quinta-feira, 22 de julho de 2021

Quatro meses após colapso, proporção de internações da Covid despenca em Porto Alegre

 Em março, 77% das internações eram relacionadas ao coronavírus; índice é de 32,88% nesta quarta-feira



A rede hospitalar de Porto Alegre vive um cenário muito diferente de março, o momento de pico da principal onda da pandemia no município. Naquele período, a cidade não só liderava a maior ocupação de UTIs das capitais brasileiras, com 114,87% de lotação no dia 21 daquele mês, mas também tinha 77% das internações graves relacionadas à Covid-19, entre casos confirmados e suspeitos. Nesta quarta-feira, quatro meses depois do colapso, a Capital registra ocupação de 81,33% com 32,88% de pacientes positivados ou suspeitos para a doença – o que representa menos de um terço do total que está hoje em terapia intensiva. 

Dos 736 pacientes em UTIs nesta quarta-feira, 231 tinham diagnóstico positivo para o coronavírus e outros 11 eram considerados suspeitos. O número é inferior mesmo na comparação com um ano atrás, em 21 de julho de 2020. Naquele dia, os pacientes com diagnóstico positivo ou suspeito para Covid-19 totalizava 327 nos hospitais de Porto Alegre.

Até esta quarta-feira, Porto Alegre soma 162.950 casos confirmados de Covid-19, sendo pouco mais de 95% deles de pacientes recuperados, e 5.271 mortes relacionadas à doença. Ontem, a cidade ultrapassou a marca de 70% da população residente com ao menos uma dose de vacina – 42% já completaram o esquema vacinal contra a Covid-19. 

Hoje, os três hospitais com maior número de internações por Covid-19 em UTIs são, respectivamente: Hospital de Clínicas (59 pacientes, sendo 56 confirmados e três suspeitos), no qual a UTI operava com ocupação em 70,73%; Nossa Senhora da Conceição (35 pacientes confirmados na UTI) e taxa de ocupação da UTI em 97,33%; e Moinhos de Vento (33 pacientes com diagnóstico positivo do novo coronavírus), que estava com 86,84% dos leitos de UTI ocupados.

Correio do Povo

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