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Atividade em comemoração ao Dia Estadual do Patrimônio Cultural ocorre mediante agendamento prévio
Como parte das comemorações do Dia Estadual do Patrimônio Cultural, celebrado no dia 17 de agosto, o Palácio Piratini, sede do governo estadual, na rua Duque de Caxias, no Centro Histórico de Porto Alegre, está aberto à visitação neste final de semana. O tour do público pelas instalações do prédio centenário foram acompanhadas pela equipe do cerimonial. O grupo de 400 pessoas foi dividido em oito turmas de 25 pessoas no sábado e no domingo.
Na visita de aproximadamente 45 minutos, eles puderam conhecer o gabinete do governador, o Memorial da Legalidade, os carros antigos, a ala residencial e os murais de Aldo Locatelli. A gerente administrativa, Débora Dornelles, afirmou que estava realizando um sonho de infância. "Fico muito feliz de poder participar das comemorações dos 100 anos do Palácio Piratini", ressaltou. Os amigos Bruno Ferreira e Marcelo Campos disseram que sempre tiveram curiosidade de conhecer as instalações da sede do Executivo gaúcho.
O Palácio Piratini estava há mais de um ano de portas fechadas ao público devido à pandemia. A visitação que ocorre neste final semana foi feita mediante agendamento por conta da necessidade de restrições. Em sua terceira edição, a data comemorativa é um convite para que municípios, instituições, coletivos governamentais e não governamentais, gestores e produtores da cultura desenvolvam atividades voltadas ao reconhecimento, sensibilização, valorização e preservação do patrimônio cultural. Neste sábado e no domingo, as visitas ao Piratini são guiadas e ocorrerão de hora em hora, em dois turnos - das 9h às 11h e das 13h às 17h.
A 3ª edição do Dia Estadual do Patrimônio Cultural, que traz como temática a Educação Patrimonial terá atividades que se estenderão por todo o mês, em mais de 70 municípios gaúchos. O Dia Estadual do Patrimônio Cultural é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Departamento de Memória e Patrimônio (DMP) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae).
Em 2021, a programação será híbrida, com atividades presenciais e on-line, que convidem o público a refletir e se mobilizar em relação ao seu próprio patrimônio. “Após um ano atípico e com diversas restrições, estamos retomando os eventos presenciais. O Dia do Patrimônio de 2021 marca o esforço e a mobilização da sociedade gaúcha em estimular esse reencontro com segurança, mantendo viva a importância de pensar e celebrar o patrimônio cultural do nosso estado”, afirma a secretária de Cultura, Beatriz Araujo.
Em abril de 2019, o governo do Estado decretou o dia 17 de agosto como o Dia Estadual do Patrimônio Cultural, e a sua celebração acontece no terceiro final de semana de agosto. Em âmbito nacional, o Dia do Patrimônio Cultural também é comemorado em 17 de agosto – nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e diretor da instituição por 30 anos.
Em alusão à data, a Sedac propõe aos municípios, instituições e coletivos governamentais e não governamentais, que desenvolvam atividades tais como visitação guiada a prédios históricos, manifestações artísticas ao ar livre, oficinas técnicas, ações de educação patrimonial, entre outras.
Correio do Povo
Em duas semanas, mais de 100 mil hectares viraram fumaça no país
Nos últimos anos, os pinheiros haviam crescido tanto na colina que a família Haniosakis não conseguia mais distinguir a Acrópole de seu belo jardim de árvores frutíferas perto de Atenas. "E agora está ali novamente, porque tudo virou fumaça", diz Betty Haniosakis, de 77 anos, à AFP.
No jardim da família no vilarejo de Drosopigi, onde não sobrou nada, sua filha Eleni, de 45 anos, mal esconde a angústia ao olhar para a colina queimada que desce até a capital da Grécia, a cerca de 20 km de distância. "Agora vemos a Acrópole novamente", suspira Eleni, que voltou para casa por algumas horas.
Seu olhar se perde entre as árvores queimadas. Um cheiro ocre emana da floresta, uma semana após o início do incêndio na área. O chão ainda está coberto de cinzas. "Quando voltei pela primeira vez (depois do incêndio), houve um momento em que nem reconheci onde estava", acrescenta Eleni, funcionária de uma escola nos arredores de Atenas. "Foi desesperador".
