Explosões e sobrevoos de aeronaves sacudiram Caracas na madrugada deste sábado (3), marcando o ápice de quatro meses de pressão militar contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, de 63 anos. Os ataques, dirigidos contra o Fuerte Tiuna — maior complexo militar do país — e uma base aérea, terminaram com a captura e prisão de Maduro pelas forças dos Estados Unidos.
📌 Contexto da ofensiva
Maduro, considerado ilegítimo por Washington, chegou ao poder em 2013 após a morte de Hugo Chávez e foi acusado de fraude nas últimas eleições.
Em 2020, os EUA o acusaram formalmente de narcotráfico, oferecendo uma recompensa de R$ 272 milhões por sua captura.
Além da capital, os ataques atingiram os estados de La Guaira (onde fica o aeroporto de Caracas), Miranda e Aragua.
⚠️ Clima em Caracas
A cidade amanheceu deserta, mas logo surgiram filas em supermercados, que passaram a vender produtos através das grades para evitar saques.
Bairros cheiravam a pólvora, enquanto policiais encapuzados e fortemente armados patrulhavam prédios públicos.
Cerca de 500 simpatizantes de Maduro se reuniram em frente ao Palácio de Miraflores com bandeiras e retratos do presidente.
O governo denunciou que os bombardeios atingiram civis, sem apresentar provas.
📺 Imagens e reações populares
O canal estatal VTV exibiu ônibus incendiados e grades derrubadas em La Carlota, base aérea de Caracas. Moradores relataram medo e comoção:
“As explosões me levantaram da cama à força. Pensei: ‘Deus, chegou o dia’, e chorei”, disse María Eugenia Escobar, de 58 anos, moradora de La Guaira.
🛡️ Resposta venezuelana
O governo decretou estado de comoção externa, concedendo poderes especiais diante do conflito.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, anunciou um “desdobramento maciço” das forças militares.
O chanceler Yván Gil pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, declarou: “Ao final desses ataques, nós venceremos. Leais sempre! Traidores nunca!”.
🌍 Repercussão internacional
Rússia, China, Irã e Cuba rejeitaram os ataques e exigiram a libertação de Maduro.
Brasil, Chile e México também condenaram a intervenção militar.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o precedente perigoso de desrespeito ao direito internacional.
A União Europeia pediu contenção.
O presidente colombiano Gustavo Petro mobilizou tropas na fronteira e reivindicou reuniões imediatas da OEA e da ONU.
Fonte: Correio do Povo

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