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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Em comunicado, Brics pede reformas na ONU, incluindo no Conselho de Segurança

 Ministros de Relações Internacionais do bloco se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU


Representantes dos países-membros do Brics, formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, apoiaram uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo do seu Conselho de Segurança, com vista a torná-lo mais democrático, além de defenderem o aumento da representação dos países em desenvolvimento como seus membros, de acordo com comunicado oficial divulgado após encontro anual de ministros de Relações Internacionais do bloco à margem da Assembleia Geral da ONU.

A defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU seria uma maneira para que este possa responder adequadamente às questões prevalecentes, aos desafios globais, além de apoiar as aspirações legítimas dos países emergentes e em desenvolvimento de África, Ásia e América Latina, incluindo o Brasil, a Índia e a África do Sul, de desempenharem um papel mais importante nos assuntos internacionais, destaca o comunicado.

Os ministros ressaltaram que a participação dos países do bloco no trabalho do Conselho de Segurança da ONU, incluindo o Brasil como membro eleito para o período 2022-2023, "é uma oportunidade valiosa para aumentar ainda mais o peso do diálogo do Brics sobre questões de paz e segurança internacionais e pela cooperação contínua em áreas de interesse mútuo."

O documento ainda reiterou a preocupação dos ministros com a utilização de medidas coercivas unilaterais que são incompatíveis com os princípios da Carta das Nações Unidas e produzem efeitos negativos, sobretudo entre os países em desenvolvimento.

Os representantes do Brasil, a Índia, a China e a África do Sul endossaram, segundo o comunicado, o total apoio à Rússia para a sua presidência do Brics em 2024 sob o tema "Fortalecimento do multilateralismo para efeitos de uma justiça global desenvolvimento e segurança" e a realização da XVI Cúpula do Brics em Kazan, na Rússia.


Agência Estado e Correio do Povo

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