A presidenta se submeteu com sucesso a um tratamento contra câncer em 2009, quando era ministra da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista ao programa Conexão Pampa, da Rádio Pampa, na manhã dessa quinta-feira, a presidenta afastada Dilma Rousseff comparou o processo de impeachment à sua luta contra o câncer e às torturas que sofreu durante o período da ditadura militar. A petista afirmou que em nenhuma dessas vezes sentiu “tamanha dificuldade como a que enfrenta agora”.
“Na minha vida toda eu lutei em várias circunstâncias difíceis. Eu lutei na ditadura, e aí obviamente eu acho que para qualquer um dos brasileiros e brasileiras que foram torturados, a tortura é talvez um dos limites da degradação humana. De quem faz [a tortura], mas também é muito, mas muito, ruim pra quem sofre. E eu também enfrentei um câncer”, disse Dilma. “Agora te digo o seguinte [falando aos entrevistadores]: em nenhuma dessas vezes eu senti tamanha dificuldade como agora.”
A presidenta se submeteu com sucesso a um tratamento contra câncer em 2009, quando era ministra da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista, Dilma também criticou o jornal Folha de S.Paulo por não ter divulgado, em um primeiro momento, o resultado de pesquisa Datafolha que apontava que 62% dos brasileiros são a favor de novas eleições à Presidência da República. “Nunca comentei pesquisa, mas fico indignada diante dessa distorção”, disse aos entrevistadores.
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