segunda-feira, 18 de julho de 2022

Familiares e amigos homenageiam vítimas do acidente do voo da TAM

 Ato ocorreu no Largo da Vida no espaço que homenageia os mortos na colisão



Em clima de comoção e tristeza, familiares e amigos se reuniram neste domingo no Largo da Vida, na avenida Severo Dullius, em Porto Alegre, para prestar homenagem às vítimas do acidente do Airbus 320 da TAM, que ocorreu em 17 de julho de 2007. Dezenas de flores foram colocadas na grama, formando um coração. No local, velas e fotos das vítimas completavam a homenagem, que contou com a presença de integrantes do 5° Comando Aéreo Regional (V Comar). 

Após uma cerimônia religiosa, João Carlos Warmling não escondia a tristeza pela perda da filha Raquel, que estava no voo e tinha 19 anos. Ela iria visitar amigos em Cuiabá (MT), onde a família residiu até o final de 2005, quando decidiu voltar a morar em Porto Alegre. “Sempre comento com as pessoas com quem eu falo sobre o assunto que nenhum pai se prepara pra ler a certidão de óbito de um filho. Ainda mais na estupidez que essa situação aconteceu, porque as pessoas que estão viajando, em princípio, estão bem, estão indo fazer turismo, estão indo a trabalho, alguma coisa assim. A minha filha estava indo a turismo”, afirma. 

Acompanhado da esposa Zeoni, Warmling vestia uma camiseta com uma foto de Raquel. Ele critica a impunidade e diz que ninguém foi responsabilizado até hoje pelo acidente que provocou a morte de 199 pessoas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. “Já ouvi as pessoas dizerem que me recuperei, que superei. Se superar é lembrar dela todos os dias, ouvir uma música que ela gostava e chorar ainda, ou ler algum livro que ela deixou de ler ou que ela deixou pela metade, se isso é superar, então eu superei e consigo viver. É uma cicatriz que está ali, melhorou, sarou, mas é uma parte sensível do corpo que continua e a qualquer situação pode sangrar”, destaca.








Correio do Povo

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