Em duas semanas, mais de 100 mil hectares viraram fumaça na Grécia, incluindo prédios, florestas de pinheiros e olivais. Uma catástrofe ecológica "sem precedentes", segundo o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis.
Foram declarados cerca de 600 incêndios, favorecidos por temperaturas que ultrapassam os 40ºC, e que os especialistas atribuem às mudanças climáticas.
Às portas de Atenas, o avanço das chamas forçou centenas de pessoas a abandonar suas casas ou negócios. Para a família Haniosakis, tudo aconteceu em uma hora e meia quando uma nuvem de fumaça flutuou sobre sua aldeia. O fogo "chegou muito devagar, não havia vento nenhum", lembra a mãe.
Mas, na tarde daquele sábado de pesadelo, recebeu no celular uma mensagem dos serviços de emergência avisando sobre o perigo iminente. Posteriormente, os policiais que patrulhavam de casa em casa pediram-lhes que partissem. "Foi aí que percebemos que era sério", lembra a filha. "Na terceira visita da polícia, eles nos disseram: 'Vocês têm que ir embora agora'".
A mãe, Betty, queria ficar na casa de paredes amarelas cujas venezianas de plástico e elementos externos derreteram com o calor extremo. "Podíamos ter nos refugiado no porão da casa, fechado todas as portas e nos protegido com cobertores molhados", declarou a mulher, de orgiem americana.
Mas Eleni Haniosakis juntou tudo que pôde e fugiu com a mãe, três cachorros e três gatos. Seu pai Giorgos, de 89 anos e cadeirante, havia saído de casa no dia anterior. "Vimos que o fogo estava muito próximo, a fumaça muito densa", explicou Eleni.
A família se instalou em um acampamento de férias para crianças administrado pelo município de Atenas, que foi transformado em abrigo de emergência.
Devido à pandemia de Covid-19, nenhuma colônia de férias foi autorizada neste verão. "A noite toda (no momento mais perigoso do incêndio) as pessoas vieram pra cá", disse Giorgos Lazarikos, vice-vereador da cidade de Atenas, em frente à entrada de um pequeno pavilhão com camas para crianças.
Um imenso impulso de solidariedade com as vítimas tomou conta da Grécia. De Corfu à ilha de Eubeia, a população reuniu alimentos, água potável, roupas, ofereceu chalés e quartos de hotel.
Betty Haniosakis se senta em uma cama no abrigo onde dorme há uma semana. "Não sabemos quando poderemos voltar", lamenta. As autoridades até agora os proibiram de retornar.
Em frente à casa, a filha se preocupa com as mudanças climáticas causadas pelos incêndios. "Acho que é o começo do fim (...) Como vamos respirar no futuro?"
AFP e Correio do Povo
Peru prorroga suspensão de voos do Brasil, África do Sul e Índia
Espécies foram chamadas de Silutitan sinensis e Hamititan xinjiangensis
Uma parceria entre estudiosos brasileiros e chineses resultou na descoberta de duas espécies novas de dinossauros saurópodes. As ossadas foram encontrados na província Xinjiang, localizada no Noroeste da China. O local, que apresenta rochas de aproximadamente 120 milhões de anos, já havia revelado centenas de pterossauros. O estudo foi publicado na revista Scientific Reports.
Uma das espécies foi denominada Silutitan sinensis, identificada a partir de uma série de vértebras cervicais médias e posteriores articuladas. Ela faz parte de um grupo de dinossauros conhecido como Euhelopodidae, exclusivo da Ásia.
A outra espécie descoberta recebeu o nome Hamititan xinjiangensis e foi identificada a partir de uma sequência de vértebras caudais anteriores articuladas. A espécie representa um grupo denominado Titanosauridae, raro na Ásia, porém comum na América do Sul, inclusive no Brasil.
A descoberta teve como coordenadores Alexander Kellner, do Museu Nacional, que é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pelo lado brasileiro; e Xiaolin Wang, pesquisador do Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology, da China.
A parceria entre as duas entidades existe desde 2004 e já resultou em mais de 20 trabalhos.
