quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Fogo amigo: após FHC anunciar apoio a Doria, Eduardo Leite reage, dizendo: “Está no direito de se equivocar”

 


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reagiu ao apoio declarado nesta quarta-feira (18) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a um de seus rivais nas prévias do PSDB à Presidência da República, João Doria.

Mais cedo, Doria visitou o ex-presidente, que gravou um vídeo em que dizia que o governador de São Paulo tem o seu apoio porque “representa o Brasil do futuro”.

“As prévias não excluem ninguém. Mas escolhem. Eu já disse quem vou escolher: é o João. Por que? Não é só porque eu sou de São Paulo e ele é de São Paulo. Ele veio da Bahia, eu vim do Rio. Não, não. É porque é o bom para o Brasil”, disse. O Doria representa o Brasil do futuro. O governo de SP foi a maior vitória do PSDB. E nós temos mostrado que somos capazes de governar e de ter capacidade de fazer coisas. Não é só de falar. Falar é mais fácil”, disse FHC no vídeo.

Ao jornal O Globo, Leite disse que Fernando Henrique “é muito bom”, mas não é “infalível”. Lembrou ainda que o ex-presidente já havia se encontrado com o ex-presidente Lula e dito que preferia o petista ao presidente Jair Bolsonaro em eventual segundo turno das eleições de 2022, o que o gaúcho também avalia como um equívoco.

Segundo Leite, o ex-presidente “está no direito de escolher o seu candidato e de se equivocar quantas vezes quiser”.

“O presidente Fernando Henrique Cardoso é muito bom, mas não é infalível. Já havia se equivocado ao declarar voto em Lula. Tem o seu voto igual como qualquer militante do PSDB e está no seu direito de escolher o seu candidato e de se equivocar quantas vezes quiser”, disse o governador do Rio Grande do Sul.

Eduardo Leite e Doria vão disputar a prévia que escolherá, no mês de novembro, o candidato do PSDB à Presidência da República. Também pretendem concorrer o senador Tasso Jeireissati (CE) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

Internamente, o gesto do ex-presidente a Doria foi lido no partido como uma demonstração de força do governador de São Paulo, que tem trabalhado para quebrar resistências. Embora atualmente Fernando Henrique participe menos da vida partidária, o apoio tem peso simbólico, destacam tucanos nos bastidores. Em declarações anteriores, FH chegou a dizer que Doria precisava ser “menos paulista” e buscar uma identificação mais forte com o eleitorado brasileiro, na tentativa de nacionalizar seu nome. Agora, porém, há um ponto de inflexão na fala do ex-presidente a favor de Doria, apontam correligionários. As informações são do jornal O Globo.

O Sul

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