domingo, 5 de junho de 2022

Inaugurado o Logradouro José Salimen na avenida Ipiranga, em Porto Alegre

 Ponte sobre o arroio Dilúvio homenageia o jornalista, comunicador e publicitário que morreu em 2011



Inaugurado oficialmente na manhã deste sábado o Logradouro José Salimen, situado em frente ao Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, na avenida Ipiranga, em Porto Alegre. A ponte sobre o arroio Dilúvio, liberada em agosto de 2019 aos veículos e pedestres, recebeu o nome em homenagem ao jornalista, comunicador e publicitário José Salimen, mais conhecido como Salimen Júnior, falecido aos 77 anos de idade no dia 30 de julho de 2011.

A solenidade, com descerramento da placa de identificação de rua e realização de discursos, contou com a presença do prefeito Sebastião Melo, além de familiares, colegas e amigos do homenageado, entre os cerca de 80 convidados que compareceram no local. O nome Logradouro José Salimen foi proposto pelo vereador Pablo Melo (MDB) e teve aprovação unânime na Câmara Municipal.

“Eu conheci a incrível história do Salimen Júnior e não tinha nenhum logradouro, rua ou avenida que imortalizasse ele na cidade, pela qual fez tanto..Ele foi um pioneiro da comunicação do Rio Grande do Sul”, explicou. “Agora, ele está imortalizado na cidade de Porto Alegre. Ele foi um homem que sempre construiu pontes ao longo da vida”, afirmou o vereador.

O vereador Pablo Melo lembrou que a ponte faz uma ligação entre a PUCRS e o Hospital de São Lucas da PUCRS. Ela tem 26,5 metros de extensão e 13,6 metros de largura, bem como três faixas de rolamento. “Na direção centro-bairro, é a ponte que se faz o retorno”, resumiu, observando que o acesso é direto à instituição hospitalar e não precisa ir adiante para voltar no sentido bairro-centro da avenida Ipiranga.

Filho de José Salimen, o publicitário Samir Salimen disse que a cerimônia foi “muito emocionante pelos depoimentos”. Segundo ele, a trajetória pessoal e profissional do pai sempre foi “em prol da população, da comunidade...”.

“Ele foi um cara que nunca entrou na política, apesar de receber vários convites...o papel dele sempre foi de bastidor. O Salimen foi um construtor de pontes do bem, unindo as pessoas, as empresas, as instituições…”, recordou emocionado. “Ele fez uma carreira brilhante desde os 16 anos”, lembrou.

Samir contou que o pai começou em uma rádio de Pelotas, terra natal, e depois, em Porto Alegre fundou a antiga TV Difusora, trouxe a televisão a cores para o Brasil e teve várias agências de propaganda. “Dedicou também toda uma vida ao Jornal do Comércio”, acrescentou.

O filho destacou ainda que o pai foi o responsável “desde o primeiro tijolo” na construção do Hospital Dom Vicente Scherer e do Hospital da Criança Santo Antônio. “Eu nunca conseguiria resumir, mas ele foi uma pessoa que só praticou o bem, amigo de todos e que construiu a sua história e seu legado”.

Nascido em Pelotas, José Salimen foi rádio-ator, animador de auditório e pioneiro na implantação da televisão em cores no Brasil, com a primeira transmissão em cores da Festa da Uva, de Caxias do Sul, em 19 de fevereiro de 1972, pela TV Difusora.

Quando faleceu, ele era diretor de Expansão do Jornal do Comércio, de Porto Alegre, onde também produzia uma página semanal, a Business'n'Business, na qual eram apresentados nomes importantes do Rio Grande do Sul. Sua maior criação nesse veículo foi o Caderno Dia do Médico, único da imprensa escrita brasileira.

Salimen recebeu o título de Cidadão de Porto Alegre (1993) e os prêmios Jovem Destaque da Câmara Júnior de Porto Alegre (1969) e Publicitário do Ano (1971). Ele foi vice-presidente da Federasul, conselheiro do Museu Júlio de Castilhos, membro da Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul e "irmão" da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. A trajetória dele foi contada no livro “Salimen: uma história escrita em cores”, pela jornalista e escritora Carla Santos, em 2009.

Correio do Povo

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