Senado aprova MP da Liberdade Econômica, mas retira trabalho aos domingos


Parlamentares consideram trecho como 'jabuti' e suprimem do texto; medida agora vai para sanção do presidente Jair Bolsonaro

Por da Redação

Senado aprovou MP da Liberdade Econômica nesta quarta-feira, 21 (Roque de Sá/Agência Senado)

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 21, o texto da Medida Provisória da Liberdade Econômica, mas derrubou a autorização para o trabalho aos domingos e feriados. Essa permissão, que havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, era defendida pelo governo, mas causou polêmica nas discussões do Senado. Como a MP perde a validade na próxima terça-feira, 27, o governo preferiu recuar e concordar com a retirada da autorização para garantir a votação da medida a tempo. O texto agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Para que o texto não voltasse para a Câmara, senadores fecharam acordo para que esta parte fosse suprimida do texto, e não que a alteração fosse por meio de acréscimo de medidas. O trecho foi considerado um “jabuti”, que não tem haver com a matéria. Segundo senadores, com a questão, a MP virava uma nova versão da reforma trabalhista.

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O texto aprovado na Câmara autorizava o trabalho aos domingos e feriados, tendo uma folga obrigatória a cada quatro semanas no dia. Atualmente, o trabalho aos domingos depende de acordos e convenções de cada categoria, já que pela CLT, não é permitido expediente no dia. No comércio, por exemplo, há permissão para o trabalho, desde que haja uma folga a cada três domingos, como é o caso de São Paulo.

A MP da Liberdade Econômica tem como premissa facilitar a abertura de novos negócios e flexibilizar regras para focar em produtividade. Tirando o trabalho aos domingos, outros pontos que mudam regras trabalhistas foram mantidos no texto, como a desobrigação de bater ponto, caso seja feito um acordo entre patrão e empregado.

Confira os principais pontos da MP da Liberdade Econômica:

Carteira de trabalho eletrônica

As carteiras de trabalho serão emitidas “preferencialmente em meio eletrônico”. O documento terá como identificação única do empregado o número do CPF. As empresas terão cinco dias úteis a partir da data da admissão para fazer as anotações.

Registro de ponto

A proposta dispensa que empresas com vinte funcionários ou menos registrem o ponto dos trabalhadores, deixando essa obrigatoriedade para negócios maiores. Atualmente, a anotação de registro de entrada e saída é obrigatória para empresas com mais de dez funcionários. Foi criada a figura do ponto de exceção que dispensa o trabalhador a bater ponto se houver negociação individual, convenção ou acordo de trabalho. Nessa modalidade só é registrada hora extra, férias e folga.

Bancos poderão abrir aos sábados

A MP revoga uma lei de 1962 que extinguia o trabalho aos sábados em bancos, com isso, as agências podem abrir aos sábados

Fim de alvará para atividades de baixo risco

Atividades de baixo risco, como costureiras, sapateiros e startups, não precisam mais de alvará de funcionamento para as atividades. Essa parte da MP ainda aguarda uma regulamentação a ser feita pelo governo federal ou seguirá legislações estaduais e municipais sobre o tema.

Fim do e-Social

O Sistema de Escrituração Digital de Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, que unifica o envio de dados sobre trabalhadores, será substituído por um sistema de informações digitais mais simples.

Abuso regulatório

A proposta cria a figura do “abuso regulatório”, infração cometida pela administração pública quando editar norma que “afete ou possa afetar a exploração da atividade econômica”. O texto estabelece que criar reservas de mercado e redigir normas que impeçam a entrada de outras empresas no mercado como abuso regulatório.

Desconsideração da personalidade jurídica

A desconsideração da personalidade jurídica permite que sócios e proprietários de um negócio sejam responsabilizados pelas dívidas da empresa. No caso de processo trabalhista, por exemplo, os bens dos sócios não poderão ser usados para pagar dívidas.

Documentos digitais

Registros públicos realizados em cartório, podem ser escriturados, publicados e guardados de forma digital, como por exemplo registro civil de pessoas naturais e imóveis.

(Com Estadão Conteúdo)


Veja

Alvo de ataques, Toffoli janta com bancada do PSL


Presidente do STF tratou de temas caros a esse grupo político, como aborto e legalização de drogas

Por Evandro Éboli

Toffoli foi jantar com bancadas do PSL, que já o criticou muito (Fátima Meira/Futura Press/Folhapress)

Permanente alvo de ataques de parlamentares do PSL e de seguidores de Jair Bolsonaro, o presidente do STF, Dias Toffoli, encontrou-se com os algozes.

