quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Acusações de fake news e defesa da vacina esquentam debate entre Melo e Manuela

 Candidatos do MDB e do PCdoB discutiram propostas em encontro promovido por Correio do Povo, Rádio Guaíba e Amrigs


A cinco dias da população porto-alegrense ir às urnas no segundo turno das eleições municipais de 2020 para eleger o próximo prefeito, os candidatos Manuela D'Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB) discutiram as propostas para a gestão de Porto Alegre em debate promovido, nesta terça-feira, por Correio do Povo, Rádio Guaíba e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs).

Os candidatos discutiram pautas como obras paralisadas, IPTU, creches, vacina para Covid-19, entre outros assuntos. No entanto, as acusações de ambos os lados sobre criação e distribuição de fake news (notícias falsas) mobilizaram a discussão nos quatro blocos propostos ao debate. 

Na primeira pergunta, Manuela citou a distribuição de notícias falsas e questionou Melo sobre o enfrentamento a pandemia. Na resposta, ele disparou: “Tenho muito carinho por ti, mas, em matéria de mentira, estás sendo campeã”. Sobre o enfrentamento à pandemia, ele disse que fará uma abertura responsável, que reverá protocolos e que usará a questão tributária para que “setores cambaleados possam reagir”, citando a área de eventos. Também assinalou que ninguém tomará conhecimento de decretos na madrugada.

Na réplica, Manuela rebatou: “´Ficou impressionado? Imagina eu. Só ontem foram 69 mil notícias (falsas) que nós derrubamos. Mas a eleição não é sobre isso, é sobre a verdade. Sou candidata a manter Porto Alegre aberta e a ter gestão própria da vacina. Porto Alegre vai precisar fazer isto, porque o Bolsonaro, que te apoia, nega a pandemia e a vacinação. Vamos fazer política de testagem séria, vacina e brigadas para impedir a disseminação do contágio”. Na tréplica Melo se defendeu sobre as fake news: “Pode retirar 100, 200, 300 fake news, mas nenhuma ligada a mim. O Bolsonaro não me apoia, mas acho que torce por mim. A senhora devia dizer que o Lula, o Zé Dirceu, o PT, lhe apoiam. Se eu for prefeito, no terceiro dia vou a Brasília falar com o presidente”.

Vacina contra Covid-19

Sobre a imunização, a candidata do PCdoB reafirmou a necessidade de gestão própria da vacina contra a Covid-19, já que não acredita que o governo federal garantirá o processo. Manuela também garantiu que, se eleita, se deslocará para São Paulo para conversar com representantes do Instituto Butantan e outros laboratórios e lembrou que será necessário garantir insumos para que a população possa ser vacinada, como seringas, por exemplo. “Garantir a gestão própria da vacina e que a população se vacine é o primeiro passo para que a cidade se mantenha aberta.”

Já Melo reafirmou que acredita que o governo federal garantirá a vacinação, mas que, caso isso não ocorra, a prefeitura comprará as imunizações através de um consórcio metropolitano. “A prefeitura pode ser parceira, mas tem um procedimento entre os países para que isso aconteça”, explicou. O emedebista ainda lembrou que a Capital tem um bom histórico de imunização e disse que será preciso preparar a cidade para ser vacinada, organizando os grupos a serem imunizados primeiro.

Permanência de parcerias na Saúde

A pauta da saúde predominou o segundo bloco do debate entre os candidatos ao segundo turno nas eleições de Porto Alegre. Manuela D'Ávila e Sebastião Melo responderam a quatro perguntas feitas pelo presidente da Amrigs, Gerson Junqueira. Os dois concorrentes falaram sobre questões como a demanda represada de cirurgias, exames e atendimentos médicos represados por conta da pandemia do coronavírus, e os desafios de viabilizar a vacina contra a Covid-19.

Sobre a demanda de exames e cirurgias atrasadas por conta da pandemia, ambos os candidatos defenderam mutirões para recuperar e zerar as filas de pacientes em espera. Melo ainda prometeu reforço de profissionais na saúde, enquanto Manuela afirmou que, se eleita, irá fazer uma coordenação para melhor gestão do tempo neste período. 

Segurança Pública

A defesa do cercamento eletrônico foi unânime entre os candidatos durante o debate. Aliado ao plano, Manuela propôs a criação de centros comunitários de segurança, com gestão compartilhada entre a Prefeitura e os moradores da região. Da mesma forma ocorreria em casas de acolhimento para mulheres em vulnerabilidade, política de extensão às existentes no município, como a Delegacia da Mulher.

O emedebista criticou a posição da adversária em fazer uma gestão apenas para um grupo seletivo. Por isso, ressaltou que, se for leito prefeito, fará medidas "para todos". Melo defendeu também a integração das polícias em Porto Alegre. "Governar pra todos é governar para os jovens, pras mullheres e idosos. Eu não gosto dessa desunião. Não é governar só para as mulheres, mas também para as mulheres, negros e jovens. O racismo não é monópolio de um partido. O que aconteceu em Porto Alegre é triste", afirmou fazendo referência à morte de um homem negro após espancamento por seguranças no Carrefour na zona Norte da Capital.

Após a resposta de Melo, Manuela rebateu: “É preciso respeitar as particularidades”. A candidata colocou que mulheres, por exemplo, enfrentam situações distintas em relação à insegurança pública.


Correio do Povo


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