
Na última terça-feira (19), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) disse, em nota, que está apurando as ameaças relacionadas à segurança dos jogos. “Todas as ameaças relacionadas aos Jogos Rio 2016 estão sendo minuciosamente apuradas, em particular as relacionadas ao terrorismo". Segundo a Abin, "as ameaças são tratadas, de forma integrada, pelas unidades especializadas de enfrentamento ao terrorismo dos três eixos responsáveis pela Segurança dos Jogos Rio 2016 – Inteligência, Segurança Pública e Defesa”.
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Tesouro capta US$ 1,5 bilhão no exterior com juros mais altos em sete anos
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
O Tesouro Nacional captou US$ 1,5 bilhão de investidores norte-americanos e europeus com taxa de juros de 5,875% ao ano. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em fevereiro de 2047, feita hoje (21). A taxa da operação foi a maior para esse tipo de papel em sete anos.
Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a 31 anos com a correção dos juros acordada, de 5,875% ao ano.
Taxas mais altas de juros indicam maior grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Com os sucessivos rebaixamentos sofridos pelo país, que perdeu o grau de investimento (selo de bom pagador), os estrangeiros passaram a cobrar juros mais elevados para comprar os papéis brasileiros.
A última vez em que o Tesouro tinha lançado papéis externos de 30 anos tinha sido em julho de 2014. Na ocasião, o governo brasileiro captou US$ 3,55 bilhões com papéis com vencimento em 2045, pagando juros de 5,131% ao ano.
A taxa obtida na emissão de hoje é a mais alta para títulos em dólares de 30 anos desde julho de 2009, quando o Tesouro tinha conseguido captar US$ 525 milhões pagando 6,45% ao ano de juros.
A taxa do título brasileiro foi 357,2 pontos maior que a dos títulos do Tesouro americano, de 20 anos. Na emissão de dois anos atrás, a diferença estava bem menor: 187,5 pontos. Os títulos norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo. Segundo o Tesouro, a demanda superou a oferta, mas o órgão não informou o número.
Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais do país em 28 de julho. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.
Justiça questiona ausência da PF em hotel onde Cachoeira cumpre prisão
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
A Justiça Federal sugeriu abertura de inquérito policial para apurar a ausência da Polícia Federal no hotel onde o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cumpre prisão domiciliar na zona sul do Rio de Janeiro.
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Réu em processo que envolve esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, Cachoeira recebeu ontem (20) à noite a visita de um oficial de Justiça, após denúncia de que ele havia saído do local sem autorização. Cachoeira e um advogado que estava no quarto disseram ao oficial de Justiça que, por volta das 15h de ontem, dois agentes da Polícia federal estiveram no local para conferir o cumprimento da prisão domiciliar.
A partir dessas informações, o desembargador federal Abel Gomes determinou a comunicação do resultado da diligência ao Ministério Público Federal, “inclusive no que toca à ausência de vigilância da Polícia Federal no local, avaliando como é de sua atribuição, a conveniência de instauração de inquérito policial”, de acordo com o despacho.
A Polícia Federal informou que o monitoramento da prisão domiciliar de Cachoeira ocorre nos exatos termos acordados com o MPF. A assessoria do MPF disse que não comentará o caso.
Gomes é relator dos pedidos de habeas corpus apresentados por cinco réus envolvidos na Operação Saqueador, que também prendeu os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud, donos de empresas consideradas fantasmas pelo MPF, e o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal Cláudio Abreu. O dono da Delta, Fernando Cavendish, estava no exterior e foi preso quando chegou ao Rio, no dia 2 de julho. Eles são acusados de liderar um esquema de lavagem de dinheiro público responsável pelo desvio de mais de R$ 370 milhões para o pagamento de propina a agentes públicos.
França prorroga estado de emergência após ataque em Nice
Da Ansa Brasil
Ataque em Nice deixa ao menos 80 mortosAPA/Olivier Anrigo/Agência Lusa/Direitos Reservados
O Parlamento francês aprovou a prorrogação por seis meses do estado de emergência no país, como havia pedido o presidente François Hollande, após o atentado em Nice que deixou 84 mortos na semana passada. A Procuradoria francesa revelou novos detalhes sobre o caso. Segundo as autoridades, o agressor Mohamed Bouhlel planejou o ataque por meses e agiu com a ajuda de cúmplices.
Além disso, o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, determinou hoje (21) uma investigação detalhada da Inspetoria da Polícia Nacional sobre o esquema de segurança na Promenade des Anglais, o local do atentado.
"[Haverá] uma avaliação técnica do esquema de segurança para permitir que seja estabelecida a realidade do esquema, em um momento no qual continuam existindo polêmicas inúteis", disse o ministro. A fala de Cazeneuve tem relação com uma série de reportagens da mídia francesa sobre possíveis falhas no monitoramento do evento, um dos maiores do país.
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