quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Congresso dos EUA aprova elevação do teto da dívida e evita calote

 Governo e parlamentares precisam solucionar novo impasse até 3 de dezembro


A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira, uma medida para elevar o teto da dívida do país em US$ 480 bilhões e evitou calote imediato da dívida do país. Foram 219 votos favoráveis e 206 contrários. O projeto, que já havia passado no Senado, vai agora para a sanção do presidente norte-americano, Joe Biden.

Em meio a um impasse político entre democratas e republicanos, a legislação resolve o problema apenas de forma temporária. Segundo cálculos do Tesouro do país, o novo limite para emissão de títulos de dívida permite o cumprimento de obrigações até o dia 3 de dezembro, quando haveria novamente um risco de calote do governo dos EUA, algo que nunca ocorreu. As consequências desse cenário extremo poderiam ser uma crise financeira e uma recessão econômica.

Na semana passada, após a medida ser aprovada no Senado, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, havia dito que os deputados poderiam ter de voltar mais cedo do recesso legislativo para votar o aumento do limite de endividamento do Tesouro. Antes da declaração de Pelosi, o senador Chuck Schumer, líder da maioria no Senado, havia anunciado um acordo entre democratas e republicanos para suspender o teto até o dia 3 de dezembro. Essa solução temporária para o imbróglio político que parou Washington nas últimas semanas foi oferecida pelo líder do Partido Republicano na Casa, Mitch McConnell.

O oposicionista propôs o pacto após Biden reunir na Casa Branca os CEOs de grandes empresas, como JPMorgan, Citi e Nasdaq, para debater o assunto. Os executivos alertaram para as consequências econômicas de um calote dos EUA caso o limite de endividamento do Tesouro não fosse elevado e pediram que o Congresso resolvesse o imbróglio.

Nas contas da secretária do Tesouro, Janet Yellen, o governo poderia perder a capacidade de cumprir suas obrigações de dívida a partir do dia 18 de outubro, sem a medida aprovada hoje. Portanto, o prazo para evitar o calote era curto. Desde agosto, quando expirou a suspensão anterior do teto, o Tesouro tem usado "medidas extraordinárias" para pagar despesas, já que está impedido de contrair nova dívida.


Agência Estado e Correio do Povo

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