sexta-feira, 16 de julho de 2021

DE NOVO: A -CAUSA- ESTÁ NA DESPESA - Gilberto Simões Pires

 SOCIEDADE ETERNAMENTE EQUIVOCADA

Volto a insistir, alertar e tentar me fazer compreender, pela enésima vez, sobre o quanto a nossa equivocadíssima sociedade brasileira em geral ainda não se convenceu de que ficar surrando as CONSEQUÊNCIAS, além de não produzir qualquer efeito positivo ainda acaba estimulando novas e mais resistentes dificuldades logo a frente.


CAUSAS DEVEM FICAR EM PAZ

O que se vê, cotidianamente, é deixar que as CAUSAS dos nossos problemas, independente de tamanho, cor ou periculosidade, fiquem repousando em ambientes frescos e bem arejados para que permaneçam INTOCÁVEIS, sempre em PAZ e, portanto FORA DO ALCANCE de quem quer que seja por todo o tempo.


ABSURDO FUNDO ELEITORAL

Vejam, por oportuno, que neste momento crucial em que se discute uma REFORMA TRIBUTÁRIA, cuja proposta aponta pouco ou nada para uma SIMPLIFICAÇÃO, e muito para uma CALIBRAGEM FISCAL, que dê importantes condições para que o ESTADO possa satisfazer as exageradas e injustas DESPESAS PÚBLICAS, o PODER LEGISLATIVO (leia-se Câmara e Senado) aprovou a LDO -Lei de Diretrizes Orçamentária-, que norteia o ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO, na qual consta o ABSURDO AUMENTO DO FUNDO ELEITORAL, de R$ 2 BILHÕES para R$ 5,7 BILHÕES.


IMPOSTOS

Mais uma vez, e exatamente por isso insisto sistematicamente, o povo brasileiro mostra enorme e dramática preferência em atacar a elevação dos IMPOSTOS, o que é a mais pura CONSEQUÊNCIA. Assim, a GRANDE CAUSA, que está claramente na DESPESA PÚBLICA permanece INTOCÁVEL. Pode? Mais: quem está sendo visto e considerado como vilão é o PODER EXECUTIVO, que tem o DEVER de cumprir com o que é aprovado pelo PODER LEGISLATIVO.


CARGA DE DESPESAS PÚBLICAS SOBRE O PIB

Antes, portanto, de criticar a nossa elevadíssima CARGA TRIBUTÁRIA, melhor seria gritar contra a absurda CARGA DE DESPESAS PÚBLICAS, verdadeira, legítima e grande CAUSA da frequente elevação dos IMPOSTOS. Atenção: é comum dizer que a elevada CARGA TRIBUTÁRIA está perto de 40% do PIB, quando o correto seria alertar que a CARGA DA DESPESA PÚBLICA está na ordem de 50% do PIB. Ou seja, IMPOSTOS ELEVADOS não conseguem satisfazer ao apetite incomensurável das DESPESAS PÚBLICAS. Que tal?


REVOLTANTE

A propósito deste tema crucial, eis o que diz o pensador Roberto Rachewsky:


R$ 6 bilhões injetados diretamente nas veias dos partidos já não pode ser REVOLTANTE. Tampouco pode ser revoltante saber que meio bilhão desses 6 bilhões serão injetados onde já passou o dinheiro do mensalão, do petrolão e sabe-se lá o que mais.


Revoltante mesmo é ver que o PT e seus cúmplices não foram proscritos. Revoltante é ver que os que passaram a mão no dinheiro da corrupção não estão presos nem perderam os direitos políticos para sempre.


Revoltante é ser extorquido todos os dias e ter que entregar o dinheiro de quem cria e produz para uma organização criminosa chamada governo.


Revoltante é ver a turma de Brasília que cria as leis e instituições para explorar os cidadãos ter quem os defenda mesmo quando decidem aumentar a tributação escorchante para equilibrar uma conta que cresce sem limites, que não respeita nada nem ninguém mas apenas a voracidade dos que vivem da cobrança de impostos. Lei de diretrizes orçamentárias é um pomposo nome para um acordo de distribuição do butim arrecadado na pilhagem dos empresários e trabalhadores. Os programas de educação, saúde, segurança, justiça, infraestrutura e bem-estar social são pretextos para que coisas como: o fundão, auxílio-moradia de juiz, seguro-saúde de senador, pensão vitalícia de presidente, verbas de representação de deputados e burocratas, cartões corporativos da elite do funcionalismo ou rachadinhas,  sejam possíveis. Não cabe sentir-se horrorizado com o destino do dinheiro quando o horror deveria existir quando ele nos é tirado.


LEILÃO DA CEEE



A CPFL adquiriu 66% das ações da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), do Rio Grande do Sul, em leilão de privatização ocorrido nesta sexta-feira (16) na B3.O lance foi de R$ 2,67 bilhões, representando um ágio de 57,13% em relação ao valor mínimo de R$ 1,7 bilhão.


Pontocritico.com

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