domingo, 9 de maio de 2021

Fiocruz dá início à fabricação 100% nacional da vacina de Oxford/AstraZeneca no dia 15

 A partir do próximo sábado, Fundação utilizará IFA produzido em território brasileiro



A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começa a fabricar a vacina da Oxford/AstraZeneca com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido no Brasil no dia próximo sábado. A previsão foi feita pelo vice-presidente da instituição, Mario Moreira, em entrevista coletiva do Ministério da Saúde.

De acordo com o dirigente, a fundação está em condições de produzir e obteve a certificação de boas práticas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda há procedimentos de avaliação a serem realizados, além do processo do registro definitivo do imunizante.

“Vamos ter que produzir lotes de validação acertados com procedimentos internacionais e a partir daí a gente já começa a produzir em escala industrial. Os testes deverão aguardar o registro definitivo da Anvisa. A expectativa é que em outubro tenhamos a liberação para entregar estes lotes produzidos de maio em diante”, disse Moreira.

A produção com o IFA nacional é resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. Até o momento as doses produzidas dependem de insumos importados da China.

Falta de matéria-prima

A lentidão no envio do IFA tem dificultado o andamento da imunização no Brasil. Na sexta-feira, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, foi questionado sobre as ações tomadas para acelerar a liberação dos insumos diante da previsão do Instituto Butantan, que pode cessar a produção da Coronavac na semana que vem.

“Estamos sempre junto com eles para monitorar o recebimento dos insumos. O ministro (Marcelo Queiroga) esteve presente hoje com o embaixador chinês (Yang Wanming). Estamos sempre conversando quer com embaixada em Pequim ou com embaixador chinês no Brasil”, disse.

Balanço

O secretário executivo apresentou um balanço das vacinas contra a Covid-19 adquiridas. Até o momento, haveriam 532,5 milhões de doses contratadas. Perguntado por jornalistas se todo este montante já teria garantia em contrato, Cruz respondeu que esse quantitativo estaria “pactuado”.

“Não dá para falar que vacina não está contratada. Ela está formalizada. Não há chance de não receber essas doses conforme previsão contratual. Existem doses que são contratadas diretamente pelo governo e outras que são entregues pela Fiocruz”, colocou.

De acordo com a previsão do governo federal, ainda há 20 milhões de doses da indiana Covaxin e mais 10 milhões da russa Sputnik V, mas os dois imunizantes tiveram as importações negadas pela Anvisa. No caso do imunizante russo, a direção da Anvisa afirmou que da forma como ele foi desenvolvido seria impossível a aprovação.

Agência Brasil e Correio do Povo


Tiago Nunes pode manter Luiz Fernando no ataque do Grêmio


Índia supera 4 mil mortes diárias por Covid-19 e debate sobre patentes continua


Nenhum comentário:

Postar um comentário