Foi num jantar, ontem, na casa do vice-presidente do partido, Antônio Rueda.

Quase toda bancada do partido na Câmara e Senado estava lá. Muito se falou da “interferência” do STF no Congresso. Toffoli falou por 30 minutos, no seu tom professoral.

Disse que, por ele, não gostaria de julgar temas caros a esse grupo político, e citou aborto e legalização de drogas. Concorda serem temas afeitos a Câmara e Senado, mas que nada pode fazer já que o STF é provocado a debater e julgar esses assuntos.

E ressaltou que, ao contrário da Suprema Corte dos Estados Unidos, não pode o STF “devolver” esses ações aos autores.

O presidente disse ainda que 20% das ações de inconstitucionalidade ajuizadas na Corte têm origem no Congresso, são de autoria de políticos. E que se tratam de um “terceiro turno” das eleições.

No jantar, estavam também ministros do STJ e do TCU.


Veja

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Publicado em 22 de ago de 2019

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STF julga nesta quinta a possibilidade de redução salarial de servidores


Dispositivo da Lei de Responsabilidade Fiscal permite diminuição de jornadas e pagamentos em estados com crise de receitas

Por Da Redação

Sessão do STF sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal segue nesta quinta-feira (Carlos Moura/SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) segue, nesta quinta-feira 22, o julgamento sobre a constitucionalidade de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000). Entre os pontos que devem suscitar maior discussão está a possibilidade de redução de jornada e de salários dos servidores públicos por parte de estados em crise fiscal. Outro tema é a permissão para o Executivo segurar repasses a outros Poderes e também travar gastos em casos de frustração nas receitas do Orçamento.

No total, mais de 20 dispositivos da lei foram questionados em 2000, pelo PCdoB e por associações de membros do Ministério Público e de tribunais de Contas. A Corte começou a julgar o caso em definitivo nesta quarta-feira 21, quando 14 dos dispositivos analisados foram votados e mantidos. O O restante das impugnações ficou para a quinta-feira.

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Até o momento, entre os pontos mantidos, o STF já decidiu manter a possibilidade de a União bloquear repasses voluntários a estados e municípios caso eles não cumpram seu dever de instituir e arrecadar tributos locais.

Também foram julgados constitucionais o Artigo 4, que disciplina o cálculo e a apresentação de metas orçamentárias anuais, e o 14, que prevê condições para a concessão de benefícios tributários que resultem em renúncia fiscal.

(Com Agência Brasil)


Veja

Menopausa só aos 70 anos? A ciência avança nessa direção

Técnica experimental realizada por equipe médica da Inglaterra mostrou-se capaz de adiar o fim da menstruação por até duas décadas

Por Letícia Passos

“SEM SINTOMAS” - Dixie-Louise Dexter, a cobaia: ela fez a operação, e a produção hormonal foi normalizada  (//Divulgação)

Uma revelação feita há poucos dias por uma clínica de fertilização da Inglaterra impressionou a comunidade científica — a realização de uma cirurgia capaz de adiar a menopausa por até duas décadas. Até então, todos os medicamentos e dietas direcionados para a fase feminina que começa em torno dos 50 anos apenas aplacavam os sintomas do fim da menstruação, como o calor, a depressão e a falta de libido. “A possibilidade de atrasar a menopausa é extremamente emocionante”, disse Amanda Kallen, endocrinologista reprodutiva e especialista em fertilidade da Yale Fertility Center, nos Estados Unidos, uma das maiores referências em reprodução assistida. Para o ginecologista Eduardo Zlotnik, vice-presidente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, “é preciso cautela, mas a ideia é ótima e pode ser protetora contra muitas doenças”.

A menopausa ocorre com o fim da produção de hormônios femininos, como o estrogênio. Sem ele, a mulher não engravida, envelhece mais rapidamente e se torna vulnerável a doenças, sobretudo as cardiovasculares e as ósseas. A nova técnica, batizada de restauração hormonal, tem base numa lógica simples: retiram-­se, ainda na juventude, pedaços milimétricos da camada externa do ovário, os chamados folículos ovarianos primordiais, trechos que abrigam as estruturas produtoras do estrogênio. Eles são depois reimplantados durante a menopausa — especificamente, doze meses após a última menstruação. Os folículos, que ficam congelados, não sofrem com o envelhecimento natural e ao ser repostos voltam a funcionar. Os especialistas calculam que, se a extração for feita aos 25 anos, eles possam fabricar o hormônio até vinte anos depois da chegada da menopausa. Em tese, a mulher não só teria as características da juventude restauradas como poderia até engravidar.