De acordo com o Museu Nacional, o nome da primeira espécie citada no estudo, Silutitan sinensis, é uma combinação do termo Silu, que significa rota da seda, em mandarim, com titan, em alusão aos deuses gregos gigantes.
Já a segunda espécie, Hamititan xinjiangensis, foi batizada a partir da junção do nome da localidade (Hami) onde os fósseis foram encontrados e novamente o termo titan.
De acordo com o Museu Nacional, “já haviam sido reportados um grande número de fósseis do pterossauro Hamipterus tianshanensis, incluindo ovos e embriões em excelente estágio de preservação”, nesse mesmo local onde os ossos das duas novas espécies foram encontrados.
“Os achados ajudam na compreensão das relações de parentesco entre várias espécies de saurópodes”, informa o museu. Os estudiosos acrescentam que o Silutitan “é uma espécie intimamente relacionada a uma outra espécie chinesa chamada Euhelopus, mas que é mais antiga. Silutitan apresenta várias novas características morfológicas no pescoço desses animais em particular”.
Já o Hamititan xinjiangensis petence a um grupo “particularmente muito mais rico e diverso na América do Sul”. As novas espécies de dinossauros são, segundo o Museu Nacional, os primeiros vertebrados relatados nesta região, o que “aumenta a diversidade da fauna e também as informações sobre os saurópodes chineses, apoiando ainda mais uma ampla diversificação desses animais no [período] Cretáceo Inferior da Ásia”.
R7 e Correio do Povo
Situação militar é crítica para o governo do país
O Talibã tomou neste sábado Mazar-i-Sharif, grande cidade do norte do Afeganistão, "sem encontrar grande resistência". A conquista representa um grande passo para a ofensiva dos insurgentes que se estende por todo o país e ameaça a capital Cabul. "Eles estão desfilando com seus veículos e motocicletas, disparando para o alto para comemorar", informou à AFP Atiqullah Ghayor, residente da cidade.
Mazar-i-Sharif é a quarta maior cidade do Afeganistão e onde vivem cerca de 500 mil pessoas. "Os combatentes tomaram Mazar-i-Sharif e todos os edifícios oficiais estão sob seu controle", garantiram os talibãs em comunicado.
O marechal Abdul Rashid Dostom, ex-vice-presidente afegão, e Atta Mohammad Nur, ex-governador da região de Balj, cuja capital é Mazar-i-Sharif, fugiram para o vizinho Uzbequistão, segundo pessoas próximas.
Horas antes, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, garantiu que o combate contra o Talibã continuava. "A remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa prioridade número um e medidas sérias estão sendo tomadas para esse fim", disse Ghani, em um discurso à Nação.
Não fez alusão, porém, a uma possível renúncia, exigida por alguns. Porém, especificou que tinha iniciado "consultas" dentro do governo com dirigentes políticos e parceiros internacionais para encontrar "uma solução política em que a paz e a estabilidade" sejam preservadas. Horas depois, o governo declarou que irá formar uma delegação que "estará pronta para negociar".
Paralelamente, o governo do Catar, emirado que tem sido sede de negociações infrutíferas entre talibãs e autoridades afegãs há meses, pediu aos insurgentes "um cessar-fogo. A medida contribuiria para acelerar os esforços para alcançar um acordo político integral que garanta um futuro próspero ao governo e ao povo afegão".
A situação militar é crítica para o governo. Em pouco mais de uma semana, o Talibã assumiu o controle de quase todo o norte, oeste e sul do Afeganistão e chegou na periferia de Cabul.
Os insurgentes estão a apenas 50 km da capital e não dão sinais de que vão diminuir o passo. Neste sábado, também tomaram a província de Kunar, no leste do país, e logo poderão se aproximar da capital pelo norte, sul e leste. Além de Cabul, Jalalabad (leste), Gardez e Khost (sudeste) são as únicas outras cidades importantes ainda controladas pelo governo.
Para os moradores de Cabul e as dezenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas nas últimas semanas para se refugiar na capital, o medo prevalece.
"Choro dia e noite quando vejo o Talibã forçando garotas a se casar com seus combatentes", disse à AFP Muzhda, de 35 anos, uma mulher solteira que chegou à capital com suas duas irmãs depois de deixar a província de Parwan, ao norte. "Já recusei propostas de casamento no passado (...) Se o Talibã vier e me forçar a casar com eles, vou me matar", avisa.
