Com os dias de calor intenso e chuvas típicas de verão, Porto Alegre volta a exigir atenção para a dengue, já que o clima favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
📊 Monitoramento da infestação
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), entre 21 e 28 de dezembro (semana epidemiológica 52), o Índice Médio de Fêmeas Adultas de Aedes aegypti (IMFA) atingiu 0,47, nível considerado de alerta.
Foram coletadas fêmeas em 168 armadilhas das 518 vistoriadas, representando 32,43% de positividade.
O IMFA mede a infestação do mosquito na capital e orienta ações de controle e prevenção.
🚨 Bairros críticos
Embora os casos confirmados sejam baixos — apenas seis nas últimas três semanas —, bairros com IMFA acima de 0,6 apresentam risco elevado de transmissão. Até 27 de dezembro, 12 bairros estavam em situação crítica:
Aparício Borges, Azenha, Bom Jesus, Costa e Silva, Jardim Leopoldina, Medianeira, Mont Serrat, Nonoai, Partenon, Passo das Pedras, Rubem Berta e Santa Rosa de Lima.
🏚️ Pontos de preocupação
A reportagem identificou locais com potenciais criadouros:
Higienópolis: descarte irregular de lixo e recipientes com água parada em frente ao Cemitério São João.
Farrapos: lixo acumulado próximo à galeria Canal da Camozatto.
Azenha: o antigo estádio Olímpico segue como foco de preocupação.
📈 Casos e histórico
Em 2025, Porto Alegre registrou 22 mil casos confirmados e 25 óbitos.
Em 2024, foram 17 mil casos.
O subtipo viral predominante é o DENV1, mas em 2025 houve dois casos importados de DENV3.
🛡️ Plano de Contingência 2026
A SMS elaborou um Plano de Contingência para dengue, alinhado ao modelo nacional, com quatro estágios:
Normalidade
Mobilização
Alerta
Epidemia
As ações incluem gestão integrada, vigilância epidemiológica e laboratorial, manejo de vetores, rede de assistência, comunicação e participação comunitária.
Fonte: Correio do Povo

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