quarta-feira, 7 de julho de 2021

Porto Alegre: Melo exige cortes na Carris para liberar verba

 Prefeito exigiu um plano de contingência até esta quarta-feira. Segundo presidente da Carris, sem o aporte da prefeitura, as contas não fecham



Enfrentando parcelamento salarial inédito em sua história centenária, a Carris foi pauta de reunião do prefeito Sebastião Melo (MDB) com a diretoria da companhia e representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Porto Alegre. Mesmo diante do cenário delicado, que não vem de agora, mas se agrava cada vez mais, Melo foi incisivo. “Hoje, a companhia arrecada R$ 6 milhões e gasta R$ 12 milhões por mês. Não há nenhuma empresa no mundo que se sustente deste jeito. Para liberar mais dinheiro, quero que um plano de contingência seja apresentado até amanhã (quarta-feira). Se não, nada feito”, disse o prefeito.

Segundo o presidente da Carris, Maurício Cunha, mensalmente, sem o aporte de R$ 6 milhões da prefeitura, as contas não fecham. Somente neste ano, cerca de R$ 35 milhões já foram injetados pelo Executivo na companhia. “Não darei nenhum recurso a mais antes de os cortes acontecerem”, reforçou Melo.

A Carris representa apenas uma das questões envolvendo o transporte coletivo da Capital que terá de ser enfrentada. As alternativas para a companhia, no momento, são a privatização total, ou, no caso da falta de interesse do mercado, a liquidação, por lotes ou individualmente, das 21 linhas da Carris. Neste caso, os funcionários passariam por um plano de demissão, o município assumiria as dívidas remanescentes e os bens da empresa seriam vendidos. Melo já afirmou e repetiu que a prefeitura não deve ter uma empresa de ônibus e que a decisão está tomada. 

Correio do Povo


Direto ao Ponto: As saídas para a crise no transporte público da Capital

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