Governos e presidentes da América do Sul se manifestaram neste sábado (3) após os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro. As declarações revelam posições divergentes na região, entre críticas à intervenção estrangeira e apoio à queda do regime chavista.
🇨🇱 Chile
O presidente Gabriel Boric condenou a ação militar americana e defendeu uma solução pacífica para a crise. Ele reafirmou princípios do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção e o multilateralismo como caminho para resolver controvérsias.
🇨🇴 Colômbia
O presidente Gustavo Petro classificou a ofensiva como uma “agressão à soberania” da América Latina e alertou para o risco de crise humanitária. Embora defenda o diálogo, anunciou a mobilização de tropas na fronteira para conter grupos armados ilegais. Também pediu reuniões urgentes da ONU e da OEA para avaliar a legalidade da ação.
🇧🇷 Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma grave afronta à soberania venezuelana. Lula disse que o episódio cria um precedente perigoso para a ordem internacional e defendeu uma resposta firme da ONU, reiterando que o Brasil está disposto a promover diálogo e cooperação.
🇦🇷 Argentina
Em posição contrária, o presidente Javier Milei celebrou a prisão de Maduro. Nas redes sociais, declarou que “a liberdade avança” e voltou a criticar duramente o regime chavista. Milei já havia defendido, em dezembro, a pressão dos EUA para “libertar o povo da Venezuela”.
🇪🇨 Equador
O presidente Daniel Noboa também apoiou a queda do chavismo. Em declaração, afirmou que “a todos os criminosos narcochavistas chega a sua hora” e declarou apoio à oposição venezuelana, prometendo que o Equador será aliado na reconstrução do país.
🇺🇾 Uruguai
O governo uruguaio divulgou nota expressando “atenção e séria preocupação” com os acontecimentos e rejeitou a intervenção militar de um país em outro. O comunicado reafirma o compromisso com o direito internacional, a Carta da ONU e a defesa da América Latina e Caribe como zona de paz. O governo informou ainda que acompanha a situação de seus cidadãos na Venezuela e apelou à ONU e à OEA por uma solução diplomática.
Fonte: Correio do Povo

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