A cidade de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, passa a ser administrada pela vereadora Jussara Caçapava (Avante), que assumiu o cargo de prefeita interina na madrugada de sexta-feira (2). A mudança ocorre após a Câmara de Vereadores aprovar o impeachment do prefeito Cristian Wasem (MDB) e do vice João Paulo Martins (PP). Esta é a segunda vez consecutiva que um prefeito eleito no município é cassado.
📌 Linha de sucessão
Como presidente do Legislativo, Jussara é a terceira na linha de sucessão e permanecerá no cargo até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) convoque eleições suplementares, prazo que pode chegar a 180 dias.
⚖️ Sessão de impeachment
A sessão extraordinária que decidiu pela cassação durou mais de 12 horas.
No caso do prefeito, foram 14 votos favoráveis e 3 contrários.
Para o vice, 13 votos favoráveis e 4 contrários. Ambos foram declarados inelegíveis por oito anos, embora ainda caiba recurso.
🚨 Acusações contra prefeito e vice
Wasem foi acusado de infrações político-administrativas, incluindo supostas “pedaladas fiscais” no Instituto de Previdência dos Servidores (Iprec), ao adiar repasses patronais e maquiar contas para melhorar artificialmente os resultados fiscais.
Também foi apontado por tentar intimidar a Câmara durante as investigações, por meio de mensagens enviadas por um assessor e pela exoneração de funcionários ligados a vereadores.
O vice-prefeito João Paulo Martins, que chegou a assumir o Executivo, foi acusado de realizar uma contratação emergencial irregular, após suspender sem justificativa uma licitação em andamento.
📢 Defesa de Wasem
Em nota oficial, Cristian Wasem classificou a decisão como uma “manobra política”, sem base em fatos ou provas:
“Delegado João Paulo e eu fomos eleitos democraticamente com 71,86% dos votos válidos. O que ocorreu na Câmara não é legítimo, trata-se de uma manobra política para rasgar a vontade popular e permitir que um grupo assuma a Prefeitura sem respaldo democrático.”
O ex-prefeito afirmou que sua gestão foi marcada por ética e transparência e que a cassação representa um “ataque à democracia e à soberania popular”.
Fonte: Correio do Povo

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