As ruas da capital se mostraram movimentadas neste sábado, mas longas filas se formam do lado de fora dos bancos, e alguns homens disseram à AFP que começaram a deixar a barba crescer, em antecipação à chegada iminente do Talibã na cidade. Muitos afegãos - mulheres em particular -, acostumados com a liberdade de que desfrutaram nos últimos 20 anos, temem um retorno ao poder do Talibã.
Quando governou o país entre 1996 e 2001, antes de ser expulso do poder por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, o Talibã impôs sua versão ultraconservadora da lei islâmica.
As mulheres eram proibidas de sair sem um acompanhante masculino e de trabalhar, e as meninas de ir à escola. Mulheres acusadas de crimes como adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte. "É particularmente horrível e doloroso ver os direitos duramente conquistados de meninas e mulheres afegãs sendo retirados delas", disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na sexta-feira.
Nas últimas horas, um balé de helicópteros voava no céu de Cabul, entre o aeroporto e a embaixada dos Estados Unidos, um gigantesco complexo localizado na "zona verde", no centro da capital.
Um primeiro contingente de fuzileiros navais dos EUA chegou à capital, onde seu papel será garantir a evacuação de pessoal diplomático, bem como de afegãos que trabalharam para os Estados Unidos e que temem retaliação do Talibã.
Os Estados Unidos pretendem retirar "milhares de pessoas por dia" e para isso o Pentágono implantará antes do fim de semana 3.000 soldados no aeroporto da capital, informou na sexta seu porta-voz, John Kirby.
Londres anunciou a redistribuição de 600 soldados para ajudar os britânicos a partir.
Vários países - Holanda, Finlândia, Suécia, Itália e Espanha - também anunciaram na sexta-feira a redução ao mínimo de sua presença no país, bem como programas de repatriação para seus funcionários afegãos. Outros, incluindo Noruega e Dinamarca, preferiram fechar temporariamente suas embaixadas.
Neste sábado, o governo alemão informou que o exército ajudará a evacuar a embaixada da Alemanha em Cabul e seus funcionários "que precisam de proteção da Alemanha". A sede diplomática será reduzida ao mínimo necessário, segundo essas fontes.
O Talibã lançou sua ofensiva em maio, quando o presidente americano, Joe Biden, confirmou a saída das últimas tropas estrangeiras do país, o que deve ser concluído até 31 de agosto.
Biden disse que não se arrepende de sua decisão, embora a velocidade com que o exército afegão se desintegrou tenha surpreendido e desapontado os americanos, que gastaram mais de US$ 1 bilhão para treiná-lo e equipá-lo. Mesmo assim, os Estados Unidos garantiram na sexta-feira que Cabul não enfrenta uma "ameaça iminente" e que a tomada do poder pelo Talibã não era, aos seus olhos, um resultado inevitável.
AFP e Correio do Povo
Defesa do ex-deputado pediu prisão domiciliar, mas juiz que conduziu audiência informou que deliberação pertence a Moraes
Uma audiência de custódia realizada neste sábado (14) manteve a prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB. Ele foi detido na sexta-feria (13) por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito das milícias digitais. O ex-deputado é acusado de participação em uma organização criminosa digital montada para promover ataques à democracia.
A audiência de custódia é o procedimento em que um juiz avalia eventuais ilegalidades de uma prisão. No caso de Roberto Jefferson, o entendimento é de que a prisão preenche os requisitos legais. O ex-deputado segue portanto no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, onde ficam detentos com curso superior.
Na audiência, o advogado Luiz Gustavo Pereira da Cunha, que defende Jefferson, pleiteou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar apontando problemas de saúde de Jefferson e afirmando que o ex-deputado correria risco de vida ao permencer preso.
O juiz Airton Vieira, que integra o gabinete de Moraes e conduziu a audiência por videoconferência, informou que não poderia decidir sobre o pedido e que o próprio relator do inquérito - Moraes - é quem poderá deliberar sobre o tema.
