Lula chega a 15 trocas de ministros no terceiro mandato com saída de Lewandowski

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingirá a marca de 15 mudanças ministeriais desde o início de seu atual mandato, em 2023, com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Na média, Lula tem trocado um ministro a cada dois meses e doze dias.

Saída de Lewandowski

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Lewandowski entregou carta de demissão nesta quinta-feira (8). Entre os motivos estão a dificuldade em avançar projetos como a PEC da Segurança e o PL Antifacção, além de divergências com a Casa Civil, que teria segurado propostas do ministério por meses. Segundo o Estadão, o ministro também se mostrava contrariado com o que chamou de “irracionalidade” das discussões sobre segurança pública, especialmente em ano eleitoral.

Enquanto Lula não define o substituto, o secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, assume interinamente. O presidente busca um perfil semelhante ao de Flávio Dino, antecessor de Lewandowski e hoje ministro do STF. O PT defende o nome do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas.

Principais mudanças no governo

Desde 2023, Lula promoveu diversas trocas na Esplanada:

  • Turismo: Celso Sabino → Gustavo Feliciano (dez/2025)

  • Secretaria-Geral da Presidência: Márcio Macêdo → Guilherme Boulos (nov/2025)

  • Mulheres: Cida Gonçalves → Márcia Lopes (mai/2025)

  • Previdência Social: Carlos Lupi → Wolney Queiroz (mai/2025)

  • Comunicações: Juscelino Filho → Frederico Siqueira Filho (abr/2025)

  • Relações Institucionais: Alexandre Padilha → Gleisi Hoffmann (fev/2025)

  • Saúde: Nísia Trindade → Alexandre Padilha (fev/2025)

  • Secom: Paulo Pimenta → Sidônio Palmeira (jan/2025)

  • Direitos Humanos e Cidadania: Silvio Almeida → Macaé Evaristo (set/2024)

  • Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino → Ricardo Lewandowski (jan/2024)

Contexto político

As trocas refletem tanto crises internas — como denúncias e pressões políticas — quanto ajustes estratégicos de Lula para manter apoio no Congresso e preparar terreno para a disputa presidencial de 2026.

Fonte: Correio do Povo

Nenhum comentário:

Postar um comentário