O procedimento foi criado pela equipe da clínica ProFam, cujo proprietário, Simon Fishel, pertenceu à equipe gestora do primeiro bebê de proveta, na década de 70. O tratamento foi aplicado por completo em apenas uma paciente, a professora Dixie-Louise Dexter. Dixie sofria de uma doença que lhe causou a perda do útero e dos ovários aos 32 anos. Ela entraria em menopausa precoce, portanto. Ao se submeter à cirurgia, há um ano, teve a produção hormonal restaurada. “Agora me sinto muito bem, sem os sintomas da menopausa”, disse ao jornal The Sunday Times. A restauração hormonal já era usada em mulheres diagnosticadas com câncer precocemente e que planejavam engravidar. Há, contudo, sérias ressalvas. Diz Edson Borges, especialista em reprodução assistida do Fertility Medical Group: “Ainda é cedo para recomendar o recurso. São necessários estudos que mostrem a inexistência de risco da retirada de folículos na juventude e também da ação do hormônio tardiamente”. De qualquer modo, abriu-se uma janela de otimismo para uma preocupação das mulheres.

Publicado em VEJA de 21 de agosto de 2019, edição nº 2648


Veja

Giro Veja: Governo anuncia quais estatais serão privatizadas

Publicado em 21 de ago de 2019

#GiroVEJA #VEJA
O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira, 21, que abriu estudos para privatizar empresas estatais, entre elas Telebras, Correios, Porto de Santos, DataPrev e Cesagesp. A venda de uma parte de ações do Banco do Brasil também foi autorizada.
O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, mandou colocar tornozeleira eletrônica no ex-ministro Guido Mantega. O monitoramento foi determinado no âmbito da Operação Carbonara Química, 63ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta quarta.
Depois de um levantamento indicar aumento no número de focos de queimadas na Amazônia em 2019, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) insinuou que esse tipo de ação tem sido provocado por ONGs com o intuito de prejudicá-lo. O presidente, entretanto, não apresentou nenhuma prova dessa sua hipótese, baseada apenas em seu “sentimento”.

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Bolsonaro e os dentes da Lava Jato

O presidente está no meio da principal disputa política do momento

William Waack, O Estado de S.Paulo

O instinto de Bolsonaro de proteger a família e a prole o está levando a ajudar um lado na formidável briga sobre quem vai controlar as decisões das esferas políticas. No caso, atuando contra os pedidos explícitos de organização que foi tão importante na eleição dele, a Lava Jato.

LEIA TAMBÉM <?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />>Vera Magalhães: Tá tudo dominado

JAIR BOLSONAROPresidente Jair Bolsonaro Foto: ERALDO PERES/AP

A ira inicial do presidente é voltada contra órgãos como Receita ou Coaf que ele mesmo colocou sob a suspeita de motivação política ao investigar familiares dele. É isso mesmo, dizem ministros do Supremo. Sob o ímpeto investigatório (jacobinista, inquisitorial, autoritário ou ilegal, dependendo do ministro do Supremo) da Lava Jato, órgãos de fiscalização e controle excederam seus limites constitucionais.

Diálogos hackeados de expoentes da Lava Jato reforçam ainda mais essas percepções sobre a atuação política da força-tarefa – não importa mais se os diálogos são autênticos, se servem como provas, se configuram ou não abusos ou mesmo crimes por parte dos investigadores. Eles são percebidos como a cereja no bolo quando se afirma que juízes, procuradores e delegados se converteram numa espécie de “partido político” com o intuito declarado de influenciar os rumos gerais da política brasileira (seja qual for a justificativa deles).

Partes relevantes do Supremo e do Legislativo se reorganizaram para enfrentar o que consideram ser uma ação política, por parte da Lava Jato, que estava levando (na visão desses atores) ao “emparedamento” dessas instituições, controladas desde fora pela campanha anticorrupção. É muito relevante o fato de o Legislativo ter chamado a si a tarefa de coibir a atividade dos investigadores, por meio do PL do Abuso de Autoridade, e o STF está sentado no material com que pretende (as conversas hackeadas) encurralar seus críticos entre os aguerridos procuradores.

Bolsonaro tem de sancionar ou vetar itens da lei do abuso de autoridade, descrita pela Lava Jato como uma reação das “forças das trevas” que querem escapar incólumes de investigações. Lei que, de outro lado, é caracterizada por nutrido grupo de políticos e juristas como necessária “freada de arrumação” para recompor um mínimo de respeito à norma jurídica ao se combater crimes. A situação coloca o presidente como árbitro de assunto que o interessa diretamente do ponto de vista pessoal (ele acusa a Receita e o Coaf, por exemplo, de abuso), mas também dono de uma poderosa ferramenta política para enfraquecer a única sombra no momento sobre a própria popularidade, a do ex-juiz Sérgio Moro, herói da Lava Jato.