Vieira entendeu que a decisão "guarda apreciação por parte do Senhor Relator, haja vista que se confunde, de uma forma ou de outra, com a própria questão principal, é dizer, na parte referente à necessidade da manutenção da prisão preventiva ou na possibilidade de ser convertida em prisão domiciliar, decisão que, pela sua própria natureza, foge às competências deste magistrado instrutor".
R7 e Correio do Povo
•Patrimônio Mundial da Unesco
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Ministros da Corte apostam suas fichas numa pacificação liderada pelo Senado
O Supremo Tribunal Federal (STF) não pretende se manifestar sobre a ameaça feita pelo presidente Jair Bolsonaro de que pedirá abertura de processo sobre ministros Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes ao Senado. Os ministros da Corte acreditam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não embarcará no que vem sendo considerada mais uma aventura golpista por parte de Bolsonaro e apostam suas fichas numa pacificação liderada pelo Senado.
Nos bastidores, o STF considera que o mais estratégico, neste momento, é deixar o presidente sem resposta, falando ao vento - ou seja, apenas para seus apoiadores. A avaliação dos ministros é que é preciso confiar na política e nos políticos.
Internamente, o Senado já está adotando essa prática. Filho 01 do presidente, Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) mandou hoje, 14, uma mensagem ao grupo de senadores com o mesmo texto da publicação de Bolsonaro no Twitter. Ficou no vácuo.
No Twitter, porém, os senadores reagiram e desqualificaram a ameaça de Bolsonaro. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) lembrou que a Constituição também garante a defesa da democracia e estabelece o cumprimento do "sufrágio universal, direto, secreto e maioria de votos" para eleição presidencial e que, portanto, o próprio Bolsonaro pode ser alvo de processo de afastamento. " Quem pede pra bater no 'Chico', que mora no Inciso II, artigo 52, da CF, se esquece de que o 'Francisco' habita o Inciso I, do mesmo endereço", disse.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, pediu que Bolsonaro deixe de lado os "arroubos autoritários que serão repelidos pela democracia" e "vá trabalhar". Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que o pedido do presidente não passa de outra "cortina de fumaça" para desviar o foco de suas ações.
Em 9 de julho, quando o presidente da República ameaçou não realizar as eleições de 2022, se o voto impresso alegando não confiar na urna eletrônica e pregando o voto impresso, Pacheco reagiu publicamente e de forma bem diferente do que costuma fazer. Em um pronunciamento horas depois da afirmação de Bolsonaro, ele subiu o tom e disse que não aceitaria retrocessos à democracia do País.
"Todo aquele que pretender algum retrocesso ao estado democrático de direito esteja certo que será apontado pelo povo brasileiro e pela história como inimigo da nação e como alguém privado de algo muito importante para os brasileiros e para o Brasil, que é o patriotismo, neste momento em que nós precisamos de união, de pacificação, de busca de consenso", disse Pacheco na ocasião. A Câmara, por sua vez, derrotou o voto impresso em votação na última terça-feira, 10.
Dois dias antes, o ministro da Defesa, Braga Netto, e os comandantes das Forças Armadas haviam divulgado uma nota repudiando declarações feitas pelo presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM), sobre o envolvimento de militares que estavam na mira das investigações do Senado. Hoje, Braga Netto voltou a apoiar Bolsonaro durante uma cerimônia de cadetes realizada no Estado do Rio.
Aos alunos, Braga Netto disse que as Forças Armadas são responsáveis por garantir a "independência e harmonia entre poderes, manutenção da democracia e liberdade do povo brasileiro" e que o presidente é a "autoridade suprema" das Forças Armadas. Além disso, recomendou aos cadetes que confiassem na cadeia de comando das Forças Armadas, pois ela representaria a palavra oficial da instituição.
Agência Estado e Correio do Povo
Primeiro lote, com 84.240 imunizantes da Pfizer, chegarão durante o turno da manhã
O governo do Rio Grande do Sul informou neste sábado que receberá dois lotes de vacinas contra a Covid-19 nesta segunda-feira. Os carregamentos, com imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca, somam 266.740 doses vindas do Ministério da Saúde.
De acordo com o Piratini, às 9h50min de segunda chegarão a Porto Alegre, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, 84.240 doses da Pfizer. Depois, às 17h55min, 182.500 doses da AstraZeneca serão descarregada no terminal localizado no zona Norte da Capital.
Correio do Povo