segunda-feira, 25 de julho de 2022

Guerra na Ucrânia faz cinco meses em meio à avanço russo no leste e sem perspectivas de cessar-fogo

 Conflito é o mais grave na Europa desde a 2ª Guerra Mundial com 11,5 milhões de refugiados e mais de 5 mil civis mortos



A invasão da Rússia à Ucrânia completa cinco meses neste domingo. O conflito não tem perspectivas de um cessar-fogo e já é considerado o mais grave na Europa desde a 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

O confronto entre russos e ucranianos continua deixando um grande rastro de destruição e morte. De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), 5.024 civis foram mortos e 6.520 ficaram feridos desde o início da guerra no Leste Europeu, no dia 24 de fevereiro. A maioria das mortes ocorreram nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, onde 2.951 civis morreram.

Em abril, as autoridades ucranianas encontraram cerca de 400 cadáveres de civis espalhados pela cidade de Bucha, a noroeste de Kiev. Alguns dos corpos foram encontrados com as mãos amarradas para trás, o que caracterizaria execuções por parte dos militares russos. A Rússia nega todas as acusações vinculadas ao massacre na região e acusou a Ucrânia de “falsificar” as imagens. 

Em cinco meses, a guerra deixou mais de 11,5 milhões de refugiados e 6,3 milhões de pessoas precisaram se deslocar dentro do país, segundo a ONU. O Operational Data Portal indica que 9.567.003 pessoas cruzaram as fronteiras da Ucrânia. A Polônia foi o país europeu que mais recebeu pessoas que fugiam dos ataques russos. 

O exército russo continua com uma grande ofensiva na região leste da Europa e avançou no seu objetivo de conquistar toda a região do Donbass, que é constituída por Donetsk e Luhansk. Foi na região leste que morreu o primeiro brasileiro que lutava na guerra da Ucrânia. André Hack Bahi, de 43 anos, morreu em meio a um combate contra forças russas.

No começo do mês, os russos anunciaram a tomada da cidade de Lysychansk e agora prosseguem para cidades situadas mais ao oeste do país, mas ainda estão distantes da capital Kiev.

Entre a ofensiva, a cidade estratégica de Mariupol, no sudeste do país, foi uma das mais devastadas pela guerra. O complexo industrial de Azovstal ganhou grande destaque por ser o último local de resistência da região.

Depois de meses de intensos combates, os russos conseguiram tomar Azovstal. Os cerca de 2 mil combatentes foram retirados aos poucos do local. Em maio, houve uma rendição na qual mais de 250 combatentes deixaram o local e viraram prisioneiros de guerra.

Várias empresas deixaram a Rússia após a invasão na Ucrânia, entre elas, muitas abandonaram os investimentos que estavam sendo feitos desde 1991 com a dissolução da União Soviética. O país deixou de contar com os serviços de grandes marcas, grifes e gigantes da tecnologia. 

Neste último mês a Ucrânia deu um grande passo em relação ao seu objetivo de fazer parte da União Europeia ao receber o status de país candidato ao lado da Moldávia. O processo completo de adesão, no entanto, pode levar muitos anos para ser efetivado. 

A Rússia e a Ucrânia respondem por 30% do comércio mundial de trigo e a guerra entre os dois países dificultou a exportação do produto. Após meses de negociações com a ONU, os países assinaram acordos sobre a exportação de grãos e produtos agrícolas pelo Mar Negro na última sexta-feira. 

R7 e Correio do Povo


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