É uma situação de precário e perigoso equilíbrio. Os órgãos de Estado de fiscalização e investigação acham que a lei do abuso contraria o combate ao crime organizado, que depende da troca de informações sigilosas protegidas por lei ou que só podem ser acessadas por ordem judicial (que procuradores se esmeraram em driblar). Legislativo e parte do STF acham que os instrumentos para combater ilícitos são suficientes, e o resto é abuso.

Neste exato momento Bolsonaro está conseguindo simpatias do Legislativo e da classe política, da qual depende para a aprovação de qualquer legislação relevante, sem que o público o perceba ainda como uma figura da qual a Lava Jato já está exigindo postura decisiva em seu sentido. Moro já formulou quais vetos gostaria que o presidente exercesse ao apreciar a lei do abuso de autoridade, ou seja, o prestígio do ministro da Justiça está em jogo. Bolsonaro não tem como agradar a todos.

Está criado um interessante paradoxo na política brasileira: eleito em boa parte como efeito da Lava Jato, Bolsonaro se sente hoje tão mais forte quanto menos dentes afiados ela tiver.

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Estadão

Inadimplência no comércio lojista do Rio aumenta 1,9% em julho, diz levantamento

Índice chega ao maior nível do ano, segundo Serviço de Proteção ao Crédito do CDLRio. 

A Inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro aumentou 1,9% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado. É o maior índice do ano, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio).

As consultas ao crédito - índice que mostra o movimento do comércio - cairam 3,9% e as dívidas quitadas, que mostra o número de consumidores que colocaram suas dívidas em dia, recuaram 1,3%.

De acordo com o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, o índice de menos 3,9% nas Consultas mostra claramente o fraco desempenho do comércio. Ele lembra que entre os fatores que influnciaram no desempenho das vendas no mês de julho são os mesmos do mês de junho: a crise por que passa o Estado do Rio de Janeiro e o aumento do desemprego, que leva os consumidores a uma postura mais cautelosa devido ao baixo crescimento da renda.

Ao comparar o mês de julho com o mês anterior (junho), os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio mostram que as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 5,8% e 8% e a inadimplência cresceu 2,1%.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano (janeiro/julho) em relação ao mesmo período de 2018, as Consultas e as Dívidas Quitadas recuaram 7,7% e 2,4% e a inadimplência aumentou 3,1%.

Cheque

Segundo o LIG Cheque, registro de cadastro da entidade, em julho em relação ao mesmo mês de 2018, as Consultas e as Dívidas Quitadas caíram, respectivamente, 8,1% e 2,4% e a Inadimplência cresceu 1,2%.

Comparando-se julho com o mês anterior (junho), as Consultas e as Dívidas Quitadas diminuíram, respectivamente, 8,5% e 1,2% e a Inadimplência subiu 0,3%.

No acumulado dos primeiros sete meses desse ano (janeiro/julho) em relação ao ano passado, a Inadimplência aumentou 1,3% e as Consultas e as Dívidas Quitadas recuaram, respectivamente, 10,5% e 1,6%.

Fonte: G1 - 21/08/2019 e SOS Consumidor



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Abraço de afogados

Noivando com Frota, cujo flerte com Bolsonaro terminou em insultos, PSDB resolveu, enfim, separar-se de Aécio e ouve juros de amor do presidente da Câmara, Maia, propondo união estável em 2020 e 2022, ou melhor, juntar os trapinhos

José Nêumanne


Doria trata Frota como uma espécie de talismã porque estava no lado vencedor na eleição de 2018, mas será que isso basta para vencer em 2022? Foto: Gabriela Biló/Estadão

Em festa por receber Frota, expulso do PSL por Bolsonaro, que dele recebeu nota 4 de desempenho e se absteve de votar na reforma da Previdência, PSDB tenta mandar Aécio embora e ouve juras chorosas de amor do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prometendo união estável entre as duas legendas nas eleições de 2020 e 2022, promessa que, pelo patrimônio político dos dois, tem mais sentido de “juntar os trapinhos”, cada vez mais sujos e rotos.

Para ver comentário no Jornal da Gazeta da TV Gazeta na quarta-feira 21 de agosto de 2019 clique aqui


Estadão