A tentativa do presidente Alessandro Barcellos de ampliar a base de apoio político no sexto e último ano de sua gestão não avançou. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (23), o Internacional confirmou alterações na diretoria, mas sem a entrada de novos grupos. A administração segue sustentada pelas mesmas quatro correntes que compõem a gestão desde o fim de 2023: Convergência, Academia Colorada, Inove e Povo do Clube.
Tentativa de união não prosperou
A iniciativa de Barcellos surgiu em dezembro, logo após a vitória sobre o Bragantino, que garantiu a permanência do Inter na Série A. Na ocasião, o presidente afirmou que abriria espaço para outras correntes políticas, inclusive da oposição, como forma de buscar maior união no último ano de mandato.
Em discurso de autocrítica, reconheceu erros da gestão e declarou que o sexto ano seria, na prática, o primeiro do próximo presidente:
“Vamos precisar de paz, de união. Temos que trazer para o clube todos os colorados que podem ajudar. Temos que trazer para dentro da gestão as pessoas que querem contribuir.”
Apesar das tratativas, o movimento não se concretizou.
Mudanças internas na diretoria
Sem novos aliados, o clube reorganizou cargos internamente:
Gabriel Nunes assume a vice-presidência de relacionamento social, deixando a pasta de patrimônio e Parque Gigante.
Vânia Damin, conselheira, passa a ocupar a vice-presidência de patrimônio.
Janice Cardoso, antes diretora, assume a vice-presidência de novos negócios e inovação.
Na Comunicação, o cargo de vice-presidente será acumulado por Cauê Vieira, secretário-geral do Conselho de Gestão.
No Futebol Feminino, Rosângela Campos passa a dividir a diretoria com Élis Rodrigues.
Deixaram a diretoria: Dannie Dubin, Letícia Vieira e Ricardo Rogoski.
📌 Em resumo: sem conseguir atrair novos grupos políticos, Barcellos reorganizou internamente a diretoria do Inter, mantendo a gestão apoiada pelas mesmas quatro correntes que o sustentam desde 2023.

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